A propósito de gays: as jogadoras de tênis masculinizadas e , Roubar no Brasil ainda é escândalo ?!

CAROS AMIGOS : SÓ RETORNO AO BRASIL NO INíCIO DE JULHO. VOU ESCREVER POUCO ATÉ LÁ.

Já que é tudo normal, que não é da conta de ninguém as preferências sexuais das pessoas, já que é assim, acho perfeito, vamos em frente. Nada contra, apenas eu gostaria que liberasse geral. A italiana Schiafoni, que disputou e perdeu a final feminina de Roland Garros tem todo o jeito de ser gay.  Se for assim, então vamos comentar, apenas como exemplo: ” Schiafoni, por ser gay, tem a musculatura muito desenvolvida nos braços, não dá importância  a esse aspecto da beleza feminina, e assim leva vantagem sobre suas adversárias.”

Quando surgiu a excelente jogadora francesa, Amelie Mauresmo, seu serviço era um espanto. A moça tinha uma força que ninguém acreditava. Uma vez foi perguntado para a americana Lisa Davenport, o que ela achava da figura, e a resposta foi muito reticente. Lisa achou um pouco estranho, Mauresmo era forte demais, difícil de enfrentar, e todo mundo entendeu  o que ela queria dizer. Vamos acabar com isso. Vamos dar o nome aos bois. OK ? Não é vergonha nenhuma ser gay, então vamos comentar essa característica nos esportes, e em todos os outros setores, porque, são diferenciados, todo mundo percebe. Não há porque ficar escondendo. Vamos, por exemplo, dizer que os gays são imbatíveis nas artes plásticas, na costura feminina e assim por diante. Fulano de tal é gay, portanto já ficamos conhecendo suas principais vantagens e desvantagens em alguns aspectos da vida.

Sempre se criticou a vulnerabilidade dos gays, sujeitos que são às chantagens, e portanto não é aconselhável tê-los em serviços secretos, ou algo que exija segredo. Se houver de fato a liberação acaba-se com esse problema. Todo mundo sabendo que fulano de tal é gay deixa de existir a possibilidade de chantagem.

Se a recordista olímpica parece gay, vamos perguntar a ela, e se a moça não souber vamos fazer um exame, exibido para todos, porque não é vergonha nenhuma, OK ?

Certa vez perguntei para um antigo presidente da Confederação de Tênis de Brasília até que posição no ranking masculino a campeã feminina perderia para um homem. Sua resposta foi espantosa: ” Acho que até o 200 ( ducentésimo).” Com a chegada das Williams, fortíssimas (e femininas), é possível que tenha havido uma dramática mudanca. Mas, assim mesmo, talvez elas percam para o centésimo colocado no ranking masculino, um jogador sobre o qual não sabemos nada. Portanto vemos a importância de ser, ou não ser, gay no tênis.

A televisão costuma mostrar em close o pai do jogador, ou o treinador, ou o namorado, noivo, marido. Bem, quando Mauresmo após uma vitória no set, ou no jogo, olhava sorridente para a platéia a TV nem se mexia. Provavelmente a moça olhava para sua companheira. Então o diretor de TV ficava com medo de ser discriminador, quando se trata exatamente do contrário. Discriminar é não mostrar.

Não tenho lido os jornais brasileiros há muito tempo, quase um mês. Não sei o que está se passando quanto ao problema Bolsonaro, projetos de lei, cartilhas escolares, e tudo que se refira ao aspecto gay em nossa legislação. Apenas ouço um ou outro comentário, ou recebo um e-mail.  Mas fica registrado o que eu penso a respeito dessa questão. Se é para deixarmos a discriminação de lado ( e precisamos fazer isso) que seja em todos os aspectos. Se uma levantadora de peso, ou um grande artista, for gay vamos dizer com todas as letras, muito naturalmente. É um fato, não deve ser escondido e ela não pode ser vítima de discriminações. Só não pode competir com as outras mulheres.

Poderemos comentar que o grande ator Montgomery Cliff era gay e precisava fazer um enorme esforço para não mostrar os movimentos femininos quando atuava. Também não será nada demais dizer que Burt Lancaster, que fez um enorme número de westerns e encarnava na perfeição o machão, conseguia superar seus verdadeiros sentimentos. E que tal o famoso beijo de Rock Hudson em Linda Evans, quando ele já sabia que estava aidético e ainda não se conhecia o fato de que o beijo não era transmissor do vírus ? Pois é, o grandão também era gay. E assim por diante. Sem nenhuma discriminação poderemos contar o que acontece e não seremos acusados de preconceituosos, cretinos, desinformados, bárbaros, idiotas.

