Falam os generais (2)

Começou assim…

Um dia o desgoverno autoritário decidiu que determinadas “coisas” são corretas, e outras não. A palmada é incorreta, a censura do Estado, não.

E dá – lhe mídia paga em cima para cooptar os inocentes, em geral, úteis. Às vezes não tão inocentes, mas sempre úteis.

Daí, estamos a um passo do inaceitável transmutado em palatável, em digerível e, por derradeiro, em “politicamente correto”.

Sair nos domingos, ou qualquer dia da semana, com ou sem a família, para almoçar, ou jantar ou ir até um bar para conversar, trocar idéias, e, na ocasião, ingerir um mísero copo de cerveja ou um inocente aperitivo, tornou – se, após virulenta propaganda, um crime capital.

De repente, o guarda de trânsito tornou – se a consciência do brasileiro. E olha que o nível de ingestão de álcool admissível para o exercício do ato de dirigir, estava preconizado nas leis de trânsito. Mas, os acidentes ocasionados pelos motoristas encharcados de álcool, por óbvio, sempre existiram. Contudo, os órgãos repressores, apesar da severa legislação vigente, primavam pela omissão.

A solução foi criminalizar e demonizar quem ingeria mesmo meio – copo de cerveja. Com as novas e arbitrárias leis ficou mais fácil de fiscalizar e, logicamente, de multar.

Depois foram as capas protetoras para os GLS. As “bichonas” podem ser tudo, enrustidas, distorcidas sexualmente, amantes de quatro, incompreendidas do amor, mas… viado, decididamente, não.

Logo, veio o politicamente correto para proteger os negros, perdoem o palavrão racista, os afros descendentes, que não podem ser chamados de negros ou de pretos. O branco e o amarelo podem, de branco, de amarelo. A seguir, as cotas raciais, e nós só olhando. Alguns aplaudindo, a bem da verdade.

Delongamos para atingir os finalmente. É a presença nefasta e paulatina, pelas beiradas do desgoverno autoritário em nossas consciências.

Na mente da população zumbi, estão plantando que a mídia boa, só a censurada. E a distorção vai colando, aceita como uma proteção para a sociedade.

Atualmente, foi dada a partida para a censura à imprensa. O processo começou bem antes, na Conferência Nacional de Comunicação (2009), que recomendou aos Estados, a criação dos Conselhos de Comunicação, de cunho consultivo ou deliberativo, não importa, e depois, ficou transparente no PNDH3. Na famigerada constituição petista, diante da grita, foi escamoteada. Mas, não expurgada.

No Ceará, a criação de um Conselho para monitorar a mídia teve a unanimidade dos deputados, transformando o estado em laboratório das doutrinas coercitivas contidas no famigerado PNDH3.

Em outros, como Alagoas, Piauí, Bahia e São Paulo tramitam em surdina projetos similares. Todos os parlamentares declaram – se ciosos em proteger o cidadão das inconseqüências jornalísticas, apesar das clausulas do art. 5º da Constituição Federal, que nos assegura a liberdade de expressão.

A princípio, são sempre os mesmos indivíduos ou classe de indivíduos que mais temem uma imprensa livre e independente, os políticos calhordas, os bandidos, os corruptos, os corruptores, os…

Portanto, não é estranho que nos estados, contumazes em abrigar nos seus quadros politiqueiros e as mais indecorosas figuras, levantem – se alguns indignados edis, para de alguma forma, tolher e impedir a denúncia e a livre divulgação de seus indecorosos e lesivos atos.

Assim, na visão estadista de um grupelho de canalhas, falar bem pode. Mal, só censurando. Este é o jeito lulo – petista de governar. Pronto para atarraxar a porca.

E você, conivente útil, votando na Dilma, né, pelo continuísmo.

Brasília, DF, 26 de outubro de 2010

Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

 nota do blog: eu não vou é comentar nada…

26 outubro, 2010 às 01:13

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Categoria: Artigos

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