A Mentira do Pré-Sal; A bomba iraniana e o NYTimes; Detroit faliu ( Charles Krauthammer) e cartoons; Da arte de iludir (Demétrio Magnoli) ; Armas cubanas confiscadas no Panamá; IDEB – Metas que não conversam com a realidade (Simon’s Site)

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Quando finalmente a Petrobrás descobriu o Pré-Sal, a porcina Dilma, que era Chefe da Casa Civil do Lula, foi para a televisão. Que arrogância ! Primeiro rasgou os contratos com companhias estrangeiras para exploração de petróleo nas áreas aonde se encontrava a suposta mina de ouro. Depois, quase estourando os heróicos botões que a seguram dentro da roupa, estufou o peito e pronunciou a frase que supunha tornar histórica:  “O Brasil se divide em ANTES e DEPOIS do Pré-Sal”. 

Lembram-se que Chavez recebeu Lula em Caracas chamando-o de “o magnata do petróleo “? Quantos anos se passaram ? Hoje sabemos que o maior antro de ladrões do planeta, a Petrobrás,  não tem a menor condição de explorar o tal do Pré-Sal. Faltam recursos técnicos, falta dinheiro, e principalmente : falta viabilidade econômica. O Pré-Sal sumiu,  não vai fazer do Brasil um país rico.

Lembram-se quando Lula pediu oficialmente, através do Itamaraty, que os Estados Unidos se explicassem com respeito às manobras da Quarta Frota Americana no Atlântico Sul ?  O debiloide deixou claro que suspeitava que os americanos estavam se preparando para roubar “nossas riquezas naturais”, no caso, o Pré Sal, que o PT considerava a maior descoberta desde os tempos do ouro nas cidades mineiras. Aliás, na escola primaria aprendemos que os malditos americanos sempre desejaram se apossar das maravilhas que nosso país possui. Querem roubar tudo, tudinho, e, infelizmente, os nossos militares acreditam firmemente nesta história inventada pelos seus arqui-inimigos, os comunistas. Nossos milicos sempre apoiaram os Estados Unidos contra os comunas, sem jamais esquecer a vampiresca ganância americana. Vivemos e morremos mergulhados em mentiras definitivas.

                                                               OS IDIOTAS ÚTEIS

 

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O New York Times é o jornal mais importante do mundo. Mente adoidado, já que é o porta-voz dos liberais. Tem uma tradição de revelar segredos de estado, o que em qualquer outro pais seria considerado traição, mas nos Estados Unidos, sempre dominado pela mídia de esquerda, costuma passar batido. Seus colunistas são famosos, tratados como gênios,  e têm imitadores e fanzocas ao redor do globo.  O Estadão costuma publicar seus artigos.  Ontem, num deles, Roger Cohen deitou falação sobre o problema nuclear iraniano.Vejam o tamanho da bobagem em “Netanyahu, o pacificador”  : Netanyahu insiste que a república islâmica deve ser contida antes que ela construa uma bomba nuclear porque não se pode confiar que o país seja capaz de conter o seu uso. O Irã, em outras palavras, não é passível de dissuasão No entanto, para isso ser verdade, os líderes do país teriam de ser mais perversos e menos racionais do que Stalin e Mao Tsé-tung, cujos crimes foram infinitamente maiores, mas contra os quais a dissuasão funcionou muito bem. Essa afirmação é dura demais para se aceitar “.

Bem, não sei se os aitolás são mais perversos do que Stalin e Mao- Tse-Tung, mas tenho certeza de que são muitíssimo menos racionais. Nos tempos da Guerra Fria, Stalin e Mao trataram o problema da bomba atômica com imenso cuidado e responsabilidade porque sabiam que a retaliação americana seria catastrófica, com perigo do mundo ser reduzido às cinzas.  Além de serem ateus, os dois acreditavam que o tempo trabalhava a favor da vitória final do comunismo, e portanto poderiam esperar sentados, sem necessidade do confronto militar.  Muito diferente do Iran, onde os fanáticos religiosos aitolás cultivam a ideía da morte como algo desejável, e  se julgam os predestinados executores da missão sagrada de destruir o mais rapidamente possivel os infieís, começando por Israel, até chegarem ao Grande Satã, os Estados Unidos. O articulista Roger Cohen dizer que os crimes dos dois comunas foram “infinitamente maiores” do que os dos líderes iranianos nada tem a ver com o problema da dissuasão. É pura tolice. A comparação deve ser feita entre os nervos de aço e o jogo calculista de Stalin e Mao, com a estabanada loucura e histerismo dos aitolás e mulás, cujas atitudes são de uma infantilidade sinistra. http://images.tribe.net/tribe/upload/photo/451/058/45105819-00d4-45aa-9fe4-1cc482501254

 

nota: leitores interessados podem clicar no artigo:  “O NYTimes e a sua tradição de quinta-coluna

 

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A cidade de Detroit faliu

 A Lei de Stein (Charles Krauthammer – Washington Post)

 

Political Cartoons by Steve Breen

 

 

 

 

Political Cartoons by Gary Varvel

 

 

 

Political Cartoons by Glenn McCoy

 

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Political Cartoons by Eric Allie

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Political Cartoons by Nate Beeler

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Political Cartoons by Lisa Benson

Se há uma regra de ouro em economia, esta é a lei de Stein* (em homenagem ao economista Herbert Stein, ex-membro do Conselho dos Consultores em Economia): “Se alguma coisa não pode continuar a existir para sempre, ela vai acabar parando”.

