Criança! Não verás nenhum país feito este ! ; O dilema Assad

Dilma tem aprovação recorde, mas Lula é favorito para 2014

 

Trata-se de um recorde sob dois aspectos: é a mais alta taxa obtida por Dilma desde a sua posse, em 1º de janeiro de 2012, e é também a maior aprovação presidencial com um ano e três meses de mandato em todas as pesquisas até hoje feitas pelo Datafolha

Editoria de Arte/Folhapress

  um leitor do jornal comentou: 

“Essa pesquisa mostra a consequências de”:

Lermos somente 4 livros por ano;

Gastar somente 30 minutos/dia na leitura de jornais;

Preferimos novelas. BBB, Casos de Famílias, Faustão e outros do mesmo naipe;

Estarmos na posição 88 no ranking da educação dos 127 países pesquisados;

De passarmos somente 3,8 horas/dia na escola;

Passarmos somente 7,2 anos dentro do ensino fundamental;

De somente 10% ter o ensino superior completo, apesar das péssimas universidades existentes

Acho que ele se esqueceu de alguma observação sobre caráter, o que provocaria arrepios de desprêzo em cientistas políticos, sociólogos, e intelectuais em geral.

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Ama com fé e orgulho, a terra em que nasceste!
Criança! Não verás nenhum país como este! Olha que céu! que mar! que rios! que floresta! A Natureza aqui, perpetuamente em festa. É um seio de mãe, a transbordar carinhos.
Vê que vida há no chão! Vê que vida há nos ninhos, que se balançam no ar, entre os ramos inquietos! Vê que luz, que calor, que multidão de insetos! Vê que grande extensão de matas, onde impera, fecunda e luminosa, a eterna primavera!
Boa terra! Jamais negou a quem trabalha, o pão que mata a fome, o teto que agasalha. Quem com o seu suor a fecunda e emudece, vê pago o seu esforço, e é feliz, e enriquece!
Criança! Não verás país nenhum como este: Imita, na grandeza, a terra em que nasceste!

Bilac, temos feito o possivel para entrar no clima, mas achamos mais é que você andou fumando, ou cheirando, sei lá.

 

 

Depois de mais de um ano…  

 

Até que enfim um pouco de surpreendente, totalmente inesperada, sensatez . O Estadão publica, pela primeira vez, em mais de um ano, algumas observações sobre o perigo do extremismo islâmico tomar o lugar do ditador Bashar al Assad, o que tem sido motivo de muitos artigos neste blog.

“…….Salsan teme que a queda de Assad transforme a Síria em uma república islâmica. Em Damasco, algumas moças que antes saíam com o cabelo à mostra passaram a usar o véu, com medo de ataques. (nota do blog: Em Damasco eu não vi nada disto, nem pensar)

Se os opositores lutam pela liberdade, os partidários do regime também. Eles temem que a revolução traga a liberdade política, mas lhes roube a liberdade de costumes e de religião. O medo é alimentado por alguns sinais. O apoio à oposição dado por Arábia Saudita e Catar, dois países conservadores, é um deles. As monarquias sunitas do Golfo são rivais do Irã, que apoia o regime sírio. O Irã é xiita, seita da qual provém a minoria alauita que Assad representa. Os alauitas não observam alguns rituais do Islã e não são considerados muçulmanos por muitos sunitas (nota do blog: aqui cabe uma observação indispensavel: O Iran mais do que apoia Assad, ele é cúmplice do ditador, e isto envolve inclusive segredos atômicos. Esse apoio é um dos fatores que mais preocupa o Ocidente) Exilado na Arábia Saudita, o xeque radical Adnan Arour aparece constantemente na TV com mensagens que misturam fervor religioso com a perseguição contra os que apoiam o regime”.

E, em outra reportagem, vemos referência ao Ôba, ôba, da “Primavera Árabe”, também muito comentado no blog. Alguma coisa mudou (pelo menos hoje) no Estadão. Deixaram de lado os entusiásticos editoriais e artigos  a favor da perigosíssima “Primavera”, que vinham sendo martelados no NYTimes, Washington Post, Los Angeles Times e outros baluarte Liberais. Leiam:

A experiência de revoluções em países muçulmanos mostra que todas as correntes podem se reunir para derrubar o regime, mas depois os islâmicos, mais organizados, capturam o poder. Foi assim no Irã, em 1979, e agora na Tunísia e no Egito. A Líbia ainda não teve eleições, mas a força dos islâmicos é óbvia. Uma parcela importante – e mais silenciosa – dos sírios não gosta de Assad, mas sentiria falta da estabilidade e da segurança que ele representa. “Antes eu não gostava do regime. No entanto, se fosse votar hoje numa eleição secreta, votaria em Assad”, disse um dono de farmácia em Damasco.

Parabéns ao repórter Lourival Sant’Anna

 

 

 

 

 

 

 

 

22 abril, 2012 às 01:04

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Categoria: Artigos

Comentários (1)

 

  1. Marco Balbi disse:

    Inspiradíssimo!

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