O blog continua vendo acontecer as suas profecias óbvias: A curva descendente da China

ATENÇÃO:  O QUE ESTIVER EM PRETO É NOTÍCIA, ASSIM COMO  O ARTIGO DA ELIANA CARDOSO. (AMBAS AS FONTES SÃO DO ESTADÃO).   EM AZUL, E OS GRIFOS, SÃO COMENTÁRIOS DO BLOG.

 

Premiê vê futuro ruim para China sem reforma

 

Em tom de despedida, Wen Jiabao alerta para o risco de uma nova Revolução Cultural no país.

15 de março de 2012 | 3h 08

CLÁUDIA TREVISAN, CORRESPONDENTE / PEQUIM – O Estado de S.Paulo

Entrando em seu último ano como primeiro-ministro da China, Wen Jiabao disse ontem que o país poderá voltar a experimentar “tragédias” como a Revolução Cultural (1966-1976) caso não adote reformas políticas, especialmente na estrutura de liderança do Partido Comunista e do governo.

 

“Sem detalhar as mudanças, Wen ressaltou que elas também são necessárias para a “completa institucionalização” das transformações no campo econômico e a preservação dos ganhos obtidos nas últimas três décadas de reforma e abertura.

 

 

as transformações na economia não foram acompanhadas de abertura política. O Partido Comunista mantém absoluto controle do país e a perseguição a dissidentes intensificou-se desde o início de 2011, quando mensagens anônimas na internet convocaram os chineses para manifestações semelhantes às que têm derrubado regimes autoritários no mundo árabe.

 

 

nota do blog: diz o ditador chinoca: o país poderá volar a experimentar trágedias como a Revolução Cultural (1966-1976) caso não adote reformas políticas, especialmente na estrutura de liderança do Partido Comunista e do governo.

 

O primeiro-ministro da China haver falado em perigo de nova Revolução Cultural, e a notícia ir parar na centésima página dos nossos jornais é desconhecimento do assunto. Quem sabe o que  aconteceu naqueles dias deve ter ficado espantadíssimo. Essa declaração era para manchete de primeira página.  A Revolução Cultural quase acabou com a China.

 

E tem mais: Estudo do Banco Mundial acha que o crescimento chinês vai cair, apesar de reformas. E a queda vai ser continuada, até 2026,  2030. Quer dizer, a China -como foi dito pelo blog -alcançou o seu ápice e agora começa a cair. Mas não adianta:  vejam o artigo da Eliana Cardoso, ontem, no Estadão: Questões chinesas em tempos de transição“:

 

“Em tamanho do PIB, a China já passou à frente dos EUA, escreve Arvind Subramanian, pesquisador do Peterson Institute for International Economics”.   Nossa, passou mesmo ?   Mas será que o PIB é tão importante assim, sabendo-se que os Estados Unidos têm 300 milhões de habitantes e a China, 1 BILHÃO e 300 MILHÕES ? Que tal olharmos a renda per-capita e a qualidade de vida ? O Brasil, essa droga, é a sétima, sexta, sei lá,  economia do mundo. Deu prá entender ? Um dos sintomas da competição sino-americana é o combate verbal na imprensa dos dois países. Os chineses escrevem no Global Times: “A Rússia pagou um preço altíssimo pela transição democrática e a lição é clara: não devemos cometer o mesmo erro. O Ocidente quer apenas usar o discurso a favor da democracia para promover seus interesses. A crítica americana da prisão de dissidentes visa o boicote da autoridade chinesa e a obstrução de seu poder no cenário mundial”.