* Significa por exemplo, que se os déficits da balança de pagamentos não podem continuar eternamente, não se torna necessária uma ação ou programa para interromper o processo, e muito menos imediatamente; ele vai parar naturalmente. Em outras palavras, as tendências que não podem prosseguir, não vão prosseguir.

Detroit por exemplo, não pode mais continuar fazendo empréstimos, gastando, aumentando impostos e cortando perigosamente serviços tão essenciais como iluminação pública e proteção policial. Aí a coisa para. E entra em falência.

Causa da morte? Corrupção legal e ilegal, mais um clássico caso de liberalismo reacionário no qual o democratas governantes – não há um prefeito republicano em 50 anos – simplesmente se recusaram a se adaptar às apertadas circunstancias econômicas que se seguiram à explosão da industria automobilística após a Segunda Guerra Mundial.

Corrupção do tipo criminosa era lendária. O ex-prefeito atualmente cumpre pena por uma série de fraudes, extorsão e comercio ilegal, de tirar o folego. E ele não agiu sozinho. A corrupção legal foi a simbiose aconchegante dos políticos democratas e sindicatos poderosos, especialmente os do setor público que deram dinheiro para eleger políticos que negociavam os seus contratos – com saúde e pensões absolutamente insustentáveis.

Quando nossos grandes competidores da industria estavam saindo da bolha da Segunda Guerra Mundial, as industrias automobilísticas ditavam as regras no mundo. Com um inerente senso de superioridade, provocavam complacência. O gerenciamento se tornou fortemente burocrático e inflexível. Os sindicatos se sentiram no direito a extraordinários salários, benefícios e regras de trabalho que eles barganhavam nos anos de fartura. Alias, eles todos descobriram que estavam sendo ultrapassados por produtores estrangeiros mais eficientes, mais adaptáveis e mais ávidos.

O mercado no final das contas forçou as companhias automobilísticas a fazerem reformas, a se reestruturarem, e houve uma eventual recuperação. A cidade de Detroit entretanto, não tendo restrições de mercado, continuou gastando demais – cem bilhões de dólares anualmente desde 2008. A cidade agora tem dezenove bilhões de dólares em compromissos e sem chances de cumpri-los. A receita bruta tem que ser desviada para credores e pensionistas não sobrando praticamente nada para a cidade. Quarenta por cento da iluminação pública não funcionam, dois terços dos parques estão fechados e a media do tempo de atendimento da policia a chamados de emergencias é de aproximadamente uma hora – se é que ela atende.

Falência, que vai cortar radicalmente os pagamentos a acionistas e aposentados, é uma chance de um novo começo. Mas se a falência de Detroit acontecer, outras cidades serão tentadas a seguir o mesmo caminho. Dúzias de outros grandes centros urbanos têm grandes compromissos com pensões e dívidas, com serviços proporcionalmente desprovidos e impostos exorbitantes –levando a um círculo vicioso de despopulação que piora tudo ainda mais. Detroit tem perdido mais de sessenta por cento de sua população desde 1950.

O risco moral aumenta se o governo federal entra para ajudar. Consequentemente, a administração de Obama é firmemente contra qualquer “plano de resgate”, reconhecendo que tanto a toxicidade política do termo quanto as consequencias fiscais de uma exceção para Detroit convidam outras cidades a adotarem uma postura de pedir esmolas. Washington não pode arcar com um empréstimo federal generalizado para cidades insolventes.

No entanto, sob pressão dos sindicatos do setor público, cujos aposentados serão necessariamente vitimizados, a administração vai provavelmente oferecer “assistência” – o que implica em qualquer tipo de pagamento não monetário, fundos indiretos de outros programas federais em andamento e subsídios de acordo com as zonas fiscais empresariais, como uma saída impune.

Mas Detroit é um lição não somente para outras cidades. Nem mesmo o todo poderoso governo federal está imune a lei de Stein. O liberalismo reacionário não pode simplesmente aprovar, permitir uma séria reforma dos icônicos programas de bem-estar social do século 20. Nancy Pelosi e Harry Reid estão comprometidos com sua inviolabilidade. O presidente Obama vai, por exemplo, ocasionalmente admitir que o Medicare não pode continuar como está, mas então reverte para a rude demagogia quando os republicanos propõem uma reforma estrutural, tal como o suporte especial gratuito para o Medicare ou alguma coisa tão óbvia com aumentar a idade de aposentadoria para ajustar-se a crescente longevidade.

