Charges americanas traduzidas; Texto de um Seal (comentado pelo blog); Artigo de Ann Coulter

Ex-Seal critica interferência de Washington sobre operações

Janaina Lage ( O Globo)

“O único dia tranquilo foi ontem”. Palavras de ordem como esta fizeram parte  do treinamento de Howard Wasdin, um ex-atirador dos Seal Team 6, a unidade de  elite da Marinha responsável pela morte de Osama bin Laden. Após integrar  missões no Golfo Pérsico e na Somália, Wasdin narrou suas experiências no livro “Seal Team 6”, lançado pela Seoman. É uma história de superação pessoal.  Condecorado com a Estrela de Prata, deixou a Marinha em 1995, depois de levar  três tiros na Batalha de Mogadíscio, descrita no filme “Falcão Negro em Perigo”. Hoje, trabalha na área da saúde.Ao GLOBO, Wasdin elogiou a operação que matou o líder da al-Qaeda, mas disse  que o recente livro com a nova versão da morte do terrorista pode ter sido uma  iniciativa temerária, especialmente para o autor. Ele criticou o fato de o  vice-presidente Joe Biden ter revelado a participação do Seal Team 6 na  operação.

Para Wasdin, estratégias de combate baseadas em aviões não tripulados e  unidades de elite altamente treinadas são o caminho certo no combate ao  terrorismo. Ele não esconde, porém, a avaliação negativa em relação à  interferência de Washington nas missões militares, pautada pelos índices de  popularidade, e cita como exemplo a missão na Somália, que deixou 18 mortos e 73  feridos, mas poucos resultados.

O GLOBO: Como vê o livro de Matt Bissonnette, “Não há dia fácil”, sobre a morte de Bin Laden?

Howard Wasdin: Fico satisfeito com a  operação. Esse foi um homem responsável por matar mais americanos num ataque que  qualquer outro. Quanto ao livro, é cedo demais para falar qualquer coisa sobre a  operação. O autor não o submeteu ao Pentágono, o que é preocupante… O pior é a  situação dele e da família, todos sabem quem ele é, já existe ameaça sobre sua  cabeça. Espero que saiba o que fez. Quando contei minha história, não estava  interessado em revelar segredos de Estado, assegurei que não exibisse táticas ou  procedimentos. E são operações de 20 anos atrás, isso dá o distanciamento. nota do blog: O livro está no contexto da decadência dos princípios guerreiros nas Forças Armadas americanas. Antigamente sua publicação seria impensável por dois motivos: 1) o autor, um Seal, jamais afrontaria sua corporação e o Pentágono, revelando uma operação secreta;  2) Um Seal tem que permanecer até morrer como uma sombra, um homem que em hipótese alguma revela de quais operações participou. Mais importante: nunca alardear haver sido membro dessa tropa de super- elite.

Caso a missão americana tivesse continuado na Somália, esperaria um  cenário diferente para o país hoje?

Howard Wasdin: Tenho certeza de que sim. A  decisão de Bill Clinton de deixar a Somália foi tomada porque sua popularidade  começou a cair. Clinton não se preocupou se estávamos fazendo a coisa certa.  Perdi 18 amigos sem razão. A morte deles não significou nada porque saímos do  país. E os somalis que colocaram suas vidas em risco para nos ajudar pagaram o  preço. Passamos a mensagem de que não vale a pena ajudar os americanos porque  nunca se sabe quando deixarão o trabalho por terminar. nota do blog: Exatamente. Mas, depois do que aconteceu no Vietnã, quando os americanos abandonaram os sul-vietnamitas às feras comunistas, a página mais vergonhosa da historia dos EUA, tudo que veio depois não é tão importante assim. Aquele foi o momento da maior desgraça para o prestígio bélico e moral dos Estados Unidos. TUDO CULPA DO CONGRESSO AMERICANO, e, em particular, dos LIBERAIS AMERICANOS.  O leitor pode saber mais a esse respeito clicando em cima do título do meu artigo:  Vietnam- Fotos e: Ho-Chi-Minh virou hamburguer 

A interferência de Washington prejudica?

Howard Wasdin: O presidente usa o que foi  feito para dizer: olha o que eu fiz. Obama disse que nunca autorizaria  simulações de afogamento. Mas foi assim que descobrimos as informações sobre Bin  Laden. Seu único crédito é ter autorizado a operação. nota do blog: claríssimo. “Um presidente americano não pode governar com os olhos nas pesquisas de opinião” (Kissinger). E Obama não lançou o corpo de Osama ao mar com capelão e ritual islâmicos num gesto de elegância do vencedor, mas por medo da reação dos hidrófobos do Islã. O covarde assassino deveria ter sido jogado aos pontapés no oceano.