Não faço a menor idéia do que a ciência pensa a respeito de gays. Talvez seja cultural, talvez genético -cultural, talvez alguma letrinha diferente no DNA, eu não sei. É uma incógnita que mais cedo ou mais tarde será conhecida. O que eu tenho certeza, repito, é que não se pode discriminar porque não é ético, não é  justo, é maldade. Piadas sobre gays são rídiculas. Já escrevi sobre isso.

A legislação deve punir quem discrimina, mas nesse momento também é necessário que acabem os segredos. Se fulano de tal é gay e todo mundo sabe disso não faz sentido os segredinhos, ou evitar o assunto perto dele e assim por diante. Sim, porque ser gay ainda é diferente, ainda dá assunto para conversa. É a mesma coisa com referência ao nosso racismo. Nós, brasileiros, somos racistas, não adianta disfarcar. Pelas costas dos nossos amigos judeus contamos piadas a seu respeito. Dos negros nem é bom falar. Portanto o problema é muito abrangente.

Certa vez, em uma festa com muitos convidados diplomatas, resolvi exercitar o que penso a respeito. Perguntei para uma pessoa a quem tinha sido apresentado naquele exato momento: ” Voce é gay ?”  Minha mulher quase desmaiou, e quando comecou a balbuciar algum tipo de reprimenda, foi contida pelo rapaz, que perfeitamente calmo me respondeu que não, não era gay, e se fosse me diria na hora. Por que me interessava saber se era gay ? Para me situar perfeitamente bem a seu respeito. Poderia ter perguntado se ele era ateu.

Não devemos dar privilégios aos gays, e sim punir a discriminação. Se damos vantagens por estarem (no momento) em desvantagem, estaremos incentivando a raiva contra eles. É tudo relativo, sabemos. No tempo do milagre grego ser homossexual era muito comum, ninguém ficava surpreendido e irritado e o escambau. Filósofos, grandes artistas, viviam rodeado de rapazinhos e ninguém ficava soltando piada a esse respeito. Com os romanos sabemos que o grande Júlio César era bisexual e sofreu críticas por isso. Muitos outros césares tambem tinham preferências hoje consideradas imorais, ou sei lá o que.  Vamos colocar os gays em pé de igualdade, punir de maneira exemplar os que publicamente os ridicularizam, mas não enveredemos pelo perigosíssimo caminho de situá-los acima da maioria heterosexual. Eles são diferenciados, não sabemos o porque disso, e vamos em frente, sem prejudicá-los. E, se querem ser respeitados, que não se escondam no armário, que enfrentem os preconceitos agora, preparando o caminho para um futuro melhor. Ao seu lado terão a lei, forte, implacável. É duro, difícil,  mas me parece que deve ser assim.

Outra coisa: Sei que existe um escândalo com o Palocci. Escândalo ? Mas como ? Até hoje vocês ainda não se acostumaram com a roubalheira no Brasil ? É o fato mais normal do mundo. Quem for substitui-lo vai roubar também. E o outro, e o outro, até o infinito. Todo brasileiro- com raras exceções –  tem o seu preço. Até quando vamos continuar com a brincadeira de que esse é um país de gente honesta ?

Quer dizer que o criminoso Battisti não vai ser mandado para a prisão italiana?  O que se pode esperar quando se tem um Supremo Tribunal Federal composto QUASE só de desclassificados, corruptos, idiotas ?

E vejam, pela primeira vez em toda a sua existência, o Brasil adquiriu alguma importância no cenário mundial. Fala-se nele em todas as televisões. Sempre existe uma notícia a nosso respeito, geralmente ligada aos BRICS.  Puxa, até que enfim! Durante muito tempo achávamos que alguém prestava atenção em nós, o que era a maior bobagem. Lá fora nem sabiam que a gente existia. O país cresceu muito e também aliou-se aos criminosos mundiais nos últimos tempos do governo Lula, colocando holofotes em cima das nossas desonestidades e oportunismo. Vamos em frente com a dona presidente, a tal da Dilma.

9 junho, 2011 às 20:30

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Categoria: Artigos

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