Pelo contrario, Obama adicionou um enorme novo direito (o Obamacare) e, em seu último discurso à União, propôs outro (pré-escola para todo mundo).

Nada disso é inevitável. Em Winsconsin, os republicanos mostraram que eles reconhecem os perigos de um crescimento irrefreável do governo e vão assumir o não controlado poder dos sindicatos do governo. A Detroit democrática por outro lado tem, por 50 anos, conduzido um experimento contrário e a passividade mais imprudente.

Não precisa ser um gênio para ver o que acontece quando o estado de direito supera em crescimento a economia na qual ele se ampara. O tempo da Grécia, Chipre, Portugal, Espanha, o resto da Europa social-democrata insolvente – e agora Detroit – é o tempo para os conservadores levantarem a faixa da lei de Stein e gritar “Parem”. Vocês podem chutar o balde rua abaixo, mas num certo ponto ele vai desaparecer num abismo.

Charles Krauthammer

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DA ARTE DE ILUDIR

Demétrio Magnoli (Estadão)

Todos eles leram O Leopardo, de Lampedusa. “Se queremos que as coisas permaneçam como sempre foram, elas terão de mudar” – o célebre conselho de Tancredi Falconeri a Don Fabrizio provavelmente não foi enunciado explicitamente na reunião de Dilma Rousseff com os líderes do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), mas uns e outros sabiam que era disso que se tratava. A presidente declarou-se simpática à proposta de reforma política, mas não chegou a anunciar apoio público, algo que “não interessa” ao movimento, segundo o juiz Márlon Reis. O patrocínio oficial ficou, assim, fora dos autos.

Nas ruas, em junho, gritaram-se as palavras “educação” e “saúde”, não “reforma política”. Contudo o governo concluiu, razoavelmente, que o sistema político em vigor se tornou insuportável – e resolveu agir antes que uma nova onda de manifestações se organize sob a bandeira “Fora Dilma”. Os ensaios sucessivos da Constituinte exclusiva, uma flagrante inconstitucionalidade, e do plebiscito, uma tentativa quixotesca de cassar as prerrogativas do Congresso (o que se traduz hoje, na prática, como prerrogativas do PMDB), evidenciaram o desespero que invadiu o Planalto. É sobre esse pano de fundo que surgiu, como derradeira boia de salvação, a iniciativa do MCCE. Tancredi está entre nós.

Antes das manifestações de junho, só o PT tinha uma proposta completa de reforma política. Nos sonhos petistas, o anárquico e corrompido sistema atual evoluiria em direção a algo mais consistente – e ainda mais impermeável à vontade dos cidadãos. O financiamento público de campanha concluiria o processo de estatização dos partidos políticos, que se tornariam virtualmente imunes ao escrutínio popular. O voto em lista fechada concentraria o poder nas mãos das cúpulas partidárias, rompendo os tênues vínculos ainda existentes entre os eleitores e seus representantes. No fim, surgiria uma partidocracia cortada segundo os interesses exclusivos do partido dotado da máquina eleitoral mais eficiente.

O projeto petista, que já esbarrava na resistência do restante da elite política, tornou-se inviável depois do transbordamento das insatisfações populares. No lugar dele, o Planalto inclina-se em direção ao artefato lampedusiano produzido no forno do MCCE. O primeiro componente da proposta, sobre o financiamento de campanha, é um tímido aceno às ruas. O segundo, sobre o sistema eleitoral, é uma versão levemente modificada do projeto petista do voto em listas fechadas. Os autores da proposta têm bons motivos para temer que lhes colem o rótulo de companheiros de viagem do governo.

Dentro da ideia do financiamento público de campanha pulsa um coração totalitário. Sob a sua lógica, os partidos se libertariam por completo da necessidade de persuadir as pessoas a financiá-los. Pela mesma lógica, eu seria compelido a pagar as campanhas de figuras arcaicas restauradas pelo lulopetismo (Sarney, Calheiros, Collor, Maluf), de pastores fanáticos que sonham incendiar bruxas (Feliciano), de oportunistas sem freios atraídos pelas luzes do poder (Kassab, Afif), de saudosistas confessos do regime militar (Bolsonaro) e de stalinistas conservados em formol que adoram ditaduras de esquerda (quase todos os candidatos do PT, do PCdoB e do PSOL). O MCCE rejeitou essa ideia macabra, associando sensatamente o financiamento de campanha à capacidade dos partidos de exercer influência sobre cidadãos livres.
Entretanto, curvando-se aos interesses gerais da elite política, a proposta não toca nas vacas sagradas do sistema em vigor: o Fundo Partidário e o tempo de televisão cinicamente qualificado como gratuito.

