A mais nova lição da Dilma; O que os USA estão esperando para arrasar as usinas atômicas iranianas ? ; A presença do Iran na América Latina e a inércia norte-americana (artigo do The Wall Street Journal)

Agora a Dilma resolveu nos ensinar o que é ser civilizado. Todas as televisões do mundo passaram o dia noticiando a morte de Kadafi e mostrando cenas da alegria universal. Bem, a nossa presidenta fazendo força para encontrar a sua cara mais séria, e procurando se mostrar acima do momento fugaz,  passou uma descompostura em todo o planeta: ” Não se comemora a morte de um lider”.  Foi LITERALMENTE assim.  Que condenasse o linchamento que o excêntrico tirano pode ter sofrido em seus últimos momentos é outra coisa – se foi verdade o que a TV Al Jazeera mostrou. Mas nem seria o caso, estaria se intrometendo aonde não deveria. Além de semi-analfabeta tem mania de grandeza, como se diria num botequim. Êta Brasil! Ou será reeleita, ou teremos o Lula. O que fizemos para merecer isso ? Qual foi o nosso pecado terrivel?

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A AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica da ONU) está DESCONFIADA de que o Iran está fabricando uma bomba atômica! Não é possivel! Não havia a menor suspeita a esse respeito ! Fantástica descoberta da Agência! (Desde os tempos do egípcio Mohammad El Baradei, antigo presidente da Agência, que o fato sempre foi negado, já que El Baradei e toda a ONU é sabidamente anti-americana).

Quanto tempo mais os USA vão levar para bombardear as usinas iranianas sem piedade, arrasando, não deixando pedra sobre pedra ? O tempo passa. Basta estacionar dois porta-aviões atômicos em frente ao Iran e o país vai se colocar de joelhos, com aiatolás e mustafás dizendo que tudo não passa de um mal entendido, que já estão desmontando a usina há muito tempo, e blá, blá, blá. Se existem dúvidas quanto á reeleição de Obama, bombardear as usinas o colocaria tranquilamente 500 km na frente do candidato republicano. Mas isso iria contra todas as suas convicções liberais acovardadas. O Iran é o país-chave no combate ao terrorismo. Ver, clicando em cima do título os meus artigos: El Baradei ataca novamente Até que enfim!  ; Quando as usinas atômicas iranianas serão bombardeadas?

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De Teerã para Tijuana  -Bret Stephens ( The Wall Street Journal)

Em relação à alegada tentativa de agentes iranianos de recrutar um cartel de drogas mexicano para assassinar o embaixador saudita nos Estados Unidos, há duas partes significativas para a história, mas somente uma delas está chamando a atenção. É o fato de os oficiais iranianos aparentemente darem pouca importância ao ordenar um ataque terrorista em solo americano. Alguns comentaristas notaram que o complô diminui a supostamente perita análise estratégica militar da força iraniana terrorista Quds, sugerindo que agentes vagabundos não especificados podem ter tido um papel nisso. Outros argumentam que a prontidão de Teerã em conduzir o ataque sugere que eles calculam que não precisam temer a administração Obama.

A verdadeira e sensacional história, no entanto, é quão chocada a administração parece estar em relação à trama. “A idéia de que eles tentariam ir a um cartel de drogas mexicano para solicitar assassinos de aluguel para matar o embaixador saudita, ninguém poderia inventar isso, certo?” surpreendeu-se a Secretária de Estado Hillary Clinton. Informação sobre o complô foi inicialmente recebida no governo com uma certa incredulidade, mais apropriada para uma invasão por, digamos, anões alienígenas. Mas analistas políticos, oficiais militares, e até uns poucos colunistas têm chamado a atenção, há anos, para a infiltração iraniana na America Latina.