O que diferencia um Seal Team 6?

Howard Wasdin: Determinação e treinamento.  Todo soldado precisa estar disposto a morrer por seu país, mas esses caras têm  uma chance muito maior de ver isso ocorrer.

 

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                                                  A PRIMAVERA ÁRABE

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                                                                                                                                                          O Guia para entender como reage um islâmico radical:  ” Um americano fez um filme humilhando o profeta. MORTE AOS INFIÉIS, ALÁ – LÁ- LÁ, LÁ    Depois:  Humm, entrou uma pedra na minha sandália : MORTE AOS INFIÉIS, ALÁ- LÁ – LÁ 

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                                                                                                                                              A  charge critica a imprensa americana, que distorce todos os fatos da campanha, favorecendo seu queridinho Obama. No caso o narcisista Obama diz que uma má performance de Romney foi mais importante do que a morte do embaixador americano na Líbia.  Depois declara que não tem tempo para se encontrar com o primeiro- ministro israelense porque ” eu preciso ir ao Dave Letterman show”. Romney olhando para o “rei” diz, espantado, que  “ele está nú”. O repórter imediatamente escreve. ““Chocante!!! Romney tem preconceito contra pessoas nuas”.....
                                                                                                                                               Obama, depois do ataque às embaixadas, procura descobrir o que faria Jimmy Carter, o pateta com que tem mais afinidades em política externa.....
                                                                                                                                                    No carro queimado por bombas na embaixada da Líbia está escrito : Eleja Obama e o mundo vai nos amar. (Logo que foi eleito Obama pensava que com seus pedidos de desculpas e outros procedimento vergonhosos, como negar a excepcionalidade americana, faria o mundo deixar de odiar os Estados Unidos)....
                                                                                                                                                      O cartunista registra dois momentos históricos a respeito do Oriente Médio. Carter dizendo Alguns políticos atiram primeiro e perguntam depoise Obama agora, recentemente, quando declarou:  ” O governador Romney tem a tendência de atirar primeiro e mirar depois”....
                                                                                                                                                      O xerife israelense (Nethaniahu) diz para o seu ajudante (Obama) :  Policial, você não está levando a sério a ameaça do Iran. Na parede está o cartaz: Procurado: Bomba do Iran....
                                                                                                                                          VIOLÊNCIA NA AMÉRICA :  “Me dá o seu dinheiro”VIOLÊNCIA NO AFEGANISTÃO: Tio Sam diz para o membro do exército afegão: Aqui está meu dinheiro… e uma arma!..

 

 

ANN COULTER

Quando o presidente Obama interveio na Líbia no ano passado, ele alegou que “é de nosso interesse nacional agir” para remover um tirano. ( que – em virtude da invasão de Bush no Iraque – tinha acabado de desistir de suas armas de destruição em massa e prometido ser “o melhor amigo da América para o resto da vida”).

Aparentemente Gadhafi também se precipitou ao dizer a Obama, “eu estou aqui para te ajudar e cuidar de seus interesses”.

Obama disse: “Nós precisamos ficar do mesmo lado daqueles que acreditam nos mesmos princípios essenciais que têm nos guiado em muitas tempestades nosso apoio por um conjunto de direitos universais, incluindo a liberdade para as pessoas se expressarem e escolherem os seus líderes; nosso apoio para os governos que são, no final das contas, responsáveis pelas aspirações do povo

Para Obama parece que a multidão líbia era equivalente aos nossos ‘pais fundadores’! (Se vocês omitirem o fato de ser uma turba islâmica assassina)

Enquanto isso, Michael Scheuer, ex-diretor da unidade Bin Laden da CIA, disse: “As pessoa pelas quais estamos lutando na Líbia, a espinha dorsal daquele movimento, são antigos mujahidin* do mundo inteiro”. Nós estamos “ajudando pessoas que podem não estar alinhadas formalmente com a Al Qaeda, mas que querem as mesmas coisas. estamos ajudando-as a agarrar o poder”.

* Mujahidin: do árabe, plural de mujahid, combatente, alguém empenhado na jihad.

Scheuer disse que a mídia tinha pegado “uns poucos árabes que falam inglês que são pró-democracia e umas poucas páginas do Facebook vindas do Oriente Médio e extrapolaram para amor regional à democracia secular”, adicionando, “É a situação mais insana que eu já encontrei na minha vida”.

