1) Celso Amorim e a base americana no Paraguai ; 2) Obama imperial (Charles Krauthammer – Washington Post- charges)

Amorim critica possível base militar dos EUA

(O Estado de S.Paulo)

Vejam, o anão perverso que andava meio sumido resolveu entrar na ribalta  :  O ministro da Defesa, Celso Amorim, qualificou de “esdrúxula” a possibilidade de instalação de uma base militar dos EUA no Paraguai. “Não sou ministro das Relações Exteriores, mas seria uma coisa tão esdrúxula que resultaria no isolamento a tão longo prazo do Paraguai que acho que não vale a pena. Não creio que ocorrerá“, afirmou ontem no Rio. A chance de uma base americana no Chaco foi mencionada pelo deputado José López Chávez, presidente da Comissão de Defesa da Câmara dos Deputados do Paraguai. Esdrúxulo é o Celso Amorim. E disgusting também. Fico imaginando de que maneira os comandantes seus subordinados disfarçam o nojo que sentem por ele. Será que essa figurinha petista escandalosamente cínica já se sente a vontade estalando o chicote e ordenando aos leões domesticados que pulem – mal-humorados – de um banquinho para outro ?

Seria maravilhoso uma poderosa base americana no Paraguai. Posso até ver a cena: Depois da bofetada na cara dos países nanicos que usam aproveitar “corajosamente” a não beligerância do gigante no continente para berrar desaforos, ouvem-se os gritos histéricos dos amantes de Fidel. Algumas ameaças ridículas dos países de esquerda. Chavez, “ultrajado”, diz que vai fazer e acontecer, mas … sabe que é impotente até a medula. A dona que nos governa tenta ser estadista e condena ” a intervenção imperialista no continente sofrido”. Lula também protesta, e de tanto vociferar chega a perder a voz (dando um pouco de esperança para nós, que esperamos que desta vez seja para sempre). A canalha petista faz as mais curiosas e bizarras investidas verbais contra a super potência militar. Nada acontece. Aliás, até que algumas mudanças são imediatamente visiveis: o Paraguai cresce de importância, e qualquer veleidade de uma intervenção por parte dos países delinquentes –  o que ocorreu por estes dias – é jogada para o NUNCA MAIS.  Desse momento em diante todo e qualquer movimento golpista de esquerda como plebiscitos, “consultas populares”, prorrogação de mandatos, fica mais dificil na América Latina, mesmo que o gigante pareça estar completamente satisfeito com sua injusta ( vide Cuba) inércia local, empenhado somente em conflitos distantes para que continuemos, todos nós, livres da ditadura terrorista de Alah. O Paraguai recebe também ajuda financeira como nunca viu em sua história. A base vale muito dinheiro. E empregos, e prestígio, e tanta coisa que nem vou me alongar mais. Digamos que para a sua paupérrima economia é uma alavancagem poderosa para dias melhores.

O deputado José López Chávez foi muitíssimo inteligente ao acenar com uma resposta militar às investidas da corja que deseja dominar seu país. Pena que lá em cima tenhamos esse moleque, Obama, e não um Reagan. Ah, esse sim, saberia aproveitar a oportunidade. E vejam, Amorim ameaça com o “isolamento do Paraguai”. Mais isolado ainda ? É possivel ? Esse país tão pobre, destruido, desmoralizado, ainda pode piorar por causa do Brasil e outros vizinhos que praticam  uma política externa de gangsters ?

Os leitores que desejarem compartilhar uma visão REALISTA do poder militar norte-americano e a necessária mudança na ordem mundial podem clicar no título do artigo : Os Estados Unidos decidem usar armas nucleares – (Primeira Parte); e  Os Estados Unidos decidem usar armas nucleares -( SEGUNDA PARTE

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  2)  OBAMA IMPERIAL  (Charles Krauthammer – Washington Post – charges)

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A presidência imperial reexaminada

Charles Krauthammer

Embora ofuscada pela chocante decisão da Suprema Corte sobre a assistência à saúde, (Obamacare), a decisão da corte sobre a imigração no Arizona,emitida três dias antes, permanece bem mais expressiva do que apreciada. Ela era, no geral, vista como mista ou ambígua porque o Departamento de Justiça insistiu em ignorar três das cláusulas da lei. Entretanto, quanto ao elemento central e mais controverso da lei – ordenando oficiais a interrogar o status imigratório de qualquer um apreendido por alguma outra violação – a decisão judicial foi definitiva, e, sem dúvida, unânime.

Nenhum conservador -liberal discorda aqui. A derrota acachapante foi de oito a zero. (a juíza Elena Kagan se recusou a votar). Nem um só juiz encontrou mérito na alegação da administração de que essa cláusula “mostre-me seus documentos” constituía uma não permissivel presunção de culpa pela autoridade federal.