O sistema eleitoral atual é uma triste caricatura de democracia representativa. Soterrados sob listas intermináveis de candidatos apresentados por dezenas de siglas partidárias e ludibriados pelo truque imoral das coligações proporcionais, os eleitores operam como engrenagens da máquina de reprodução de uma elite política bárbara, hostil ao interesse público. A alternativa petista do voto em listas fechadas corrompe a representação de modo diverso, mas não menos doentio, conferindo aos chefes dos partidos o poder extraordinário de esculpir a composição do Parlamento.

A proposta do MCCE envolve a alternativa petista num celofane ilusório, sem modificar o seu cerne. Os partidos seriam obrigados a realizar prévias internas fiscalizadas pela Justiça Eleitoral para selecionar seus candidatos, o que configura uma interferência antidemocrática na vida partidária. Numa primeira etapa, os eleitores votariam apenas nos partidos. Depois, na etapa derradeira, votariam em nomes constantes de listas com duas vezes mais candidatos que as vagas obtidas na etapa anterior. A valsa complexa conserva o poder de decisão essencialmente com os dirigentes dos partidos, mas distribui alguns doces aos eleitores. O Planalto e o PT entenderam o sentido da obra – que, por isso mesmo, deve ser descrita como “apartidária”.

Uma ruptura democrática seria a adoção do sistema de voto distrital misto. Nos Estados Unidos e na França, a disputa entre apenas um candidato de cada partido em circunscrições eleitorais delimitadas transfere o poder de decisão para os eleitores e provoca nítidas polarizações ideológicas. Sob a sua lógica, os partidos são estimulados a lançar candidatos capazes de sobreviver ao escrutínio direto do público. E, ao contrário do que argumentam os arautos do voto proporcional exclusivo, os candidatos não se podem apresentar como “deputados-vereadores”, pois a dinâmica da disputa majoritária os compele a associar seus nomes às posições doutrinárias de seus partidos.

O MCCE, porém, parece avesso à ideia de uma mudança genuína. “Precisamos do apoio de todas as forças políticas na hora da aprovação no Congresso”, explicou Márlon Reis, o Tancredi disponível na esteira da tempestade de junho.

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Havana foi flagrada com as mãos na massa e terá de contar com as cortinas de fumaça que os do Foro de São Paulo e os ativistas da ALBA lançarão para enredar as coisas na OEA e na ONU.


O escândalo das armas russas clandestinas embarcadas por Cuba em um navio da Coréia do Norte que pretendia cruzar o Canal do Panamá antes de ser paralisado e inquirido no porto de Manzanillo pelas autoridades do Panamá, está evoluindo de maneira muito estranha. Uma semana depois do começo da inspeção do Chong Chon Gang e da descoberta dos primeiros oito containers carregados de material bélico, certa imprensa, em vez de investigar os pontos mais obscuros desse tráfico de armas, está tratando de desviar a atenção para aspectos secundários, quando não ridículos.

Após ler o que escreveu ontem, por exemplo, La Prensa, do Panamá, não resta dúvida acerca dessa intenção. Esse diário conta-nos que o problema não é o que fez Havana, senão o que fez o presidente do Panamá, Ricardo Martinelli. Essa publicação assegura que “a presença e participação ativa do presidente, Ricardo Martinelli, no processo”, é um problema. Que o mandatário panamenho“não só participou da apreensão [do navio], senão que publicou constantemente fotos e detalhes do procedimento em sua conta da rede social Twitter”.

Martinelli é, pois, culpado por ter alertado o mundo sobre o que o Panamá havia descoberto. Entretanto, ao fazer isso, Martinelli cumpriu com seu dever constitucional de velar pela segurança do seu país. Esse navio que levava não só dois aviões de combate russos MIG-21 desmontados mas em perfeito estado, um avião para recarregar combustível no ar, uma base de mísseis terra-ar, uma antena de radar com sua plataforma, e dois veículos para rebocar radares, levava também dois tanques repletos de gasolina especial para aviões e mais de 10.000 toneladas de açúcar, matéria esta que é um poderoso carburante. Em outras palavras, o navio coreano, que levava tudo isso em containers deteriorados, não só estava violando a legislação internacional, como era uma “bomba ambulante”, como indicou um ministro panamenho: em condições de intenso calor, esse combustível poderia ter explodido e inflamado as toneladas de açúcar causando um enorme desastre no Canal.

Muitos observadores no Panamá e no estrangeiro se perguntam, por outro lado, para onde iam realmente e quem eram os verdadeiros destinatários dessas armas pesadas, ponto que é, realmente, o principal deste affaire. La Prensa sem responder a isso assegura que o problema é o protagonismo do presidente Martinelli, e não os cubanos nem os coreanos do norte envolvidos nesse tráfico. É legítimo supor, pois, que ante as explicações incríveis de Havana – de que os aviões e mísseis eram armas “obsoletas” que a Coréia do Norte ia reparar -, a ditadura cubana está exigindo de seus agentes de influência, no Panamá e no continente americano, fazer o que for necessário para desviar a atenção e adormecer a comunidade internacional para que este assunto não revele seus segredos, não chegue ao Conselho de Segurança da ONU e Cuba ou Coréia do Norte possam, finalmente, recuperar o navio e seu carregamento.

