Barbárie: executaram mais um inocente nos Estados Unidos!

Quinta-feira, em declaração para a AP, o Ex-Presidente Jimmy Carter disse: “tenho esperança que a execução de Davis nos lançará como nação no sentido da total rejeição da pena de morte. Se um de nossos caros cidadãos pode ser executado com tantas dúvidas a respeito de sua culpabilidade, então o sistema de pena de morte em nosso país é injusto e atrasado”
FILE photo: Former President Jimmy Carter(AP Photo/Javier Galeano, Pool)

Nota do blog: Como  eu havia prometido, aqui está um artigo sobre Troy Davis, que na semana passada os estúpidos americanos executaram com injeção letal. Todas as suas apelações foram recusadas durante 20 anos, mas os liberais nos garantem, e espalham pelo mundo, que o sujeito, visto por 356 pessoas na hora em que assassinava um policial, era inocente. Agora ele tornou-se um símbolo de mais um erro da justiça dos EUA. Você já viram muito disso nos filmes com Sean Pean e outros “corajosos” atores que nos mostram que barbaridade é a pena de morte. Davis negou até o final que tenha cometido o crime, e ainda perdoou os seus carrascos. Que prova maior pode haver da sua inocência ?

Artigo de Ann Coulter

Durante décadas, os liberais tentaram persuadir os americanos a abolirem a pena de morte usando seus argumentos habituais: prantos histéricos.

Somente quando a mídia começou a mentir sobre pessoas inocentes sendo executadas foi que o apoio à pena de morte começou a vacilar, caindo de 80% para mais ou menos 60% em menos de uma década. (Há males que vêm por bem: este número ainda é maior que as dos americanos que acreditam no aquecimento global causado pelo homem.)

Cinqüenta e nove por cento de americanos agora acreditam que um homem inocente foi executado nos últimos cinco anos. Existem mais provas críveis de que alienígenas estão entre nós do que as de uma pessoa inocente sendo executada neste país nos últimos 60 anos, muito menos nos últimos cinco anos.

Mas ao menos que alguém do público revise pessoalmente as transcrições do julgamento de toda caso de pena de morte, ninguém terá como saber a verdade. A mídia certamente não contará.

É quase impossível de receber a pena de morte nos dias de hoje – a não ser que você faça algo completamente louco como atirar em um policial na frente de 12 testemunhas no estacionamento de um Burger King, horas depois de atirar em um carro que passava na rua ao sair de uma festa.

Isto foi o que Troy Davis fez em Agosto de 1989. Davis é o atual queridinho da mídia na pena de morte.

Depois de um julgamento de duas semanas com 34 testemunhas para o estado, e seis testemunhas na defesa, o júri de sete negros e cinco brancos levou menos de duas horas para condenar Davis pelo assassinato do policial Mark Phail, assim como outros crimes. Dois dias depois, o júri o sentenciou à morte.

Agora, uns meros 22 anos depois que Davis assassinou MacPhail, sua sentença finalmente será aplicada esta semana – impedindo quaisquer outras travessuras legais que mantiveram os contribuintes amarrados aos ganchos do alojamento de Davis nas últimas duas décadas.

(O tempo médio para a pena de morte é de 14 anos. Depois os liberais viram e falam triunfalmente que a pena de morte não tem nenhum efeito dissuasivo. Como dizem as crianças: Durr.)

Foi afirmado – No New York Times e na Revista Time, por exemplo – que não houve “provas físicas” ligando Davis aos crimes daquela noite.

Davis sacou uma arma e atirou em dois estranhos em público. Quais “provas físicas” eles esperavam? Nenhuma casa foi invadida, nenhum carro roubado, nenhum estupro ou brigas seguiram os tiros. Aonde exatamente é que alguém procura DNA nesta história? E para provar o quê?

Seria bom se os cartuchos de balas de ambos os tiroteios daquela noite fossem iguais. Ah espera aí – elas eram! Isso sim é “prova física.”

É verdade que o grosso das provas contra Davis são depoimentos de testemunhas oculares. Isso é o que acontece quando você atira em alguém em um estacionamento lotado do Burger King.

