1) Hitler biografado por um fazendeiro do interior do Maranhão; 2) Nossa Constituição é melhor do que a dos EUA 3) Como derrotar Obama (artigo que o Estadão deve ter publicado por engano)

Esta é de pasmar: Um brazuca faz uma biografia sobre Hitler ! O livro vem sendo anunciada o tempo todo na Folha de S.Paulo. A sinópse diz que o autor é um consagrado biógrafo de Aleijadinho, Santos Dumont e… Paulo Setúbal!  Hilário!  É o cúmulo da pretensão e da fraude. Dezenas de biógrafos alemães têm se debruçado sobre o tema, publicando obras que consomem anos de pesquisa para tentar entender o maior fenômeno do século XX. Esses especialistas, altamente conceituados, têm discutido através de  conferências, jornais, televisão, e o povo alemão vai acompanhando os debates tentendo entender o seu pesadelo. Isto durante décadas, começando por volta de 1955. Pois agora vem um sujeito, provavelmente nascido no interior do Maranhão, ou em Manhuaçu-MG, e resolve também dar sua contribuição. O livro custa 28 pratas, portanto deve ter umas 10 páginas. Será que por acaso ele já pisou na Alemanha ? Para quem estiver interessado recomendo o extraordinário “Hitler” de Joaquim Fest, um dos melhores livros de toda a minha vida. Em tempo: Hitler foi considerado pela TIME o personagem mais importante do século XX. Fiquei encorajado a escrever a biografia do Elvis Presley, sem sair de casa.

 

A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA É UM EXEMPLO PARA O MUNDO

 

Do blog do Merval:  ” …a Constituição brasileira mostra-se adequada às necessidades dos tempos modernos ao mesmo tempo em que é enxuta e quase sem emendas. A Constituição dos Estados Unidos de 1787 já não serve como parâmetro para o mundo, de acordo com um estudo dos professores americanos David Law, da Universidade Washington em St. Louis e Mila Versteeg da Universidade de Virginia. O constitucionalista Luis Roberto Barroso acha que a Constituição brasileira é, provavelmente, o exemplo mais típico de Constituição voltada para a proteção ampla dos direitos fundamentais, inclusive os direitos sociais e difusos, como parece ser a tendência internacional.”  É mesmo ? Melhor constituição do que a americana, famosíssima no mundo inteiro e que tem garantido a esse país um desenvolvimento extraordinário, uma superioridade moral notável, e uma enorme segurança aos seus cidadãos?  Nos Estados Unidos o guardião da Constituição é a Suprema Corte, respeitadíssima. No Brasil é o Supremo Tribunal Federal, um antro de ratazanas. É necessário dizer mais alguma coisa ?  Há muitos anos eu não via a repetição do velho refrão : ” mais uma vez o mundo se curva ante o Brasil “.  A última, bem pura, uma perfeição, foi quando depuseram Collor com um GOLPE branco. Absolutamente inconstitucional, ilegal, não importando o fato que o presidente e sua turma estavam roubando. Disseram na época : “O Brasil deu uma lição de democracia ao MUNDO !” E por aí vamos, na roubalheira total, completa, absoluta. E com essa oposição que temos, coitados de nós. Merval, acredito, deve ser eleitor do Serra, FH, etc. Esse é o nivel. Eu me lembro do Roberto Campos dizendo que só faltou colocarem em nossa Constituição: “É proibido ser pobre”.  Mas, depois de haver iniciado a coluna expressando sua opinião através da escolha do tema e do depoimento de alguns juristas, e derramando em vários parágrafos a excelência da nossa “colcha de retalhos cidadã”, Merval cita outros autores e ficamos sabendo que a constituição americana ainda é muito importante, e blá, blá, blá. Não fosse ele um sujeito experiente….

 

Reproduzo artigo que deve ter saído por erro do Estadão:

Como derrotar Obama

Ao contrário do que indica o senso comum, a política externa americana – marcada pela ingenuidade e fraqueza nas relações internacionais – não é o ponto forte do candidato democrata

É EX-VICE-CHEFE DE GABINETE DE GEORGE W. BUSH, É EX-ASSESSOR DE GEORGE W.BUSH, KARL ROVE &, ED GILLESPIE, FOREIGN POLICY, É EX-VICE-CHEFE DE GABINETE DE GEORGE W. BUSH, É EX-ASSESSOR DE GEORGE W.BUSH, KARL ROVE &, ED GILLESPIE, FOREIGN POLICY – O Estado de S.Paulo

Numa eleição americana em que o foco é a economia deplorável e a alta taxa de desemprego, o que se acredita hoje, de modo geral, é que a política externa seria um dos poucos pontos fortes de Barack Obama. Mas o presidente também está surpreendentemente vulnerável nesse campo. E o candidato do Partido Republicano nas eleições poderá atacá-lo exatamente no ponto em que Obama considera, erroneamente, ser sua maior força, traduzindo as críticas da ala de centro-direita à atual política externa em temas de campanha e ação. E aqui está como derrotá-lo.

