O assassinato das crianças. As autoridades decidiram: tudo pode ter acontecido, menos o doido ter sido influenciado pelo islamismo

Bem, o assassino das 12 crianças ainda está sendo investigado. Embora ele usasse barba e no vídeo fica confuso porque a raspou  (tudo o que ele nos deixou está sendo editado, isto é, publicam só o que decidem que não nos vai levar para o mal caminho); embora ele tenha deixado um bilhete em que fala em “corpo puro que não pode ser tocado“, embora os textos achados misturem “islamismo, cristianismo, terrorismo e jogos eletrônicos“, ( haver citado Jesus não exclui de maneira alguma outras influências religiosas, afinal trata-se de um esquizofrênico) ;embora entre os seus escritos haja referências ao atentado de 11 de setembro em Nova Yorque e ao líder da Al Qaeda, Osama bin Laden”,embora “um familiar tenha dito que Wellington, a partir do final de 2010, passou a beber e a fumar muito, além de deixar a barba crescer até o peito, alegando ser adepto de Bin Laden“, não se pode sequer aventar a hipótese de que possa ter sido influenciado pelos doidos jihadistas. Um jornal diz: “Há ainda no caderno trechos onde Wellington cita a intenção de realizar um ataque aos impuros“.  “Impuros” – bem, essa expressão é geralmente empregada por …  A delegada Helen Sanderberg declara: ” Não há como afirmar que o assassino tenha qualquer relação com a religião islâmica, EMBORA faça comentários sobre isso na internet”. Como é ? Fazia comentários na internet sobre o islamismo? Nós gostariamos muitíssimo de ler o que ele escreveu. É proibido ? Não podem ser divulgados porque nós, os brasileiros cordiais, correriamos o risco de nos tornarmos iguais à turma que não tem simpatias pelo Islã?  

Muito melhor dizer que os responsaveis são a sua esquizofrenia e a influência das Testemunhas de Jeová. Mas, e a respeito de que se encontrou com os tais Abdul e Phillip, e que eles o receberam em um grupo ? Em outro papel ele escreveu dizendo que brigou com Abdul, e fala sobre planos para um atentado na Malásia. Puxa, na Malásia ? E não foi nem um pouquinho influenciado pelos atentados terroristas pelo mundo afora ? Quem sabe ele até que gostaria de ter sido um desses sensacionais homens-bombas, mas já que não tinha boas ligações, era doido, fantasiava, resolveu ficar por aqui mesmo e imitar o que podia, ou seja, entrar atirando em uma escola.

E que tal a Veja haver publicado que ele lia o Alcorão quatro horas por dia. Pior ainda: Na sua ficha colegial em 2004 ele escreveu Testemunha de Jeová. Na ficha de 2006 o assassino mudou a resposta para MUÇULMANO. Não é um pouquinho demais para que as autoridades fiquem martelando na tecla que o rapaz não foi influenciado por nenhuma religião? Por enquanto o politicamente correto não admite em hipótese alguma a variavel islâmica. Que o rapaz é doido varrido, sem rumo, sem organização,  estamos cansados de saber, mas dizer que sua motivação, seu impulso para a matança não tem nada a ver com o 11 de setembro, e os atentados terroristas pelo mundo, é outra coisa completamente diferente. Estão procurando nos fazer de idiotas.

O politicamente correto não admite nem a hipótese de que tenha havido alguma motivação islâmica, por mínima que tenha sido. Claro, isso não é coisa para o Brasil. Esse negócio de hostilidade contra o Islã é coisa dos que não têm coração, é  da turma lá de cima, que só pensa em violência. Por aqui somos todos bonzinhos.

De agora em diante já não podemos dizer que esses morticínios acontecem apenas nos Estados Unidos, onde todo mundo usa arma, cambada de malucos, violência dia e noite, psicopatas que vemos em filmes, e todo o corolário que fazia com que disséssemos com a boca cheia que o Brasil não tinha nada disso. Bem, acabamos de assistir a inauguração de um episódio similar, igualzinho ao que acontece lá, com o risco de que pode se repetir apenas pelo desejo de imitação. Devagar vamos percebendo que o país não é propriamente abençoado por Deus apenas porque não tem terremotos e outras esquisitices de países longínquos.

E alguns policiais que deram tiro no maluco já são herois, quando apenas cumpriram o seu dever. Corajoso foi um dos garotos que mesmo ferido, e tendo ouvido os estampidos de um 38′ que num recinto fechado são altíssimos ( de deixar a pessoa surda), e passando por cima do fato extraordinário de ter sido um alvo, ainda teve força, valentia, para pedir por socorro, ao invés de fugir chorando para o mais longe possivel. Aliás, o comandante da Polícia Militar do Rio de Janeiro, durante a cerimônia de entrega de medalhas aos policiais que mataram o doido, “citou o livro sagrado do islamismo, o Corão, como uma forma de afastar as ilações de que Wellington de Oliveira tenha cometido os assassinatos supostamente depois de se tornar muçulmano. Segundo o coronel, o Corão traz mensagens de tolerância e de amor às crianças“.  O Corão ? Mas, comandante, o senhor foi buscar logo o Corão ? Essa é uma enorme “bandeira”. Quem sabe um ato falho ? De quem o senhor recebeu a ordem para um disparate desses ? Do governador, tentando enganar a população ? Quem sabe ele disse assim:”Aqui no Rio não temos essa coisa de atentado por causa de religião!!! E tem mais: não podemos fundir a moringa da população! Já basta o problema dos traficantes ! O senhor arranje um Corão e leia quando for entregar as medalhas!!!” E o comandante: ‘Sim senhor, governador!” E murmura para o coronel atrás dele: ” Corão? Aonde é que vou arrumar uma merda dessas?”

Se o  esquizofrênico, além de mútiplas razões, também agiu pensando no Islã teremos entrado de uma só vez em dois icones de nossos tempos: o assassinato em massa por frustração pessoal e o assassinato por espiritualidade.

14 abril, 2011 às 10:10

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Categoria: Artigos

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