Por quais razões seria inconstitucional? Presumivelmente porque funcionários do estado estariam perguntando sobre o status de imigração de todos, em vez de aderir às prioridades de execução de uma ordem federal considerando quais estrangeiros ilegais não estariam sujeitos a deportação.

Por exemplo, de acordo com os regulamentos promulgados recentemente na administração Obama, não haverá mais deportação de jovens que cresceram aqui ilegalmente desde criança (e satisfazendo a certos critérios cronológicos). Por esta razão, presumivelmente a lei do Arizona é inválida porque um oficial poderia estar inspecionando o status de um jovem cuja permanência os federais agora classificam como legal.

Além de ser logicamente ridículo – se uma lei estadual é inconstitucional porque está fora de sincronia com as atuais prioridades do governo federal, ela se torna constitucional de novo quando a política federal muda? – esse argumento é “uma afirmação espantosa do poder executivo do governo”,escreve o Juiz Samuel Alito em uma interseção. O Departamento de Justiça de Obama esta sugerindo que “uma lei estadual pode ser invalidada, não porque ela entra em conflito com um estatuto ou regulamentação federal, mas porque ela é inconsistente com as atuais ordens legais prioritárias de uma agencia federal. Aquelas prioridades, no entanto, não são uma lei. Elas não são nada além do que política de agencia”.

E eis a questão: a inabilidade da administração Obama em distinguir política de lei. Isso se torna particularmente perverso em relação à imigração quando, como o Juiz Antonin Scalia indica, o que a administração delicadamente chama de suas prioridades é pura e simplesmente uma determinação de não impor a lei como aprovada.

Isso é o que faz tão escandalosa a alegação de Obama, de que o Arizona esta minando de forma não permissível a lei federal. “Dizer, como a corte faz”, escreve Scalia em relação à aquelas partes da lei derrubadas pela maioria, “que o Arizona contradiz a lei federal ao impor aplicações do Ato de Imigração que o presidente recusa impingir, entorpece a mente”.

Considere essa cascata de tirar o fôlego: uma administração viola seu dever constitucional de executar a lei recusando deliberadamente a cumpri-la. Isso então caracteriza seu não cumprimento como simplesmente estabelecer prioridades. Então, isso tenta derrubar uma lei estadual sobre imigração baseando-se no fato de que ela contradiz a lei federal – tentando, na realidade, impingi-la.

A lógica é circular, incongruente e a própria definição de excesso do executivo. Durante os anos de Bush 43 (o 43º presidente) – fomos repetidamente tratados para rasgar nossas roupas em relação a presidência imperial, para melhorar a hiper-ventilação sobre o “executivo unitário”*. Mas a atual imperiosidade da administração obteve comparativamente pouca atenção. Talvez porque o presidente Obama esteja sendo tão ineficaz. É duro chamar de imperial alguém que tem falhado tão consistentemente. Ou talvez não. Você pode, seguramente ser imperial e mal sucedido. Waterloo me vem à mente.

* Teoria do executivo unitário: confere o poder executivo dos Estados Unidos ao presidente. (N.da T.)

Entretanto, indiferente aos resultados, a presunção de Obama é fenomenal. Ele leva a America a uma guerra na Líbia com a aprovação das Nações Unidas, mas não do Congresso. Por outro lado, aquele terrível Bush teve a decência constitucional de, por duas vezes, buscar e ganhar a aprovação do Congresso antes que iniciasse hostilidades.

O Departamento de Serviços de Saúde e Humanitários (HHS) despacha os regulamentos do Obamacare pisando tão pesadamente sobre o livre exercício dos direitos das instituições católicas que até os próprios aliados de Obama se rebelam. A nova regulamentação tramada para domar o bombardeio ordena displicentemente aos seguradores privados que forneçam contraceptivos de graça a empregados das instituições religiosas contestantes. Por qual autoridade possível ordena um presidente que companhias privadas forneçam serviços gratuitamente? Sem mencionar nada a respeito dos 1.200 documentos de concessões do Obamacare conferidos com régia arbitrariedade de acordo com os caprichos (políticos) de uma secretária do HHS.

E agora imigração. Obama adota uma grave política de não cumprimento da lei da imigração – uma variante do próprio Dream Act que ele não pode receber aprovação, mesmo com um congresso Democrata – e promulga essa lei unilateralmente, enquanto seu Departamento de Justiça alega o direito de invalidar as leis estaduais que poderiam de alguma forma interferir na própria não execução da lei.

A campanha presidencial Republicana enfoca a ineficácia dessa administração: fracasso em casa, passividade no exterior. Uma refinada estratégia eleitoral. Mas como cidadãos deveríamos ser gratos. Tendo em conta as ambições extravagantes da administração, incompetência é seu mérito especial.

TRADUÇÃO: Célia Savietto Barbosa

11 julho, 2012 às 02:31

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Categoria: Artigos

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