 

Em primeiro lugar, o candidato republicano deve adotar um tom nacionalista e confiante. Enfatizar o excepcionalismo americano, expressar o orgulho no país como uma força para o bem do mundo e preconizar uma nação que seja novamente respeitada (e, em algumas áreas, temida) como potência global dominante. Obama age como se os Estados Unidos fossem um gigante de pés de barro, um erro que os eleitores já se deram conta. Afinal, esse é o presidente que disse: “Eu acredito no excepcionalismo americano, como também suspeito que os britânicos acreditam no excepcionalismo britânico e os gregos no excepcionalismo grego”.

Os eleitores também acham que ele está satisfeito em administrar o declínio dos EUA para uma condição em que a nação será apenas mais um país entre muitos. Como ele afirmou, a sua “é uma liderança que reconhece nossos limites”.

O candidato republicano na disputa pela presidência deve usar as próprias palavras e ações de Obama para mostrar como ele é ingênuo e fraco nos assuntos externos. As promessas não cumpridas, as oportunidades perdidas, as mudanças desordenadas sugerem que ele vive num mundo irreal e está completamente perdido. Por exemplo, antes de ser eleito, Obama prometeu se reunir com os líderes de Cuba, Irã, Coreia do Norte, Síria e Venezuela “sem precondições”. Nada ocorreu, exceto um violento golpe para a imagem dos Estados Unidos como aliado fidedigno. Durante a campanha de 2008, ele também afirmou que o Irã era um país “minúsculo” que “não representava uma séria ameaça”. Quão insensato isso parece agora?

Por outro lado, o candidato republicano não deve vacilar e deixar claras as áreas em que Obama manteve a política do seu predecessor republicano praticamente intacta. Ele ficará muito embaraçado se o candidato republicano parabenizá-lo por ter adotado a mesma estratégia de reforço de tropas no Afeganistão adotada por George W. Bush, reforçado o uso de drones, revertido o curso no tratamento dos terroristas presos e renovado o Ato Patriótico depois de tê-lo condenado como “uma lei perigosa e inoperante”.

Essas congratulações darão ao candidato republicano mais força para criticar os muitos fiascos de Obama – não apenas a sua proposta de uma aproximação com os tiranos no Irã, Coreia do Norte e Venezuela, mas também o desastroso “restabelecimento de relações” com a Rússia, e a péssima administração das relações com o Paquistão, cronogramas elaborados politicamente no caso da retirada de tropas do Iraque e Afeganistão, e o desprezo para com aliados tradicionais importantes, como Otan, Canadá e México, e potências emergentes, como a Índia.

Obama reconhece que é visto como um presidente “frio e distante” e o candidato republicano deve martelar neste ponto. O presidente tem poucos amigos reais no exterior (exceto, naturalmente, o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, como disse a Fareed Zakaria da revista Time). O candidato republicano precisa criticar Obama pelo fato de ele não entender que o engajamento pessoal do presidente dos EUA é essencial para uma liderança global eficaz. A falta de contatos mais regulares com o premiê iraquiano, Nouri al-Maliki, e o presidente afegão, Hamid Karzai, que destruiu as relações com antigos aliados dos EUA, é simplesmente o exemplo mais discordante e inexplicável da abordagem de não intervenção do presidente.

Como a campanha este ano será devotada a promover a mensagem republicana com relação aos problemas do emprego e da economia, o candidato do partido deve expressar sua visão de política externa não mais tarde do que o início do verão. E deixar claro para os eleitores para onde pretende levar o país também é importante para consolidar sua imagem como o líder que merece ocupar o Salão Oval. Apenas projetar a imagem certa não basta.

Áreas vitais. O candidato republicano terá de atacar pelo menos quatro áreas vitais. A mais importante é a luta que definirá este século: o terrorismo islâmico radical. Ele deve argumentar que a vitória deve ser o objetivo nacional dos EUA, e não apenas procurar “deslegitimar o uso do terrorismo e isolar aqueles que realizam atos terroristas”, como estabelece a Estratégia de Segurança Nacional aprovada por Obama em maio de 2010. Como na Guerra Fria, a vitória exigirá o envolvimento permanente dos Estados Unidos e a disposição para adotar todos os instrumentos necessários para isso – da diplomacia aos elos econômicos, do uso da inteligência à ação militar.

