Imperdivel artigo de Krauthammer sobre Obama ( Washington Post) ; Definindo classe: Nat King Cole em “Nature Boy”

Categoria. Sofisticação. Estas palavras definem o vídeo de Nat-King-Cole, “Nature Boy” . Impossivel querer mais. Um simples trio, o arranjo perfeito, a voz magnífica,  a simplicidade no piano muitíssimo bem tocado.  Reparem na útima nota, a mão esquerda passando sobre a direita e o toque suave,  para encerrar o festival de tremenda classe. Aliás existe um poema que começa assim : ” Classe é a resposta para tudo”. Não deixem de ver e ouvir com atenção. Não há como deixar de comparar com o berreiro infernal a que estamos sendo submetidos dia e noite.

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A letra da canção:

Nature Boy

There was a boy
  A very strange, enchanted boy
  They say he wondered very far
  Very far, over land and sea
  A little shy and sad of eye
  But very wise was he
And then one day,
One magic day he passed my way
  While we spoke of many things
  Fools and Kings
  This he said to me…
The greatest thing you’ll ever learn
  Is just to love and be loved in return.

Menino Encantador

Havia um menino
  Um estranho e encantador menino
Eles diziam que ele vinha de muito longe
  Muito longe, além da terra e mar
  Um pouco tímido e os olhos tristes
  Mas muito sábio ele era
E então um dia,
Um mágico dia, ele cruzou o meu caminho
Enquanto nós falávamos de várias coisas,
  Tolos e reis…
  Isso ele disse para mim:
“A coisa mais importante que se pode aprender
  é apenas amar e em troca ser amado”

 

CHARLES KRAUTHAMMER: Artigo sobre Obama

 

Devido ao estado da economia, em qualquer modelo histórico, Barack Obama deveria estar quinze pontos atrás de Mitt Romney. Por que ele esta empatado? A diferença esta na empatia. Ao se “importar com as pessoas simples”,Obama ganha em torno de 22 pontos. Manter a diferença foi o principal objetivo da convenção democrática. É a única esperança do partido para ganhar em novembro.

 

George H.W. Bush, semelhante à Romney em alheamento, num episodio bem conhecido, recebeu uma vez do seu pessoal um cartão com uma dica onde se lia: “Mensagem: eu me importo.” Esse deveria ser o tema principal do discurso. Bush leu o cartão bem alto.

 

Sem nenhuma surpresa ele perdeu para Bill Clinton, um homem que vive para “cuidar”de você,  que sente a sua dor melhor do que você – ou, no mínimo, lhe faz pensar assim. Em política, esta é uma distinção trivial. Nota do blog: Clinton vive pela demagogia. É INSUPORTÁVEL. Todos seus discursos, sua linguagem corporal, segundo Paulo Francis, “revelam um demagogo medonho”. Ao lado de sua mulher, a fria,  a esperta, a ambiciosa, a sem escrúpulos, Hillary, forma o casal mais mentiroso da história universal. Mentir para os dois é como tomar o café da manhã para nós.

 

Na noite de quarta-feira, Clinton responsabilizou-se por Obama como um homem “que é frio por fora, mas que por dentro, ferve pela America”. Uma frase legal, mas não tão terrivelmente persuasiva. O verdadeiro trabalho de ‘clintonizar’ Obama foi deixado para a Sra. Obama. Como ela disse no discurso mais brilhantemente cínico da convenção, seu marido não é apenas profundamente compassivo, mas quase que ‘gandhiesco’ em sentimentos. Nota do blog: Ghandi não é a figura maravilhosa que nos foi passada pela história já consagrada. Trata-se de mais uma daquelas mentiras que colaram para toda a eternidade.

 

Outros falaram sobre o que Obama fez. O trabalho de Michelle foi prover o porquê: porque ele se importa. A fala dela foi um silogismo: Barack ama sua mulher, ele ama suas filhas, ele ama sua família – sendo assim, ele ama você.

 

Eu não tenho dúvidas sobre as três primeiras proposições, mas a quarta é uma conclusão completamente ilógica. Todavia, foi-nos assegurado que o presidente é um homem santo, concedendo ajuda – plano de saúde (com contraceptivos de graça), socorro financeiro, ações judiciais imparciais – para seu povo.

 

A enxurrada de lágrimas no salão comprovou o poder desse canto de triunfo do casal. O seu brilho estava no sucesso de Michelle em drenar de Obama qualquer sinal de motivação ideológica ou pessoal.

 

O problema em engolir a linha “ele se importa, consequentemente ele faz” é que isso, muito obviamente contradiz o que temos visto nos últimos quatro anos. Barack Obama é um social democrata profundamente comprometido, que projetou uma despudorada agenda liberal de esquerda deste o início de sua presidência e então, prosseguiu tentando aprová-la.

