Dois rápidos comentários a respeito do último artigo (Ódio aos americanos)

Caros amigos,

Embora já esteja exaustivamente exposto em textos publicados neste blog,  gostaria, ainda assim, de chamar a atenção para dois pontos que julgo importantes  no artigo de Bryan Appleyard:

1) O autor não dá à intelectualidade das costas Leste e Oeste dos Estados Unidos a importância devida no processo de alavancagem do anti-americanismo pelo mundo. Acho que seria impossível chegarmos ao ponto aonde nos encontramos se intelectuais, universidades, Liberais e Democratas não se voltassem sistematicamente contra seu proprio país. Eles são o combustível que torna possível a sustentação e expansão do fenômeno. De fato, eles apoiam quase todas as idiossincrasias e mitos contrários ao comportamento americano em sua política externa, e até com respeito às suas instituições. Em suma, de certa maneira também são anti-americanos. Gostariam que os EUA fossem uma grande Suécia, alguma coisa feito um estado babá;  julgam-se intelectualmente inferiores aos europeus;  adoram a França ( nos Estados Unidos é o cúmulo do chique falar francês), aceitam as fantásticas acusações de imperialismo e muita coisa mais. Desta maneira, usando as confissões do réu, e importando inclusive sua maneira de se expressar ( os movimentos hippies, movimentos contrários ao governo em 1968, panteras negras, poder negro, ocupando Whall Street, etc.etc. etc. )  o queimar bandeiras americanas repete o que acontece DENTRO dos Estados Unidos.  Nelson Rodrigues disse certa vez que ” Não existe povo mais anti-americano que o povo americano”. Por certo o genial articulista e dramaturgo não se deteve na análise do fenômeno, mas se fez entender muito bem. Hoje estaria horrorizado com o que aconteceu com as torres e o subsequente comportamento Democrata-Liberal.

2) Bryan Appleyard, ainda faz distinção clara entre os islamistas radicais e os bonzinhos. O artigo foi escrito em 2001. Hoje eu duvido que ele afirmasse ser o Islã  “uma religião de Paz”  . Escrevi muito a esse respeito. O Islã é guerreiro, o Corão é luta contra os infiéis. Os islamitas que repudiam a violência conhecem pouco o seu livro sagrado. Para eles foi ensinado o que seria bom para serem aceitos por sociedades civilizadas. Tomando um exemplo muito ruim, poderiam ser católicos não praticantes, que conhecem apenas o amor no Novo Testamento e desconhecem a violência do Velho Testamento.   E os muçulmanos são espertos e sabem que o Ocidente começa a despertar para o perigo que eles representam. Sendo assim, escondem seus verdadeiros sentimentos e protestam (muito pouquinho) contra os que seus irmãos mauzinhos andam fazendo pelo mundo afora.

Vejam a minha crônica clicando em cima do título: Logo após o 11 de setembro

30 novembro, 2011 às 02:06

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Categoria: Artigos

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