Em segundo lugar, o candidato republicano deve condenar a precipitada redução de tropas no Afeganistão e os profundos e perigosos cortes no orçamento da Defesa. As duas medidas foram vistas com ceticismo pelos militares: a primeira encoraja os adversários dos EUA e desencoraja seus aliados; a última provoca uma profunda preocupação em veteranos e outros americanos que duvidam do compromisso de Obama com o Exército.

Em terceiro lugar, o candidato republicano deve se concentrar no perigo representado pelos Estados renegados, particularmente Irã e Coreia do Norte. O próximo aniversário de três anos da fraudada eleição presidencial iraniana, em junho de 2009, é um momento oportuno para o candidato reunir-se com exilados iranianos e proferir um discurso de porte, chamando atenção para a fraqueza e ingenuidade de Obama ao lidar com Teerã.

Em parte pela péssima maneira com a qual tem conduzido a questão iraniana, Obama perdeu muito apoio financeiro e político de parte da comunidade judaica americana. Seu enfoque com relação a Israel também tem sido débil e irresponsável. O candidato republicano precisa deixar clara a ameaça à existência de Israel da parte de um Irã possuidor de armas nucleares – não apenas porque isso vai reduzir o apoio que o presidente tem dentro de um bloco eleitoral crucial em Estados-chave numa eleição, como Flórida e Ohio.

Economia. A quarta linha de ataque refere-se à debilitada economia dos EUA e como restaurá-la. Para muitos eleitores, a condução da economia por Obama tem sido inconsistente e até contraproducente. O que torna imperativo que o candidato republicano defenda a promoção do comércio e um maior engajamento econômico internacional. O fracasso de Obama em competir com outros países em mercados que estão se abrindo agressivamente para exportações e empregos, deve ser ligado à sua responsabilidade pelo alto índice de desemprego doméstico e a anêmica recuperação econômica.

Sem dúvida, Obama tentará se antecipar às críticas à sua política externa, repetindo incansavelmente que Osama bin Laden foi morto sob a sua supervisão. No final da campanha, alguns eleitores perguntarão se o presidente pessoalmente deu o tiro de misericórdia. A melhor resposta será elogiar o presidente. Mas ao fazer isso, o rival de Obama deverá elogiar todos os atores envolvidos no drama, especialmente os homens das forças de elite da Marinha, cujo ataque corajoso matou o líder terrorista. E os infatigáveis analistas da CIA cujos palpites convenceram o então diretor Michael Hayden em 2007 a iniciar um trabalho vigoroso que acabou levando ao complexo de Abbottabad. No final, os eleitores
saberão que Obama não matou Bin Laden – foram as forças de elite.

Na ausência de uma grande crise internacional, a eleição abrangerá especialmente problemas como emprego, gastos, reforma da saúde e energia. Os eleitores, contudo, querem um presidente com uma liderança no plano global e um comandante-chefe que projete força, não fraqueza.

Uma pesquisa realizada em novembro pela Resurgent Republic mostrou que 50% dos eleitores (como também 54% dos independentes que se identificam como tal) acham que a posição dos EUA no mundo está pior sob Obama, ao passo que 21% acreditam que está melhor. O que representa uma queda drástica em relação a abril de 2010, quando 50% dos eleitores (e 49% dos independentes) achavam que Obama melhorara a imagem dos EUA.

Isso porque Obama não conseguiu se tornar um líder internacional forte e o candidato republicano deve reforçar esta mensagem – na qual muitos americanos já acreditam. A política externa é o ponto frágil deste presidente, não sua força. / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

 

12 março, 2012 às 19:45

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Categoria: Artigos

Comentários (7)

 

  1. Paulo Santos disse:

    Creio que daqui a pouco vão querer mudar os 10 mandamentos, afinal como pode algo escrito a 4000 anos ser condizente com o tempo atual.

    • claudiomafra disse:

      Caro Paulo, trata-se da arrogância tupininquim. abraço

    • claudiomafra disse:

      É o anti-americanismo. Agora, resolveram criticar a famosíssima, consagrada, brilhante, Constituição Americana. A nossa é melhor! Por isso é que nos transformamos em ladrões. E foi bom o exemplo dos 10 mandamentos. abraço

  2. Wander B Pires disse:

    Que facilidade as pessoas encontram para criticar uma constituição simples e inteligente, sem demagogias e hipocrisias, que vai direto ao ponto, e deu a base para a maior nação do mundo. Onde vivem essas pessoas? São alienadas e hipócritas. Gostaria de saber quantas patentes brasileiras são registradas por ano, e quantas americanas? Por que? Porque os individuos tem liberdade para pensar, criar e evoluir. Nunca, nunca, conseguiremos nos igualar aos americanos!
    Porque eles são livres! Livres! Graças a sua Constituição. A palavra esta dizendo, são constituidos de Liberdade, nós somos constituídos de servidão, e servo não cria não pensa, só obedece!

