É de lascar: O juiz Moro diz que as instituições não atenderam aos protestos das ruas, e que “o tempo está passando e o momento, em parte , está sendo perdido”

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É mesmo ? Só na base do cartaz com frases “inteligentes” e bandeirinhas, e slogans, parece que não vai dar.
Vamos ser irrealistas e desagradáveis: Quem sabe um pouco de pancadaria, coquetel Molotov, quebradeira – tudo daquilo que não gostamos. É uma tática horrorosa dos demônios da esquerda ? Hummmm…..

 

 

O artigo do juiz Sérgio Moro, “Caminhos para reduzir a corrupção”, é melancólico, realista, e dramático no seu final. Vejam:

“Milhões já foram às ruas protestar contra a corrupção, mas não surgiram respostas institucionais relevantes. O tempo está passando e o momento, em parte, está sendo perdido.”

Acontece que a sociedade não reagiu na proporção da calamidade que se abateu sobe ela. Foi humilhada de uma maneira como nunca se viu no país, mas limitou-se aos protestos e manifestações que, se impressionaram pelo número de participantes, foram pacíficas demais, ordeiras demais, controladas demais, “civilizadas” demais. Existe um momento -e este sem dúvida aconteceu, onde teria sido necessário abandonar o comportamento no qual nos sentimos mais à vontade, ou seja, abandonar velhas crenças a respeito da violência preventiva como defesa, e partirmos para atitudes que não são comuns para gente do nosso tipo, aquelas que atingiriam de maneira direta os que atacaram o Estado para transformá-lo em coisa sua, visando eternizar-se no poder. Isto requer coragem física , requer – apenas como exemplo – o enfrentamento dos grupos que se formaram como pequenos focos de resistência e que também foram para as ruas. Estes defensores dos ladrões, defensores dos que gostariam de cubanizar o nosso país, deveriam ter sido postos para correr, e se no choque pessoas saíssem feridas, este seria um bom preço a pagar. Muitas ações não pacifistas (notem que não coloquei pacíficas)_poderiam ter sido postas em prática. O povo, totalmente incapaz de fazer uma revolução e derrubar o governo ( já que não existe nem sombra de liderança para isto), pelo menos teria criado uma situação muito mais séria do que a atual. Os poderes da república estariam preocupados com o afastamento e punição dos que geraram a crise. Estariam com MEDO, o que infelizmente só aconteceu por um breve instante. O esfriamento do momentum institucional é o que podemos ver pelos jornais e tvs. Políticos aliados ao governo tomam medidas de um cinismo, de uma desonestidade, que é um tapa na cara do povo. Aos poucos o impeachment da Dilma vai sendo contornado e, embora ainda exista a possibilidade de que venha a acontecer, ficou claro que o melhor momento já passou. Tiram-se poderes dos procuradores, da PF e do Lava-Jato, e o PMDB faz acordos para ir levando a presidente até o fim do mandado, tutelada por Lula e por eles. O Supremo já está mais tranquilo e pode mostrar o seu descaramento petista, o TCU que ainda guarda compostura pode perde-la de uma hora para outra, e desta maneira o processo agora está na fase de “parar de sentir medo da reação popular”. Os políticos sabem que o pior já passou. Agora é lamber as feridas e voltar o velho Brasil lerdo, alienado – que vai ser quase igual ao que provocou toda a confusão. A diferença é que, com o PT fora do comando , a roubalheira não vai ter nenhuma desculpa ideológica – socialista-comunista-cubana-venezuelana-argentina-boliviana- iraniana- nicaraguense, países africanos, etc.etc. É roubo mesmo, embora a ainda vá ser empregada a toada ridícula entre corruptor-corrupto de que o dinheiro é para campanha eleitoral do PMDB, PSDB, etc. É assim desde a década de 70. Pelo menos não vamos correr o perigo da venezualização do país, o que já é uma vitória.

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Mesmo tendo ido para as rua aos “milhões”, como disse Moro, o povo não manteve os poderosos sob pressão. Da maneira simples (por demais simples) como procurei colocar no texto, os tempos exigem do brasileiro atitudes muito mais duras, drásticas, impressionantes. Atitudes à altura dos extraordinários fatos que nos foram mostrados e que têm continuidade no incrível deboche das notícias do dia a dia. Um povo que voltou para a inércia após uma bela fagulha de revolta. O juiz foi claro: “O momento , em parte, está sendo perdido”. De quem é a culpa ? Nossa, de quem mais poderia ser ?

6 outubro, 2015 às 05:08

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Categoria: Artigos

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