 

Obama passou o Obamacare, fez intervenção regulando Wall Street, subsidiou Solyndra* porque isto se ajusta a uma ambiciosa agenda da esquerda desenvolvida na sua juventude, feita agora possível pelo seu poder: redistribucionista, centrado no governo, cheio de desdenho pelo sucesso, desconfiado da empresa privada, comprometido com sua própria visão de justiça social.

*Solyndra firma fabricante de painéis solares do Vale do Silício, Ca. Em 2011, envolveu-se em escândalo por irregularidades e tráfico de influência entre acionistas e executivos da empresa e altos funcionários da Casa Branca, assessores de Barack Obama.

 

Também faltou em seu discurso, qualquer alusão à sua auto-estima e ambição pessoal fora do comum. Estaria ele buscando reeleição porque ele se importa? Ou porque é a derradeira justificativa da pessoa que ele próprio criou, que veio de lugar nenhum para apoderar-se do premio? E cuja derrota se tornaria um acontecimento histórico? Nota do blog: Obama é tão profundamente megalômano que não será surpresa se em sua velhice tornar-se um caso psiquiátrico ( a propósito: Charles Krauthammer é também um reconhecido, importante psiquiatra).

 

Em 2008, Obama impressionantemente disse que Ronald Reagan foi historicamente influente/importante de uma forma que Bill Clinton não foi. Obama claramente se vê como o anti-Reagan, ele se vê como o homem que reverteu a trajetória conservadora de 30 anos que Reagan lançou (daí, a sua importância), trazendo a América de volta à ascendência liberal de cinqüenta anos que Franklin Delano Roosevelt começou e Reagan terminou.

 

Foi o que o tornou mundialmente histórico. Isso é que impulsiona o homem que continuou inserindo a frase “New Foundation” nos maiores discursos que ele fez nos primeiros meses de sua presidência. O slogan foi elaborado para fazê-lo o herdeiro legítimo para os autores do “New Deal” (Roosevelt) e da “New Frontier”  (Kennedy). A frase nunca pegou. Mas a ambição era evidente.

 

Tudo isso não faz de Obama ou mau ou único entre os presidentes. Mas isso desmente sim, o lacrimoso retrato dele como o homem de família bom, em evidencia, presidindo amavelmente o seu rebanho. Nota do blog: A intenção do articulista é mostrar que Obama está anos-luz de ser “inocente”, bonzinho, o homem de família, longe da ambição de querer impor uma ideologia.

 

Sua promessa em 2008 de “transformar fundamentalmente os Estados Unidos da America” fala da enormidade de sua ideologia e de sua auto-estima. Esta é uma muito mais plausível explanação de seu empenho para ganhar, caracterizada por uma inescrupulosa determinação que anulou os Clinton em 2008 (e por vezes, confundiu Bill) e que tão implacavelmente demoniza Romney em 2012.

 

Os milhões de dólares devotados à demonização respondem por alguns dos 22 pontos da “lacuna da empatia”. O retrato operístico de seu marido feito por Michelle, como sendo um homem tão inspirado pela bondade que derrama em seus gratos temas, visa manter a outra parte do vazio.

 

Eu não engoli uma palavra daquilo, mas como um discurso, o de Michelle foi muito efetivo. Afinal, o que mais você fala quando se está concorrendo à reeleição, numa terra – como descrita tão indiferentemente na noite seguinte por Elizabeth Warren  – destroçada em miséria e desespero ?*

 

*nota do blog: essa mulher insensivel e cara de pau é Democrata,  foi sub-secretária do Tesouro no governo Obama e agora concorre ao Senado

Aviso :O BLOG VAI PUBLICAR EM ALGUNS DIAS ALGUNS DADOS SOBRE CHARLES KRAUTHAMMER.

Tradução: Célia Savietto Barbosa

 

 

 

10 setembro, 2012 às 00:22

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Categoria: Artigos

Comentários (7)

 

  1. bruno disse:

    Obama é uma grotesca farsa, um anti-americano ferrenho que se elegeu presidente de um país e um povo que despreza. Mas, mudando de assunto Mafra, não seria interessante, um você colocar um artigo sobre o 11 de setembro, uma retrospectiva deste terrivel evento e como ele afetou o mundo, já que estamos tão próximos do aniversário deste dia tenebroso? Sei que vindo do você não irei ler as bobagens esquerdistas e conspiracionistas escritas por muitos “especialistas” de plantão.