Essas armas – os dois MIG-21 haviam sido usados recentemente, segundo os experts -, haviam sido enterradas debaixo de 220.000 sacos de açúcar para burlar a vigilância dos aduaneiros do Panamá e quem sabe de que outros países. Quem ia recebê-las e onde? Ninguém sabe nada. O que sabe-se, sim, é que sete outros navios da Coréia do Norte fizeram viagens a Cuba nos últimos quatro anos, com itinerários parecidos ao do Chong Chon Gang, segundo as autoridades panamenhas e o Instituto de Investigação para a Paz Internacional de Estocolmo. Em princípio, esses navios transportaram açúcar. Entretanto, segundo Hugh Griffiths, um expert em tráfico marítimo de armas, consultado pelo Washington Post, existe a possibilidade de que esses navios tenham podido evadir os controles do Panamá e outros países como o Chong Chon Gang queria fazer. O mais interessante é que esse navio, em junho passado, voltou a cruzar o canal e enquanto navegava no Caribe apagou seu dispositivo de localização e não sabe-se em quais portos de Cuba esteve.

A indiferença com que as autoridades e a imprensa da Colômbia olham este assunto é preocupante. O ex-presidente Álvaro Uribe afirmou que havia recebido informação de uma fonte séria, no sentido de que essas armas, ou uma parte, estavam destinadas às FARC. Diante disso, o Governo de Juan Manuel Santos e a imprensa em geral guardaram silêncio, como se a coisa fosse totalmente impensável. Mas não é.

Cada vez que as FARC aceitam falar de paz com o governo colombiano, elas tratam de reforçar seus arsenais e acrescentam sua atividade criminal. Desta vez não fez uma exceção. Pelo contrário, enquanto peroram e especulam em Havana sobre a paz eventual e futura, estão se rearmando, com ajuda de Cuba, Venezuela e Equador (último país por onde entram na Colômbia enorme quantidade de explosivos) e conseguindo re-dimensionar suas estruturas políticas. Seu comitê internacional está, segundo fontes colombianas, mais forte do que nunca e as organizações “populares”, dirigidas por tarimbados milicianos, operam agora sem dificuldade. O tumulto e ocupação da estratégica região do Catatumbo, ainda não desativada pelas autoridades, é o melhor exemplo dessa ofensiva. Isso explica o atual descaramento das FARC que acabam de propor aos camponeses do Catatumbo dotá-los de armas e de “combatentes” nessa “luta”, o que escandalizou um membro dos que dialogam com eles em Cuba. O Governo, em todo caso, engoliu esse sapo e continua nos diálogos como nada estivesse ocorrendo.

Foi precisamente nessa conjuntura de alta tensão, mas também de alto entendimento entre Bogotá e a chefatura das FARC, que estourou o escândalo do navio da Coréia do Norte carregado com material bélico cubano que pretendia passar para o Oceano Pacífico. Foi só uma casualidade? Alguém pode razoavelmente desmerecer a possibilidade de que esses oito containers, cujas séries de registro haviam sido apagadas para impossibilitar a descoberta posterior de sua origem, iam ser descarregados clandestinamente em algum lugar do litoral colombiano ou equatoriano? Não é senão que o navio da Coréia do Norte apague seu dispositivo de localização e sua localização por radar é quase impossível.

As FARC há anos fazem esforços enormes para se dotar de mísseis terra-ar para derrubar os aviões e helicópteros militares da Colômbia. Adquiriram alguns de baixo calibre que não funcionaram, por sorte. Porém, não renunciaram a isso. O contrabando que o navio carregado trazia de Cuba, faz pensar nesses delírios. E em algo muito mais audacioso, à altura do momento “histórico” que elas dizem viver: um par de aviões de combate, com combustível e tudo, desenhados para ataques em solo e suscetíveis de decolar e aterrissar em pistas médias, como é o caso dos MIG-21, teria dado, em poucos dias, um novo caráter à ameaça que as FARC representam para a Colômbia. É isso que está por trás do episódio – aparente – de umas armas “imprestáveis” que Cuba enviava a Pyongyang?

Não é a primeira vez que Cuba exporta armas clandestinamente para promover a chamada “revolução”, nem a primeira vez que envia seus aviões MIG-21 em navios para outros países, como fez durante as guerras na Etiópia (1978) e em Angola (1987). Logo veremos como termina este novo episódio em que Havana foi flagrada com as mãos na massa. Cuba terá de contar com as cortinas de fumaça que os do Foro de São Paulo e os ativistas da ALBA lançarão para enredar as coisas na OEA e na ONU. A Colômbia deveria se envolver na investigação, pois sua segurança nacional está em jogo.