    • claudiomafra disse:

      Caro Wander, essas pessoas são anti-americanas, simplesmente isso. Foram educadas assim, e nunca, jamais, conseguirão enxergar um palmo adiante do nariz. Todos esses articulistas precisam se contentar em comentar as fofocas nacionais, a mediocridade das disputas de prefeitura, o que foi que a Dima almoçou ontem, e assim por diante. E veja, eles são a nata do nosso jornalismo brasileiro. Saudades do Paulo Francis. obrigado pelo comentário

  3. Oliveira disse:

    Cláudio, as vezes me assusta essa sua paixão pelo Hitler.

    Essa história da Time precisa ser explicada. Pesquisem por “Time Hitler Man of the Year”. Do jeito que foi colocada a informação, dá margem a interpretações completamente equivocadas.

    Abraços.

    • claudiomafra disse:

      Eu não tenho nenhuma paixão por Hitler, meu caro. No caso de vc realmente acompanhar o blog pode ter certeza disso. O que eu não posso admitir é que Stalin, Mao, Che, possam ser “discutidos” (Mao com toda a simpatia) e ele, que matou um número ínfimo de alemães seja o mass murder do século. Hitler quando massacrou os judeus não achava que fosse gente sua. Stalin , Mao, efetivamente mataram 3 vezes mais, cada um, de russos e chineses. Também não aceito mentiras consagradas a seu respeito. Disse e repito: Entre 1933 e 1940 ele foi o chefe de Estado mais popular do mundo. Alguma vez já te contaram ? Claro que não. Mas veja a IMPORTÂNCIA excepcional dessa afirmação. Transporte-se para os dias de hoje e pense em algum estadista que seja por 7 anos seguidos considerado o maior do mundo. Conseguiu imaginar? O que eu me recuso é fazer parte da boiada que acredita em tudo que o irracionalismo humano nos empurra.
      Hitler não foi o pintor de paredes, o maluco, o cabo que tentou comandar uma guerra, isto é o que nos impingiram. A propósito, no blog vc tem uma infinidade de artigos INTEIRAMENTE a favor de Israel e dos judeus. Ao mesmo tempo publico Hanna Arendt e procuro mostrar o drama psíquico que vivem os descendentes dos 6 milhões que foram mortos.
      Este é um blog sofisticado, para poucas pessoas. Vc escreve bem, embora tenham sido poucas linhas. Presumo que esteja no grupo, e me espanto que não tenha entendido a questão.
      Com respeito ao que não é, mas vc colocou como mais importante: Eu estava na África do Sul quando a Time elegeu Hitler como a pessoa mais importante, ou mais influente do séc. XX. Citei de memória porque já fazem uns 12 anos. Depois do que vc disse fui ao Google QUE É MUITO FLUIDO, o que torna dificil a pesquisa. De qualquer forma é facil verificar que ele foi, no mínimo, candidato ao título, o que causou protestos, e sendo vc honesto pode ver que minha citação não tem nada de errada.Ele foi, pelo Time, candidato ao mais importante personagem do séc. XX. Está lá. E porque não, já que causou a morte de 50 milhões de pessoas ? Einstein outro possivel candidato foi importantíssimo, Fleming (penicilina) também, mas nada chega aos pés de uma tragédia desse tamanho. Tragédia maior ainda do que as mortes ocasionadas pelos comunistas, possivelmente o dobro ou o triplo, mas que não produziram a destruição da Europa em termos físicos.
      Pg. 33 da biografia “Hitler” de Ian Kershaw : “…pode-se dizer que se tornou, entre 1933 e 1940, o chefe de Estado mais popular do mundo” ( o livro tem 1.077 páginas) ” Quando Hitler foi apresentado como uma espécie de cópia invertida de Lenin ou Stalin, um lider cujo medo paranoico do terror bolchevista, do genocídio de classe motivou-o a perpetrar o genocídio de raça, as implicações eram claras. Hitler era cruel, sem dúvida, mas menos perverso que Stálin. Ele era a cópia, Stálin era o original” pg: 27 do mesmo livro.

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