    • claudiomafra disse:

      Sim, ele é um marco histórico nos Estados Unidos. Tentou transformar radicalmente o país e não conseguiu, mas provocou grandes estragos. É um liberal que sacudiu o país com o seu anti-americanismo. Se existe um lado positivo é que os Estados Unidos se deram conta do risco que correm. Vai ser reeleito pelas mulheres- perde na votação masculina. Acho que deveriam tirar o direito de voto das donas de casa. Até agora só fizeram bobagem ( Nossa, agora ultrapassei todos os limites permitidos pela nossa sociedade democrática). Nem Hitler pensou algo assim; muito pelo contrário, ele não se casava porque não queria perder a popularidade( e votos) entre as alemãs. Em várias ocasiões citei Ann Coulter: “É um fato,a partir de 1950, com exceção de Goldwater, todos os presidentes americanos seriam Republicanos se as mulheres não votassem.”

      • claudiomafra disse:

        Bruno, em primeiro lugar obrigado pela confiança. Já existem fragmentos em alguns artigos comentando o 11/9, e um deles está na crônica “Logo após o 11 de setembro”, que está na página principal, do lado direito. abraço

  2. Nivaldo disse:

    Mafra, tudo bem? Estava sentindo falta de seus posts. As análises que você faz e os textos que disponibiliza se tornam ainda mais interessantes nessa reta final da eleição americana. Mas voltando ao assunto, temo que o Obama vai ganhar a eleição. Não sei, parece que a fórmula “soluções fáceis e erradas para problemas difíceis” começou a fazer sucesso nos EUA, infelizmente… Basta dizer “yes, we can” e pronto.

    • claudiomafra disse:

      Olá, Nivaldo,
      andei viajando e trabalhei pouco no blog. O seu comentário, talvez vc não saiba, é um grande incentivo e agradeço de coração.
      Existe um problema: Quase tudo o que eu penso já está colocado nos mais de seicentos artigos, meus e de outras pessoas. Para complicar, ainda bato de frente com o seguinte: Não consigo, não quero, sou visceralmente impedido de me envolver em detalhes da política brasileira, o que também já foi objeto de matéria no blog. Embora ganhem para isso, e ganham muito bem, não sei como a Dora Kramer, Merval, e outros, gastam a vida escrevendo, por exemplo, sobre a luta pela prefeitura de São Paulo. O nivel de tudo é tão baixo, tão macunaímico que não consigo mergulhar nessa lama. Desta maneira, o blog fica ainda mais limitado. Mas, por enquanto ainda vamos em frente. Por último: Repare que enquanto vários articulistas botam cátedra, sem tirar a bunda da cadeira: ” quando das artes bélicas, diante dele, em larga voz tratava e lia”, eu estive e vou continuar viajando para os lugares aonde se verificam os maiores conflitos contemporâneos. Assim foi com a Coréia do Norte, Paquistão, Afeganistão, Iraque, Síria, e muitos outros países importantes. Se vc leu a minha entrevista com o pugilista Guilhermo Rigondeaux observou que fiz, de veleiro ( e apenas com as velas), a rota de fuga Cuba-Miami.
      Obrigado outra vez, um abraço, e escreva sempre.
      Transcrevo, abaixo, os versos de Camões, dos quais extrai um.

      “De Formião, filósofo elegante, vereis como Anibal escarnecia, quando das artes bélicas, diante dele, com larga voz tratava e lia. A disciplina militar prestante não se aprende, Senhor, na fantasia, sonhando, imaginando ou estudando, senão vendo, tratando e pelejando.” Os Lusíadas, L.V. de Camões, Canto X, CLIII

      • Vinícius Cortez disse:

        Isso que você fala de tirar a bunda da cadeira e ver o que acontece de perto é certamente um dos diferenciais do seu blog, Cláudio! Percebi na hora em que entrei aqui pela primeira vez (Já faz mais de dois anos) e essa continua sendo uma razão por que recomendo o blog aos amigos: “Olha, ele escreve com conhecimento de causa!”, etc.

        Talvez falte um Twitter para o Reflexões Radicais ficar conhecido como o Blog do Coronel, por exemplo. Mas sei que isso toma muito tempo e esforço, e prefiro o ritmo que o blog já vem mantendo.

        Enfim. Continue escrevendo, que vamos lendo com atenção 😉

        • claudiomafra disse:

          Caríssimo Vinicius,
          Muito obrigado pela extrema gentileza do seu comentário e pela preocupação na divulgação do blog. É verdade, faltam mecanismos que o tornem mais conhecido. Acho que não consigo usar nem o Twitter, e nem o Facebook, porque causa da dificuldade em fazer o que seria uma espécie de “propaganda”, quando o que as pessoas gostam é de conversar, contar piadas, aliviar a carga diária de preocupações. Talvez eu esteja errado, e simplesmente não conheça bem como eles funcionam.

          Espero continuar merecedor da sua confiança. abraço

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