“A Paz brasileira” e as bases americanas na Colômbia

[vodpod id=ExternalVideo.857461&w=425&h=350&fv=loc%3Den_US]Lula disse :  “A MIM NÃO ME AGRADA mais uma base norte-americana na Colômbia, mas como eu não gostaria que Uribe desse palpite nas coisas que faço no Brasil, prefiro não dar palpite sobre coisas do Uribe”.  Puxa, o nosso Bismarck  é desconcertante. Trata-se apenas de ignorância, ou pensa que está sendo  maquiavélico quando diz que não vai dar palpite, no momento exato em que acabou de fazê-lo ? Em linguagem oficial o governo brasileiro, através dos seus diplomatas – os marxistas itamaratecas – se mostra “preocupado”  com as bases americanas na Colômbia.  Teme  que se inicie um processo de militarização na região. O que ? Mas se Chávez, há vários anos, está comprando milhares de toneladas de armas!  E o ditador nunca escondeu nada,  pelo contrário, sempre fez escandalosa propaganda das suas aquisições, espantando o resto da América Latina com a sua capacidade petrolífera de pagar submarinos, caças, e cem mil AKs 103, como se fossem bombons. Foi tão grande o crescimento militar da Venezuela que é motivo de enorme e justificada preocupação dos militares brasileiros. Por isso mesmo é que vamos gastar o que não temos, comprando navios e aviões no valor de BILHÕES de  euros, processo  que provavelmente vai gerar uma das maiores negociatas de todos os tempos.  E o ministro Amorim, e o  seu marxista-leninista quase assumido, Samuca Guimarães, decidiram entrar para o livro Guiness de recordes:  no tópico Hipocrisia foram os vencedores quando disseram que estão PREOCUPADOS porque as bases militares podem LEGITIMAR discursos anti-americanos ! Nem parece que são – como de resto quase todo o Itamaraty – profundamente contra os Estados Unidos. Fazem aquele tipo horrivel que se deliciou com o ataque às torres em Nova Yorque.

Freneticamente, os esquerdistas da A. Latina trocam telefonemas, e lá vai o nosso Bismarck,  e liga para o Chavez, grandes estadistas se entendendo, tomando posição, o momento é grave, precisamos segurar as ambições imperialistas dos americanos, e, veja só, rapaz,  logo o Obama, e também chega o chanceler espanhol, outro socialista beligerante que ainda sonha com uma Espanha influente na região, estamos aqui ajudando, que absurdo essas bases, e TODOS sabem que se trata de uma farsa, mas dedicam-se aos seus papeis como atores excepcionais. É proibida qualquer referência à acusação da Colômbia de que Chavez arma as Farc, o que sem sombra de dúvida é verdade, e o coronel  ditador nem se dá ao trabalho de responder para a imprensa, porque é chato ficar mentindo o dia inteiro. E a Suécia joga na cara do Amorim que ela mesma vende armas para Chavez e quer saber se foram repassadas para os guerrilheiros, aliás, não quer saber, já sabe, apenas exige explicações. E Amorim insiste em que as bases americanas comprometem “a consolidação da América do Sul como zona de paz”.  Mas com o Chavez ameaçando todo mundo, tentando subverter a ordem até em Honduras? Ah, entendi, Honduras é América Central. E o Brasil quer ser o lider de “uma zona integrada, sem conflitos” ( mais uma das extravagâncias do Itamaraty) e os Estados Unidos  estão melando a jogada!  Malditos americanos! Mas, de que maneira a liderança seria efetivada, se até agora a regra é o Lula, alegremente, ficar sempre do lado da Venezuela?

 
E o primarismo brasileiro é tanto, que não adianta a nossa própria Marinha, envergonhada com a grosseria, desmentir o que Lula deixou insinuado: a 4a.Frota Americana foi reativada para vir roubar o petróleo do pré-sal . Pediu explicações aos Estados Unidos. Isso nos leva para um grau abaixo de uma república de bananas. É vulgar, é falta de educação, é obtuso, é delírio. Nem a URSS usou essa linguagem, nunca chamou os Estados Unidos de ladrões, no auge do confronto. E Obama, sempre solícito, o rei dos pedidos de desculpas, envia um general para cortejar os bufões petistas, e garantir que o petróleo é todinho nosso. ( dos funcionários da Petrobrás)

Lula não tem mais jeito.  Foi tão paparicado por Bush, Chirac, Obama ( este é o homem!) e mais outros, impressionados com o tamanho do Brasil , da sua população, e sobretudo do seu mercado consumidor e exportador,  que se julga definitivamente um estadista. Pensa ser carismático, e não sabe que grande parte dessa adulação é decorrente do país que governa, e muito pouco por  sua causa. Claro que também existe uma certa surpresa pelo fato de ser um operário que assumiu o poder e não ferrou tudo, mas, se amanhã , Serra for eleito, ou Dilma, ou o Zé das Couves, essa paparicação deve continuar.  Para Lula estão longe os tempos de metalúrgico, de ódio ao Sarney, de ódio ao Collor, os tempos de “menas” importância. Abriu-se um admiravel mundo novo para esse homem deslumbrado com a própria sorte.  Fernando Henrique não precisa se arrepender de haver dito, anos atrás, que “Lula é uma instituição brasileira”, porque isso está ultrapassado, os elogios NACIONAIS não significam mais nada.  E também não existe escândalo que o atinja.  Conta com a total cumplicidade do povo brasileiro. Antes das eleições para o segundo mandato, Jefferson Perez , na época senador da Republica, Pai da Pátria, fez uma declaração extraordinária: “O povo brasileiro é igual ou pior do que os políticos”. E  foi mais longe: “Não se diga que o povo não está informado do que está acontecendo ( mensalão ). Ele sabe de tudo, e mesmo assim vai votar no Lula”. E terminou com um desabafo incomum: “Por mim podem votar até no Fernandinho Beira-Mar !”

Os presidentes Rafael Correa, Chavez, Morales, Daniel Ortega, e outros menos decididos, estão fazendo o que seria inacreditavel pensar há dez anos: conquistar a América Latina devagar, pelas eleições, ou pelo mixagem com o processo bolivariano. Talvez seja um sonho louco, mas com Obama comportando-se como um Democrata, em Honduras,  e com todas as minhocas na cabeça que um american liberal carrega, até que não é tão impossível assim. E se a Dilma  ganhar, não se iludam, o Brasil pode mudar, e entrar nessa lista dos países delinquentes.  Não são todos que se transformam em Fernando Gabeira. A maioria  daquela turminha antiga continua destilando ódio ao capitalismo e sentindo imensas saudades da beloved União Soviética. E o momento é o melhor possível. Vamos aproveitar o Obama, que mandou seu embaixador em Tegucigalpa se reunir com Zelaya, em Manágua, e expressar seu apoio ao palhaço sinistro.  Quem poderia imaginar que um dia pudesse ser dito: “Pobre Honduras, tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos”

Dois pedidos de desculpas de Obama

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1 agosto, 2009 às 11:17

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Categoria: Artigos

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