Tradução: Graça Salgueiro

 

 

No Estadão mais uma mentira da Dilma: “Velha infância. Na nota em que felicitou o Atlético Mineiro pelo título da Libertadores, Dilma, nascida em 1947, diz que costumava ir com
o pai, ”ainda criança”, ao Mineirão ver o time do coração. Detalhe: o
estádio foi inaugurado em 1965, quando a presidente tinha 17 anos”.

 

 

 

IDEB – Metas que não conversam com a realidade

Posted: 19 Jul 2013 02:07 PM PDT

O IDEB

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) foi criado em 2005 pelo Ministério da Educação como uma maneira simples e elegante de resumir, em um número, a qualidade de uma escola. O índice reflete a média das notas da escola na Prova Brasil, em Português e Matemática, multiplicada pela taxa de aprovação, em uma escala que vai de zero a 10. Se todos os alunos se saírem muito bem na prova e ninguém for reprovado, o IDEB é próximo de 10. Se todos os aprovados se saírem muito bem, mas metade for reprovada, o índice é 5. Se todos forem aprovados mas se saírem muito mal nas provas, o índice também é próximo de 5. Se o desempenho for péssimo e a reprovação muito alta, então o IDEB se aproxima de zero. Isto é calculado em separado para os alunos da 5a e da 8a série da educação fundamental.

Ao lado de suas virtudes, o IDEB tem dois problemas graves. O primeiro é que, fora dos extremos, ele pode significar tanto que a escola tem mau desempenho mas promove seus alunos quanto que a escola tem bom desempenho graças à exclusão dos que não se saem bem. Isto significa também que as escolas podem facilmente manipular seu IDEB, até certo ponto, facilitando a promoção automática, e deixando de lado a educação propriamente dita. O segundo problema é que, como o desempenho e mesmo a evasão dos alunos dependem em grande parte da bagagem social que trazem, escolas com alunos de classe média e alta terão um resultado mais alto no IDEB, mesmo sem muito esforço, do que escolas com alunos de origem mais pobre e condições sociais mais difíceis, mesmo que se esforcem muito mais. É por isto que não me parece adequado “carimbar” as escolas com o IDEB em suas portas, como já fazem alguns estados, como se ele refletisse de fato a qualidade da educação que ela proporciona para o público que recebe.

Daí a ideia das metas do IDEB. Ao invés de olhar o valor absoluto do IDEB em determinado momento, seria melhor ver como ele evolui. Cada escola teria uma meta em função de sua situação atual, e seria avaliada pela capacidade de progredir em direção a esta meta, e não por sua nota. Escolas com alunos mais difíceis e IDEB mais baixos que conseguissem atingir suas metas estariam claramente melhor do que escolas com IDEB mais alto que não saíssem do lugar. Ideia engenhosa, mas, infelizmente, como mostra Ernesto Martins Faria nesta nota abaixo, publicada anteriormente no blog da Revista Educação, também não funciona, pelos erros técnicos e de concepção com que as metas foram construídas.

A conclusão não é de que medidas de resultados e metas de melhoria não servem, e devem ser abandonadas. A conclusão é que medidas e metas devem ser de simples entendimento e relacionadas com a realidade das escolas, e não podem se transformar em números cabalísticos que não conseguimos entender mas que precisamos alcançar, que é o que pode ocorrer, como mostra Ernesto, ao entronizar as metas do IDEB no Plano Nacional de Educação.

Metas que não conversam com a realidade

Ernesto Martins Faria*

O Plano Nacional de Educação (PNE), em tramitação e que vem sendo discutido no Senado, estabelece 20 metas que devem ser alcançadas pelo país. Uma delas (a meta 7) se refere ao Ideb, principal indicador de qualidade em educação que possuímos no Brasil. Ela foi elaborada com base nas metas estabelecidas em 2007 pelo Inep/Ministério da Educação à época da criação do Ideb. Naquele momento, também foram estabelecidas metas para os municípios e escolas.

O Ideb auxiliou muito o acompanhamento da qualidade educacional do país, gerando um olhar sobre indicadores de desempenho, por meio da principal avaliação externa do país (a Prova Brasil), e um olhar sobre a importância de garantir um fluxo escolar adequado (colocando na composição as taxas de aprovação escolar, que são muito baixas em algumas regiões do país).

Não deixando de reconhecer esse mérito, o Inep, em 2007, acabou cometendo falhas na hora de definir metas para o Ideb, que tinham o objetivo de verificar se as escolas e redes evoluíam da forma adequada.