Depoimentos de testemunhas, como todas as provas que tendem comprovar a culpa, não estão com uma reputação muito boa, mas os depoimentos de “testemunhas” neste caso não incluem somente desconhecidos tentando distinguir um negro alto de outro. Por um lado, muitas testemunhas conheciam Davis pessoalmente.

A maioria dos depoimentos das testemunhas concluiu o seguinte:

Dois negros altos estavam atormentando um mendigo no estacionamento do Burger King, um de camiseta amarela e o outro com uma camiseta branca do Batman. O que usava a blusa do Batman usou um revolver marrom para bater no mendigo. Quando um policial gritou para pararem, o homem de camiseta branca correu, depois se virou,  atirou no policial, andou até o corpo dele e atirou novamente, sorrindo.

Algumas testemunhas descreveram o atirador como um cara usando uma camisa branca, alguns disseram que era uma camisa branca com escrita, e outros a identificava especificamente como uma camisa do Batman. Nenhuma testemunha disse que o homem de camiseta amarela bateu no mendigo com a pistola ou que ele atirou no policial.

Muitos dos amigos de Davis testemunharam – sem desmentir – que ele era o de camisa branca. Muitas testemunhas, conhecidos e estranhos respectivamente, identificaram Davis especificamente como a pessoa que atirou no policial MacPhail.

Agora a mídia alega que sete das nove testemunhas contra Davis no julgamento desmentiram tudo.

Primeiramente, o estado apresentou 34 testemunhas contra Davis – e não nove – o que lhes dá uma noção de quão meticulosa a mídia vis a vis seus fatos em casos de pena de morte.

Entre as testemunhas que sequer desmentiram uma palavra de seus depoimentos contra Davis estavam três membros da Força Aérea, que viram o tiroteio dentro de uma van na fila do drive-in do Burger King. O aviador, que viu os eventos claramente o suficiente para identificar Davis como o atirador explicou durante interrogatório, “É difícil esquecer-se de alguém que fica em cima de uma pessoa e atira nela.”

Depoimentos desmentidos é a prova menos crível, já que isso serve para provar que os advogados de defesa conseguiram pressionar algumas testemunhas a alterarem seus depoimentos, convenientemente, depois que o julgamento acabou. Até o lobista criminal Justice William Brennan ridicularizou os desmentidos realizados pós-julgamento.

Três contradições vieram de amigos de Davis, fazendo alterações minúsculas ou completamente surreais aos seus depoimentos do julgamento. Por exemplo, um disse que ele não tinha muita certeza se ele realmente viu Davis atirar no policial, mesmo estando a um metro e meio de distancia naquele exato momento. O restante de seu depoimento era o suficiente para implicar Davis.

Uma suposta contradição, da namorada do mendigo (já falecida), não foi sequer um desmentido, mas sim uma reiteração de partes relevantes de seu depoimento no julgamento, o que incluía uma identificação exata de Davis como o atirador.

Apenas dois dos setes supostos “desmentidos” (das 34 testemunhas) realmente desmentiram algo significativo – e esses dois depoimentos juramentados foram retirados pelo tribunal porque Davis recusou deixar as testemunhas testemunharem na audiência probatória pós-julgamento, mesmo com um deles encontrando-se do lado de fora do tribunal, esperando entrar.

O tribunal avisou a Davis que sua recusa de chamar suas duas únicas testemunhas contraditórias fariam seus depoimentos juramentados tornarem-se inúteis. Mesmo assim, Davis se recusou em chamá-los – sugerindo, como disse ao tribunal, que seus depoimentos escritos pelos advogados não resistiriam ao interrogatório.

Com os que se opõem à pena de morte fixados na etnia de Davis – ele é negro – deve se ressaltar que todas as testemunhas acima são eles mesmos afro-americanos. O primeiro homem em quem Davis atirou no carro naquela noite era afro-americano.

Eu reparei que as pessoas que estão tão ansiosas para devolverem este sociopata, assassino de policial, para as ruas, não moram no bairro dele.

Existe uma razão pela qual mais de doze tribunais viram o caso de Davis e recusaram a anulação de sua pena de morte. Ele é tão inocente quanto outros homens executados desde 1950, ou seja, culpado até dizer chega!

TRADUÇÃO: Andrea Borges


30 setembro, 2011 às 11:15

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Categoria: Artigos

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