Honduras: A jogada genial

Chavez_Obama

Os obamistas estão contando como uma grande vantagem, uma jogada pefeita,  Obama "haver neutralizado o show que Hugo Chavez daria se os Estados Unidos apoiassem a destituição de Manuel Zelaya no governo de Honduras" .

O que  ? Mas isso é o cúmulo da miopia.  Impedir que o Bolívar de araque faça uma meia dúzia de declarações  (que ninguém leva a sério)  é mais importante do que preservar o povo hondurenho de uma ditadura ? É uma completa inversão de prioridades.  Está bem de acordo com o raciocíno "sofisticado" dos americans liberals ficar contra os militares, que tiveram o apoio da suprema corte, e a favor de um sujeito que claramente quer se perpetuar no poder. E o mais curioso é o seguinte :  Por que os Estados Unidos se pronunciaram sobre essa questão ? Por que não ficaram quietos ? Isso sim, teria sido inteligente.  A posição de Obama, irresponsavel, demagógica, amparada nas "changes", tem  a manchete dos jornais : "Reação a golpe indica nova visão dos EUA". Engano do reporter obamista. Não é uma "nova visão". Já foi feito, principalmente quando Jimmy Carter, o pateta, usou e abusou do direito de atormentar os aliados americanos.

As consequências da atitude de Obama foram imediatas. Toda a esquerda mundial ficou assanhada.  A Europa ( Eurábia) sempre querendo dar lições de democracia, embora seja o continente responsavel pelas maiores carnificinas da história da humanidade, provocadora de duas guerras mundiais,  tomou  atitudes muito mais radicais do que os Estados Unidos. Claro, os europeus se consideram mais preparados do que os norte-americanos. Eles são a Grécia, e os Estados Unidos, Roma. Então, resolveram retirar seus embaixadores que é a medida mais próxima do rompimento com um país, decidiram colocar um ponto final nos acordos comerciais, e tudo mais que possa estrangular o governo hondurenho. Pobre Honduras. Enquanto isso, todos se acovardam face à Coreia do Norte, face ao Iran, e tremem de medo de que os cartunistas possam fazer alguma brincadeira com  Maomé.

Hillary Clinton,  menos comprometida com a demagogia obamista, foi mais cautelosa.  O Departamento de Estado declarou que  "insiste em que Zelaya terá de fazer concessões e abordar a questão da consulta popular que ele queria convocar para tentar se eleger de novo"

E Obama usa os mariners no Afeganistão  na maior operação aero-transportada desde a guerra no Vietnã.  É de se pensar como essa medida teria sido criticada  se tivesse sido tomada por Bush.  Afinal o que o diferencia do ex-presidente na maneira de conduzir as guerras ? A retirada no Iraque , aplaudida como se fosse uma soberba atitude de Obama, está sendo feita  exatamente como Bush  afirmava: "de acordo com a decisão dos generais, e não como os políticos em Washington querem ".  De fato, as pessoas enxergam o que desejam enxergar.

3 julho, 2009 às 09:15

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Categoria: Artigos

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