Nosso distraído comandante-em-chefe (Charles Krauthammer) para o blog: a farsa de Obama – charges – e o maravilhoso vídeo “Dein ist mein ganzes Herz (Domingo, Netrebko, Villazon)”

Nosso distraído comandante-em-chefe

Por Charles Krauthammer

Muitos apontam que a decisão do presidente Obama de começar a retirada do Afeganistão daqui a 10 meses está agora dificultando o nosso empenho na guerra. Porém, agora tornou-se oficial. Numa impressionante declaração semana passada, o comandante dos fuzileiros navais James Conway admitiu que a data marcada de julho de 2011 está “provavelmente dando sustentação ao nosso inimigo”.

Uma acusação notavelmente corajosa para um oficial militar da ativa. Ele chega perto de sugerir que a decisão de Obama ajuda e estimula o inimigo. Mas a observação é óbvia: certamente é mais difícil sustentar e vencer uma guerra – que depende da submissão dos locais – quando eles ouvem que o presidente dos Estados Unidos vai começar a retirada e que, no final das contas, vai deixá-los à mercê dos talibãs.

Como Obama chegou a essa decisão? “Nossa política afegã estava focada, como qualquer outra coisa, em políticas domésticas,disse um assessor de Obama a Peter Baker,do New York Times. “Ele não arriscaria perder os democratas, de moderados a centristas, no meio da reforma da saúde, e ele viu esta legislação como a legislação de triunfo ou fracasso para sua administração”.

Se isso é verdade, então a liderança militar de Obama só pode ser chamada de escandalosa. Durante a semana passada, 22 americanos foram mortos em um período de quatro dias no Afeganistão. Esse não é um lugar sobre o qual as decisões deveriam ser tomadas com intuito de apaziguar membros do Congresso,  aprovar a reforma da saúde e, desse modo, manter uma postura política de presidente. Esse é um lugar sobre o qual um presidente deveria tomar decisões, para ser mais bem sucedido na missão militar que ele claramente assumiu.

Mas Obama enxerga os seus deveres do calendário da guerra como uma ameaça a sua agenda doméstica. Essas guerras são uma confusão, uma interferência indesejada em sua verdadeira vocação – transformar a America.

Tal impressão só pode ter sido consolidada quando, dada a oportunidade em seu discurso no Salão Oval da Casa Branca essa semana, ele dissipou a percepção que se espalhou no Afeganistão de que a América está se retirando. Obama apostou mais uma vez em sua ambivalência. Após dar um aceno colocando condições ao ritmo das reduções das tropas, ele declarou com seu característico “mas não se enganem” que “essa transição começará – porque uma guerra sem data para terminar não serve nem aos nossos interesses e nem aos do povo afegão”

Essas são as palavras de um homem que quer sair fora, principalmente do Iraque, onde Obama há muito deixou claro que seu objetivo é simplesmente terminar as operações de combate estabelecendo uma data limite arbitrária – apesar do fato de que um novo governo não foi formado, e todo nosso sucesso, tão duramente ganho, é precário, é incerto. Sua mais suprema preocupação: manter uma promessa de campanha. Tempo de ‘virar a página’ e virar a America para outro lado qualquer.

Primeiramente, você iria pensar que essa virada é para o Afeganistão. Mas Obama não adicionou nada à política afegã  quando ele já estava no governo. Ele enfaticamente reiterou a data de julho de 2011 como o começo do fim, ou mais diplomaticamente, da “transição”.

Bem, então, no mínimo você esperaria alguma perspicácia na sua ampla política externa. Afinal, esse foi o seu primeiro ponto sobre o assunto no Salão Oval. Qual é o significado, se é que existe para ele, das guerras do Iraque e Afeganistão? E quanto às nuvens que estão se formando mais além desses palcos: a contínua escalada da guerra no Paquistão, o ressurgimento da Al-Qaeda no Iêmem, o perigo da Somália sucumbindo a rebeldes al-Shabab* e a ameaça de uma renovada guerra civil no Sudão islâmico como um referendo de independência para confrontos de cristãos do sul e animistas?

* “Movimento da Juventude Guerreira” da Somália (N. do T.).