As metas do Ideb atentaram pouco ao contexto educacional das regiões e escolas. Para a construção delas, foi considerado apenas o resultado de 2005, o que trouxe uma influência muito grande do resultado desse ano na avaliação dos resultados seguintes. A rede pública do município de São Sebastião do Alto, no Rio de Janeiro, por exemplo, apresentou um Ideb de 7,3 em 2005 e seu Ideb caiu para 4,8 em 2011. Independentemente disso, a meta do Ideb apresentada para gestão que assumiu em 2013 para esse ano é de um Ideb de 7,9, estabelecido a partir do resultado de 2005.

http://www.educacaoepesquisa.blog.br/wp-content/uploads/2013/07/metas_imagem.jpg

Outro problema das metas é que algumas premissas da função logística adotada na construção delas são inválidas. O modelo considera que todos os municípios devem, em 2096, atingir um Ideb de 9,9. No entanto, um Ideb 9,9 não é possível de ser atingido, pois, para isso, quase todos os alunos teriam que ser aprovados, e os alunos avaliados teriam que tirar a pontuação máxima na Prova Brasil. Esse valor é tão inatingível que a escola com o maior Ideb no país possuí um índice de 8,6.

Esse horizonte não factível gerou metas muito ambiciosas para redes e escolas que tiveram resultados muito bons em 2005. A rede estadual do município de Trajano de Morais, por exemplo, tinha uma meta de 8,7 em 2011 e tem uma meta de 9,0 em 2021. Por esse problema, todas as redes que obtiveram um Ideb de pelo menos 6,5 em 2005 nos anos iniciais não cumpriram as metas de 2011.

Outro problema é que não houve um estudo sobre qual é o patamar de Ideb que qualquer escola é capaz de obter em curto prazo. Não há um consenso sobre qual é o patamar que indica qualidade, se é um Ideb de 6, de 6,5, de 7, ou outro valor, por exemplo. Também não foi estabelecido qual valor é factível de ser obtido por qualquer escola ou rede do país. Sem esse consenso, redes e escolas com baixo desempenho em 2005 cumpriram facilmente as metas das avaliações posteriores. Com isso, o governo legitimou como positivo o trabalho de algumas escolas e redes em que o nível de aprendizado dos alunos se mostrou muito baixo. Reportagem de Ana Aranha, vencedora do Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo, mostra uma escola que, apesar de um resultado ínfimo no Ideb e na Prova Brasil, bateu em 2007 as metas de 2011.

Essa matéria, aliás, aponta, além da importância de se estabelecer um patamar mínimo aceitável, a dificuldade de se estabelecer uma meta agregada para um indicador que une indicadores tão diferentes (taxas de aprovação e resultados em uma avaliação externa). Provavelmente, teria sido mais apropriado fazer metas para esses indicadores separadamente, de modo que a meta agregada fosse a composição das duas individualmente.

Casos de cumprimento da meta de 2021 ou de não cumprimento da meta de 2007 ou de 2009 já não são tão raros, e apontam como as metas são pouco factíveis e estão cada vez mais frágeis quanto mais nos distanciamos de 2005. Isso acontece pois, para indicadores educacionais, o resultado em um passado mais distante tem pouca influência no presente (o desempenho dos alunos em 2005 pouco influencia o desempenho dos alunos em 2013, por exemplo). O avanço poderia acontecer por políticas estruturais que tivessem sido feitas, mas teríamos que ter algum dado que apoiasse a olhar isso.

Por tudo isso, é importante garantir um olhar sobre o que ilustra cada pontuação do Ideb, sobre qual patamar qualquer escola poderia atingir e sobre qual é uma pontuação que já pode ser considerada como ilustrativa de qualidade. Os pesquisadores precisam se posicionar sobre essas questões. Essas respostas são necessárias para que tenhamos um norte de se o Ideb precisa ser aprimorado, e para que as metas a partir dele permitam que se atribua de forma justa uma responsabilização pelo cumprimento das mesmas.

No artigo “Como construir metas a partir de um território organizado em ADEs”, publicado pela editora Moderna, escrevi sobre a importância de metas educacionais conversarem com as condições da escola/rede. No caso do Ideb, para efetivamente podermos chamar as projeções elaboradas de metas, é necessário que elas sejam factíveis e desafiadoras para que possam efetivamente orientar uma gestão. Sem isso, teremos apenas mais alguns números que correspondem a objetivos mal desenhados, e que ajudarão para que esse plano de educação seja frágil como o último.

*Ernesto Martins Faria é economista, mestrando em Gestão e Políticas Públicas na Fundacão Getulio Vargas (FGV) e especialista em análise de dados educacionais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Barney Bush, o primeiro-cão, morreu de linfoma na sexta-feira aos 12 anos e meio Reprodução

WASHINGTON – A família Bush anunciou na sexta-feira (fevereiro 2013) a morte do cão Barney Bush, companheiro do presidente George W. Bush, que enviou um comunicado sobre o falecimento:

“Laura e eu estamos tristes de anunciar que nosso Scottish Terrier, Barney, faleceu. O pequeno camarada vinha sofrendo de linfoma e depois de 12 anos e meio de vida, seu corpo não pôde mais lutar contra a doença.

Barney e eu gostávamos de ficar ao ar livre. Ele adorava me acompanhar na pescaria. Ele era um feroz caçador de tatus. Em Camp David, sua atividade favorita era buscar bolas de golfe perdidas.