A história começa com a bomba de 1992 na Embaixada de Israel em Buenos Aires, um exemplo da forma como Teerã se utiliza de representantes como o Hezbollah para realizar seus objetivos, enquanto apresenta plausíveis negações. Tempos após, o Irã ganhou um incentivo quando Hugo Chávez veio ao poder na Venezuela e começou o diálogo dos mais proeminentes membros de seu governo com os iranianos. Em outubro de 2006, um grupo chamado America Latina Hezbollah assumiu responsabilidade por uma tentativa de atentado a bomba na embaixada americana em Caracas. Desde que Mahmoud Ahmadinejad subiu ao poder em 2005, o Irã tem aumentado o número de suas embaixadas na America Latina, de seis para onze. Tudo isso tem servido a uma variedade de propósitos. Evidencia poderosa sugere que o Irã tem usado os bancos, linhas aéreas e instalações de portos venezuelanos para fugir das sansões internacionais.

Boas relações entre Teerã e várias capitais da America Latina – não apenas Caracas, mas também Manágua, Quito, La Paz e Brasília – aumentam a influência diplomática de Teerã. As ligações do Hezbollah com traficantes de drogas da America Latina servem como uma grande fonte de financiamento de suas operações em todo o mundo. O Hezbollah tem procurado e encontrado recrutas entre uma população estimada em cinco milhões de muçulmanos da América Latina, assim como hispânicos convertidos ao Islamismo.

E então, há o detalhe de que a America Latina é a zona vulnerável e frágil dos Estados Unidos. Em setembro de 2010, o departamento de polícia de Tucson, Arizona, editou um memorando interno citando as crescentes preocupações em relação à presença do Hezbollah no México e aos possíveis laços com organizações de traficantes de drogas mexicanos operando ao longo da fronteira dos Estados Unidos com México. A potencial parceria expõe implicações alarmantes atribuídas às capacidades há muito tempo estabelecidas, especialmente a habilidade de confeccionar dispositivos explosivos adaptados para veículos (carros bomba). O memorando também citou o aparecimento de insígnias do Hezbollah como tatuagens em prisioneiros americanos.

As preocupações que a polícia de Tucson tinha logo em mente foram dobradas. Primeiro, houve a prisão em Nova Iorque de Jamal Yousef, um oficial ex-militar sírio pego em uma operação em 2009 tentando vender armas a terroristas colombianos em troca de uma tonelada de cocaína. Depois, houve a prisão em julho de 2010 de um cidadão mexicano chamado Jameel Nasr por autoridades mexicanas. De acordo com uma reportagem no jornal kuwaitiano Al-Siyasah, o Sr. Nasr estava tentando montar “uma infra-estrutura logística de cidadãos mexicanos de descendência libanesa xiita para formar uma base na America do Sul e Estados Unidos com o objetivo de realizar operações contra Israel e alvos ocidentais”.

O papel ainda adicionou que o Sr. Nasr “viajou regularmente para o Líbano para receber instruções e informar a seus empregados do desenrolar”, mas que oficiais tinham sido prevenidos pela sua longa visita a Venezuela no meio de 2008… durante a qual ele estabeleceu as fundações para construir uma rede para o Hezbollah e para a Guarda Revolucionária Iraniana”. O poderoso Sr.Nasr foi associado ao complô de Washington? Provavelmente não, uma vez que ele foi preso antes que a trama fosse programada, embora seja provavelmente válido perguntar a ele diretamente.

O enorme problema, como Roger Noriega do Instituto de Empreendimentos Americanos aponta, é que até agora a administração não tem estado particularmente curiosa. “Eles não querem um confronto com Chávez e tumultuar as águas na America Latina”, ele diz. “A política de reserva e passividade envia a mensagem que nos não sabemos ou não nos importamos com o que está acontecendo”. Já é hora de amadurecer, abrir os olhos. Até agora, a idéia de infiltração terrorista ao sul da nossa fronteira tem sido matéria de romances de Tom Clancy. Agora não mais. E a menos que Teerã seja induzida a entender que as conseqüências para tal infiltração serão mais severas do que um pancada do punho de Obama, podemos esperar mais, e pior, por vir.

TRADUÇÃO: Célia Savietto Barbosa

21 outubro, 2011 às 14:45

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Categoria: Artigos

Comentários (1)

 

  1. […] incrivel que pareça: para o Iran. Ver o meu artigo clicando em cima do título: A mais nova lição da Dilma;  O que  os USA estão esperando para arrasar as usinas atômicas ira…mas o leitor deve se remeter diretamente para este último item, que está logo depois das minhas […]

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