Dilma, Hitler, Supremo Tribunal Federal

Reportagem do Estadão diz que Dilma é dinâmica, incansavel, cobra explicações, se irrita com promessas não cumpridas, dá bronca em todo mundo em público e, surpresa:  se irrita com erros de português! Como ? Essa é hilária. A Dona é da turma da  “a gente vamos” e corrige os outros? Daria tudo para ver uma dessas cenas.  Nesse ponto o Lula poderia ajudar. Ele, que também falava “nois vai”, tomou aulas de Lingua Pátria e hoje fala bem. Mas a dona não aceitaria. Ela tem curso superior e seria uma humilhação. A ‘Operação aulas de português’ teria que ser secreta, segredo de estado, de madrugada. Para Lula não era nenhum problema, afinal tratava-se de um metalúrgico que não estudara. Hoje eu acho que ele é mais claro e objetivo do que o Fernando Henrique.

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Conrado Hubner Mendes discorre, também no Estadão, sobre o Supremo Tribunal Federal e termina seu artigo dizendo que o STF “infantiliza as críticas que recebe, como se fossem feitas por leigos incapazes de entender o argumento ‘técnico” e o articulista pede “que o orgão comece a procurar uma conversa sincera e desarmada com a opinião pública” . Não consegui entender de que maneira os ministros poderiam procurar essa tal conversa sincera e desarmada com a opinião pública. O STF nem deveria saber que existe opinião pública. E como dialogar com ela? Através dos formadores de opinião?  No entanto, o articulista tem razão quanto à arrogância dos ministros que realmente infantilizam as críticas que recebem. Quer dizer: eles estão sempre nos jornais quando deveriam ficar inteiramente recolhidos na dignidade de seus cargos, a última linha de defesa da Constituição. Pensando bem, a útima linha de defesa da Constituição são os militares, mas deixa prá lá. O que esses ministros querem e que caiam em suas mãos decisões que envolvam milhões e milhões. Podem até cometer o crime perfeito: Dão ganho de causa para aquele que realmente tem razão, mas…

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Assistindo à final de tenis no Open da Austrália sou obrigado a ouvir o narrador elogiar os australianos em alguma coisa, e depois concluir: ” ao contrário da arrogância dos americanos”. Que fenômeno! Nas coisas mais corriqueiras os americanos são arrogantes. A lavagem cerebral funcionando . Engraçado, os Estados Unidos têm tudo para serem arrogantes sendo de longe a maior nação do planeta sob todos os pontos de vista, mas pelo contrário, com humildade estão sempre se defendendo dos insultos que recebem dia e noite. Esse adjetivo cairia muito bem nos francêses, que já morreram e não sabem disso.

E também temos no Estadão o artigo “Por que os alemães são os americanos de ontem”. Não vou comentar porque é muito chato, mas acho que deve ser lido porque o leitor bem informado sobre a Alemanha nazista vai perceber algumas sutis similaridades com o governo de Hitler. Aliás, por falar nele, “pode-se dizer que se tornou, entre 1933 e 1940 o chefe de Estado mais popular do mundo” (“Hitler” de Ian Kershaw, publicado em 2008 em língua inglesa e, no Brasil, pela Companhia das Letras em 2010 – a frase encontra-se na página 33, do livro de 1.075 páginas). O leitor já leu alguma coisa igual ? Durante 7 anos o chefe de Estado mais admirado em todo o mundo. Sem terem sido tão corajosos para uma afirmação dessas, pode-se perceber em outras biografias que ele era muitíssimo respeitado, e que uma imensa parte do mundo admirava o nazismo e odiava o comunismo. Estou contando isso porque também faz parte da lavagem cerebral demonizar Hitler e aceitar Stalin, Lenin, Mao, Che e outros assassinos. Se amanhã eu sair com uma suástica no peito vou ser preso imediatamente. No entanto, bandeiras com a foice e o martelo, bottons de Lenin, camisetas de Che estão por toda a parte. Também poderia sair com um imenso retrato de Stalin. As pessoas nem sabem quem ele foi. Mas Hitler…

E o blog não vai se defender de coisa alguma. Basta ler os meus artigos sobre Israel no contexto mundial e sobretudo sobre Israel no contexto iraniano.

29 janeiro, 2012 às 11:22

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Categoria: Artigos

Comentários (2)

 

  1. anônimo disse:

    Leio o seu blog, às vezes, concordo, às vezes não, mas uma coisa é certa: sempre me divirto muito com sua total irreverência. Diz coisas que, às vezes, pensamos, mas nem de longe ousamos dizer.
    Agora, vou dar-lhe chave para um probleminha que você revela no uso da norma culta. Este título: Na hipótese do PT continuar no poder os novos oficiais das Forças Armadas serão petistas apresenta o velho problema de a preposição “de” ser juntada ao artigo,quando este está ligado ao substantivo sujeito da frase seguinte.
    Um macete: converta para o subjuntivo. “Na hipótese de que o PT continue no poder…”. Quando puder fazê-lo, é sinal de que não pode, ao usar o infinitivo, juntar de + o, como você fez.
    Outro exemplo: “É hora da vaca ir pro brejo”. No subjuntivo: é hora de que a vaca vá para… Então, o certo é “é hora de a vaca ir para o brejo”. Minha recomendação é para corrigir esse problema, para poder falar de cátedra do ridículo de a Dilma querer dar lições de vernáculo. Logo ela…

    Na substância: o Romney seria aceitável. O Gingrich, não. Eu morava lá quando ele liderou a campanha para o Congresso que pôs o Clinton em minoria. Acabou em desgraça, porque descoberto em ganhos ilegais. É muito inteligente, mas não dava para presidente. Muito irresponsável.

    • claudiomafra disse:

      Gostei muito do que você disse a respeito do blog. No tocante ao meus erros de português, torna-se difícil eu conseguir me livrar deles. Vou corrigir o título do artigo, vou procurar não mais cometer o mesmo engano, mas sem ilusões – é quase impossivel. Mas, acho que só os muito bem preparados percebem um engano desse tipo. Espero não cometer erros grosseiros. obrigado, abraço

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