Barney guardava a entrada do gramado sul da Casa Branca como um agente do serviço secreto. Ele vagava pelos corredores do West Wing procurando festa de seus muitos amigos. Ele foi estrela da Barney Cam e guiou o povo americano por tours de Natal pela Casa Branca. Barney saudou rainhas, chefes de Estado e primeiros-ministros. Sempre educado, nunca pulou no colo de ninguém.

Barney esteve ao meu lado durante nossos oito anos na Casa Branca. Ele nunca discutiu política e foi sempre um amigo fiel. Laura e eu sentiremos falta de nosso amigo”.

Ao longo dos oito anos na Casa Branca, Barney ganhou uma companheira, Miss Beazley. A família Bush costumava vesti-lo com a caráter para as festas. Os Obama mantiveram a tradição e fantasiam seu cão Bo com trajes relacionados aos principais eventos da Casa Branca.

 

Cães de políticos famosos

Pretty legend

Bo, cão de Obama

Bo, Cão de Água Português, foi oferecido a Barack Obama, atual Presidente dos Estados Unidos da América, após ter ganho as eleições para a Casa Branca. Nunca o desejo de um presidente em ter um cão foi tão falado. Durante meses, a imprensa especulou sobre a possível aquisição dos Obama. Houve até uma petição para que o presidente adopta-se um cão rafeiro, mas no fim, acabou por ser o senador Ted Kennedy a oferecer o animal à família presidencial.

Barney, cão de George Bush

Barney é o Scottish Terrier do ex-presidente norte-americano Gerge Bush. Barney tinha o seu próprio website com ligação directa ao site do presidente norte-americano. Participou em 11 filmes governamentais sobre a sua vida e os seus sonhos.

Bob Woodward citou no seu livro sobre o Iraque os pensamentos de Bush sobre a guerra. Segundo o escritor, Bush terá dito que não iria retirar do Iraque nem que Laura [a mulher] e Barney fossem os únicos a apoiá-lo.

Koni, Cão de Putin

Koni, nome completo Connie Paulgrave, é uma cadela preta da raça Labrador Retriever. No ano 2000 foi oferecida a Putin. O primeiro ministro russo tem um relacionamento próximo com Koni. É frequente a cadela estar presente em reuniões. Putin até confessou que por vezes consulta a cadela em questões políticas e que ela lhe dá bons conselhos.

São muitas as personalidades políticas que Koni já conheceu, incluindo Angela Merkel, chanceler alemã, e George Bush, ex-presidente norte-americano

Blondi, Cadela de Adolf Hitler

Blondi era uma Pastora Alemã que pertencia a Adolf Hitler. Foi-lhe oferecida em 1941 e era muito estimada pelo ditador nazi. Quando Hitler se refugiou no seu bunker, levou Blondi e até a deixava dormir no quarto. A 30 de Abril de 1945, Hitler ordenou que fossem dados comprimidos de cianeto a Blondi e suicidou-se pouco depois. Há quem defenda que Hitler acreditava que os comprimidos eram falsos e que ficou inconsolável com a morte da cadela, o que o levou a tirar a sua própria vida. Outra teoria é a de Hitler não queria que a cadela caísse nas mãos dos aliados, o que o levou a matá-la e a suicidar-se de seguida.

Fala, cão de Franklin D. Roosevelt

Fala era um Scottish Terrier que viveu entre 1940 e 1952. É um dos cães mais famosos de ex-presidentes norte-americanos e é o único animal de estimação homenageado em estátua. Fala está representado no Memorial a Franklin D. Roosevelt, junto ao seu dono. Fala tornou-se parte da imagem pública de Roosevelt. O ex-presidente norte-americano levava-o para todo o lado e falava muitas vezes das suas façanhas. Fala morreu 7 anos após a morte de Roosevelt e foi enterrado junto a ele.

Luks, cão de Tito

Luks era um Pastor Alemão que pertenceu a Tito, Presidente da ex-Jugoslávia. A 9 de Junho de 1943, a comitiva de Tito, então primeiro ministro, foi atacada por uma bomba, cujos estilhaços o feriram no braço. O relato pós-guerra dá crédito a Luks, por se ter sacrificado para salvar a vida do dono. Pouco mais se sabe o que verdadeiramente se passou naquele momento, mas Tito nunca mais passou sem um cão.

Tyras, cão de Bismarck

Tyras era um Mastiff Alemão que pertencia a Bismarck, o primeiro chanceler alemão na segunda metade do século XIX. Bismarck adorava mastiffs e é tido como o responsável pelos cruzamentos que deram origem à aparência moderna do Dogue Alemão. Tyras era um dos seus cães preferidos e acompanhava-o para todo o lado. Recebeu por isso o título “Cão do Império”. Reza a lenda que Tyras terá atacado Alexander Gorchakov, chanceler russo, o que poderia ter posto em causa a aliança entre os dois países.

31 julho, 2013 às 00:07

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Categoria: Artigos

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