Esse foi o palco para Obama explicar o que se segue à agora abolida guerra global ao terror’. Qual a posição da América com respeito às crescentes ameaças à estabilidade, decência e aos interesses dos Estados Unidos desde o Chifre da África (península somali)  até o Hindu Kush*?

* Cordilheira que vai do Afeganistão ao Paquistão (N. do T.)

Sobre isso, nem uma palavra. Pelo contrário, Obama fez uma estranha e desajeitada transição para uma animada conversa sobre economia. Reconstruí-la, ele declarou, “deve ser nossa missão central como um povo, e minha responsabilidade central como presidente”.Isso num discurso ostensivo sobre as duas guerras que ele está administrando. Obama não poderia ter mostrado mais claramente aonde as suas prioridades se situam, e de que maneira ele vê a política externa – política de guerra – como subordinada a suas ambições domésticas.

Infelizmente, o que para Obama é uma distração, é vida ou morte para os soldados americanos que patrulham a província de Kandahar no Afeganistão. Alguns presidentes podem não gostar de serem líderes de suas guerras. Mas eles não chegam a decidir. A história decide. Obama precisa aceitar o papel. Não é apenas o exército americano, como Baker anuncia, que esta “preocupado por ele não estar totalmente investindo na causa”.Nossos aliados também estão experimentando dúvidas. E nossos inimigos estão conseguindo sustentação.

“Dein ist mein ganzes Herz (Domingo,Netrebko,Villazon)”

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Claudio: realmente muito bonito. Fiquei curioso de saber de quando era, por algumas razões. Primeiro, a Netrebko está gordinha. Era uma linda russa, esbelta. Depois da gravidez, ficou gordinha. Tem agora um filho de nome Tiago, que o marido, um barítono uruguaio que faz tremendo sucesso, pois é malhador e canta o Don Giovanni semi-nu, assim chamou, segundo li, por influência brasileira (esse nome é português, não espanhol, vem de Santo Iago, o T passando ao Iago com o tempo). Ele ganhou um concurso no Rio anos atrás. Quanto ao Villazón, parecia ser o namorado da moça, apesar de casado. Depois que ela se casou, entrou em crise vocal e, que eu saiba, até hoje não se recuperou. O Domingo é esse monstro, continua cantando, regendo, aprendendo novos papéis todo dia. Obrigado.

Caro, essa mulher é maravilhosa.  No final, na hora dos beijos, ela pregou um “selo” no Villazón que deixou a platéia encantada. Ele haver entrado em crise vocal porque a perdeu é muito pouco.Esse caso é para pular do vigésimo quinto andar.

Meu Coração É Todo Seu

Dein ist mein ganzes Herz!

Meu coração é todo seu!

Wo du nicht bist, kann ich nicht sein.

Onde não estás, não posso estar

So, wie die Blume welkt,

Assim como murcha a flor

wenn sie nicht küsst der Sonnenschein!

Sem o teu beijo, se apaga o sol

Dein ist mein schönstes Lied,

Tua é a minha mais linda canção

weil es allein aus der Liebe erblüht.

Pois ela brota somente do amor

Sag mir noch einmal, mein einzig Lieb,

Diz-me mais uma vez, meu único amor,

oh sag noch einmal mir:

Oh, diz-me mais uma vez:

Ich hab dich lieb!

Eu te amo!

Wohin ich immer gehe,

Onde quer que eu vá

ich fühle deine Nähe.

Eu sinto tua presença

Ich möchte deinen Atem trinken

Eu quero beber do teu hálito

und betend dir zu Füssen sinken,

E rezar aos teus pés

dir, dir allein! Wie wunderbar

A ti, somente a ti! Quão maravilhosos

ist dein leuchtendes Haar!

São teus cabelos brilhantes

Traumschön und sehnsuchtsbang

É um sonho lindo, saudoso

ist dein strahlender Blick.

O teu olhar cativante

Hör ich der Stimme Klang,

Ouço o som da tua voz

ist es so wie Musik.

E soa como música.

Dein ist mein ganzes Herz

Meu coração é todo seu

,

28 setembro, 2010 às 10:27

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Categoria: Artigos

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