Não é de se espantar que Obama esteja concorrendo à reeleição pela sua habilidade em política externa!

Entre os republicanos, Newt Gingrich, Sarah Palin, Mike Huckabee e Rick Santorum, todos pediram uma ação agressiva contra Gadhafi, incluindo embargo aéreo.

Santorum citou o bombardeio a Líbia em 1986 por Reagan (após Gadhafi ter matado funcionários americanos em Berlin), dizendo, “Se você quer ser ‘reaganesco’, parece que o caminho está muito claro”.

Gingrich tomou todas as posições, exigindo primeiro: “Exercite um embargo aéreo esta noite. Nos não precisamos das Nações Unidas. Tudo que temos a dizer é que nós pensamos que massacrar seus próprios cidadãos é inaceitável e por isso nós estamos intervindo. Este é um momento de ficar livre dele. Faça isso. Vá em frente com isso”.

Então, duas semanas mais tarde, ele disse: “Eu não teria interferido”.

Só Mitt Romney e Haley Barbour resistiram em pedir por ação agressiva contra Gadhafi, com Romney meramente criticando a declaração espantosa de Obama, e Barbour explicando mais diretamente, “Não acho que é nossa missão fazer da Líbia um Luxemburgo”. Não me levem a mal, ele disse, “mas isso nunca vai ser como gostaríamos que fosse”.

Thomas Friedman do New York Times exultou que os povos árabes “tinham chegado a sua própria resposta ao extremismo violento e aos abusivos regimes que nós temos escorado … Isso é chamado de democracia”.

David Ignatius do The Washington Post elogiou a maior alteração em estratégia de Obama ao ver a rebelião líbia como um “desenvolvimento positivo” e se recusando a proporcionar ajuda ao ditador atacado. “De acordo com meu instinto”, ele disse, “Obama está certo”.

Bernard-Henri Levy, o presunçoso liberal francês anunciou que “a Líbia vai se deteriorar na história como os anti-Iraque. Iraque foi uma democracia lançada de paraquedas por um poder estrangeiro em um país que não havia pedido por ela. A Líbia foi uma rebelião que demandou ajuda de uma coalizão internacional”.

The Charleston (West Virginia) Gazette publicou no seu editorial: “A maior parte do mundo esta regozijando por causa do sucesso histórico na Líbia. Nós estamos felizes por ele ter sido alcançado pelo povo líbio, e não por uma invasão dos Estados Unidos ordenada pela ala direita dos políticos americanos”.

Observo que o embaixador americano no Iraque não foi assassinado e seu corpo arrastado pelas ruas. Eu também lembro que, há alguns anos atrás, quando os muçulmanos no mundo inteiro irromperam em revoltas por causa de algumas charges holandesas, um país muçulmano permaneceu totalmente pacífico: o Iraque de George W. Bush.

Aparentemente, as invasões americanas ordenadas pela ala direita dos políticos americanos são as únicas que funcionam no Oriente Médio. Falsas rebeliões orquestradas por muçulmanos fanáticos são menos propícias.

Americanos, aprendam a sua história. A Revolução Americana não foi a revolta de uma populaça. Foi um plano cuidadosamente elaborado para uma república, baseado em idéias meticulosamente argumentadas por homens sérios no processo de criar o que se tornaria a mais livre, a mais prospera nação na história do mundo.

A muito alardeada “Primavera Árabe”, com multidões de homens atacando e violando repórteres americanos, atirando para o alto e matando seus antigos ditadores, é mais parecida com o derramamento de sangue sem sentido da Revolução Francesa.

Aquela antítese atéia para a fundação da America é a primogênita dos horrores da Revolução Bolchevique, do Partido Nazista de Hitler, da Revolução Cultural de Mao, do genocídio de Pol Pot, e das periódicas revoltas populares da America, desde a rebelião de Shay até os bandidos dos sindicatos de hoje em Madison, Wisconsin, e o movimento Occupy Wall Street.

Americanos ganharam liberdade e maiores direitos individuais com suas revoluções. Ao contrário, a Revolução Francesa resultou em selvageria bestial, um massacre de todos os líderes da revolução, seguida pela ditadura de Napoleão, e depois por outra monarquia, e então, finalmente, algo semelhante a uma república verdadeira oitenta anos depois.

Rebeliões de multidões violentas nunca levaram ao funcionamento de uma república democrática.

 

17 setembro, 2012 às 01:09

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Categoria: Artigos

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