Ai dos vencidos ( Ralph J.Hofmann)- comentários do blog

VAE VICTI

(Ai dos Vencidos)

Os heróicos quadros do PT e sua base aliada, na maioria heróis de botequim, alguns como José Genoino alcagüetes e cantores (cantou tudo que sabia), beneficiários em alguns casos de um longo período (20 anos) de férias pagas na Europa (como Marco Aurélio Garcia, ou cupins ocultos na madeirame do estado ( Como Celso Amorim e Samuel Pinheiro Guimarães) ou mesmo um ladrão confesso (o sino da faculdade) ou falsificador ( sua ação na constituição) como Jobim, tiveram por bem cercear o direito dos soldados da nação de relembrarem, mesmo que intramuros, o momento em que evitaram que uma conspiração contra o estado, como ele era em 1964 fosse tomado por forças que deviam uma lealdade não ao Brasil e sim a Cuba e à União Soviética. nota do blog: “mesmo intramuros” ! será que nossos militares perderam o respeito próprio ?

Não cabe entrar em considerações sobre A.I.s posteriores, sobre torturas, sobre o tempo que os militares ficaram no poder ou sobre quaisquer conflitos posteriores.  Erros foram cometidos, e muitos, mas nada que  Naquele momento o país foi salvo de ser mergulhado numa guerra civil. Havia forças armadas com arsenais ocultos no país  nb: tenho minhas dúvidas quanto a isso, mas é detalhe. Havia indisciplina entre os suboficiais. Basta lembrar a Espanha em 1937 (Guerra Civil), as décadas de  luta na Irlanda do Norte, ou mesmo as décadas de luta na Colômbia promovidas pelas FARC para termos um vislumbre do que poderia ter ocorrido. Fomos resgatados disto, naquele momento, pelas forças armadas. nb: Sem dúvida. Se Jango houvesse decidido resistir no Rio Grande do Sul, como era desejo de Brizola, milhares de estudantes, trabalhadores, e aventureiros de esquerda teriam se dirigido para lá, e estaria formada uma resistência respeitavel, já que contávamos com o apoio do  III Exército, sob o comando do general Ladário Teles. Outros generais pelo Brasil afora também não teriam aderido ao golpe. Talvez mantivessem suas tropas dentro dos quarteis. Estaria aberto o caminho para uma solução negociada ou para o confronto aberto. Se dependesse de nós, estudantes e trabalhadores, haveria uma guerra civil. Brizola sem dúvida optaria por esse caminho, e sua influência era enorme. Sem dúvida haveria conflitos de ruas nas capitais brasileiras. De que maneira agiriam as Polícias Militares ? Com a cisão militar estaria aberto o caminho para uma guerrilha realista, séria. Acredito que escapamos de um Brasil pegando fogo.

Um dia os militares foram para casa. Talvez devessem ter esperado toda a geração de jovens de 1964 ter ido para o descanso eterno, mas não o fizeram. Muito irrealista. E os velhos políticos, que eram jovens políticos em 1964 (Sarney et al.) se mancomunaram com os velhos, assim chamados, guerrilheiros de 1964 para criar a classe política mais venal que jamais o Brasil conheceu.  Tomaram o poder à moda Gramsci, já mais interessados no seu exercício para garantir o bem estar pessoal do que qualquer progresso da nação.

De posse do poder sufocam qualquer memória nacional que divirja da sua. Sem dúvida, e fico pasmo de ver que a reação militar é praticamente nenhuma. A exceção foi o veto ao Plano de Direitos Humanos que promoveria o linchamento público dos que lutaram contra as guerrilhas. Naquele momento os generais deram um belo murro na mesa. Foi um ato indisciplinado, e o PT teve que engolir. Lula amedrontou-se.

Por duas vezes tive oportunidade de perguntar porque os militares não andam fardados pelas nossas ruas, feito antigamente. Conversei com um coronel e com um capitão, em cidades diferentes. A resposta foi a mesma: Acham que são muito impopulares e que seriam hostilizados. Fiquei muito decepcionado. Em primeiro lugar achei covardia, e depois não acredito que continuem impopulares. De fato a situação se reverteu contra eles a partir do momento em que não permitiram eleições com a posse de civis. Nesse ponto tivemos o início de uma ditadura. Neste momento andar fardado seria muito bem visto, já que uma boa parte da população gostaria que voltassem, tal o descalabro na segurança pública. Aqui quero lembrar que nos Estados Unidos entre 1861 e 1864 houve uma guerra fratricida entre os Estados Confederado (sul)s e os Estados do Norte. Naquele país, de lá até nossos dias, os sulistas celebram batalhas, desfraldam a bandeira confederada, desfilam nas ruas vestindo uniformes confederados. Os sulistas também foram e são, do fim da Guerra Civil Americana até nossos dias, alguns dos primeiros e mais leais voluntários nas guerras  enfrentadas pelos Estados Unidos. Mas retém uma lealdade ao seu passado. Os nortistas os admiram e respeitam por isto, sem que tenham de aprovar o que a secessão representou. Exatamente, e os hippies haverem se apoderado da bandeira confederada como símbolo de rebelião foi um ultraje.

A história do país não contém uma verdade apenas. A falta de estatura moral e ética de grande parte dos vencidos de 1964 hoje está amplamente comprovada pelo uso que têm feito do aparelho do estado para locupletar-se e  perpetuar-se – um bando de gatunos – ou seja, os vencedores de 1964 não estavam errados. E os militares têm por que se orgulhar pelo que fizeram no longínquo 1964. Têm mesmo, mas parece que com o passar do tempo vão mais é se tornar petistas. Por que não se procura saber que ideologia praticam os professores das escolas militares que formam nossos oficiais? De uma hora para outra teremos as forças armadas de esquerda. Ver os artigos: Um leitor comenta meu artigo sobre os militares Quem será o heroi que vai dizer que o golpe de 1964 foi necessário ? (ou, como serão os militares hoje ?)

Proponho que os militares que esta semana foram frustrados na sua intenção de rememorarem um momento em que salvaram a pátria passem a celebrar o dia 26 de junho de 1968, dia da morte do soldado Mário Kozel Filho, o mais jovem combatente ceifado pelo terrorismo da época. Através do soldado Kozel seriam homenageadas  todas as baixas civis e militares daqueles tempos, os transeuntes e os engajados. Nada sei sobre isso, mas é claro que o seu significado é muito pequeno comparado com a data mesmo da intervenção militar.

12 abril, 2011 às 22:18

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Categoria: Artigos

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