 

Ótima a declaração dos chinos: “Não devemos cometer o mesmo erro” (dos russos), isto é, jamais largaremos a rapadura. Infelizmente para eles  independe de querer ou não. Vai acontecer. Pode levar 10, 20, 30 anos ,mas a China vai se democratizar. Agora me lembrei de um professor universitário, que tentando sustentar a família se ofereceu como guia na Cidade Proibida. Disse a ele que morava na China, já havia visto  o lugar muitas vezes, mas mostrei interesse, já que se tratava de um professor. Começamos a conversar, ele muito ligado em política e no Brasil. Súbito, depois de fixar o olhar em alguma coisa, disse um até logo rápido e desapareceu. Cinco minutos depois estava de volta. Explicou que pensou ter identificado um agente secreto no meio das pessoas, mas tinha sido engano. Em vista do acontecido perguntei em quanto tempo achava que a China iria se democratizar. Pensou um pouco e respondeu: Uns 15, 20 anos. Isso foi em 2002. Coitado, pelo visto errou. ( Não se preocupem, dei a ele muito mais do que receberia um verdadeiro guia).

 

Teoria conspiratória? Assim parece. Mas precisamos reconhecer que, ao pedirem democracia à China, os EUA convidam os governantes do país rival a abrir mão do poder. Portanto, não há surpresa na forma como os chineses interpretam a atitude americana e a ela reagem. Claro, se abolirem a mão de obra escrava, se praticarem os benefícios sociais, como é que vai ser ? Poucos habitantes -em termos de dezenas de milhões -têm qualidade de vida satisfatória. São os que moram nas grandes cidades. No interior temos os camponeses escravizados. E ainda existe a corrupção desenfreada, pública, notória,  que torna participantes do Partidão multi-milionários. Muito parecido com os EUA, esse império cruel que a esquerda deseja ver comendo o pó.

 

Os EUA também sofrem de paranoia. Os oráculos americanos estão convencidos de que o sucesso em evitar o impacto da crise de 2008 subiu à cabeça dos líderes chineses e os convenceu da excelência do partido único e do caminho traçado desde o final da década de 80. Entre os críticos americanos está Aaron Friedberg. Seu livro, A Contest for Supremacy: China, America and the Struggle for Mastery in Asia acusa a China de dominar os vizinhos, apontando o Tibete e Taiwan como exemplos óbvios. Ele teme que a dominação da Ásia pela China negue aos EUA acesso a mercados, tecnologia e recursos essenciais à vida americana. Tecnologia ?  Mas que loucura . Os EUA estão descobrindo a cura da Altzheimer enquanto os chinos continuam na idade da Pedra, com cházinhos e acunpuntura. Quem disse que os chineses vão dominar a Ásia , se não conseguem nem dominar o território que é deles, a ilha de Taiwan, que os Estados Unidos protegem após a guerra civil, quando Chiang-Kai-shek fugiu para lá? O Tibete sim, a China roubou dos tibetanos em 1951, mas quando houver a democratização vai ser dos primeiros a se libertarem. Dominar a Ásia ? E o Japão que passou a vida dando surras homéricas nos chineses ? E a Índia, que inclusive é nuclear?  E tem mais, os chinêses não criam nada, roubam tudo. No momento em que a tecnologia americana conseguir evitar que o governo chino entre nos computadores acabou a farra. 

 

A hostilidade latente entre a China e os EUA se revela na guerra cambial. A China resiste à valorização do yuan e o Fed tenta desvalorizar o dólar, enquanto o Banco Central Europeu procura, por sua vez, trazer o euro para baixo. O fogo cruzado espalha estilhaços pelo resto do mundo, forçando os emergentes a fazer uso temporário de barreiras ao capital estrangeiro. A China desrespeita todas as leis sem pensar duas vezes. São os larápios universais. Bandidos que não cumprem compromissos, ladrões de patentes e, mais cedo, ou mais tarde, vão enfrentar o processo de democratização tão temido, e seus niveis de crescimento vão despencar ainda mais ( porque a queda já se iniciou, eles mesmo admitem).

 

No longo prazo, a supremacia chinesa parece inevitável. Temo pelo declínio do império americano –A Eliana Cardoso perdeu completamente a cabeça. Enquanto as autoridades monetárias mundiais e o próprio ministro chinês dizem o contrário, ela tem  a coragem de publicar uma coisa dessas – o que poderia tornar a cooperação econômica global mais difícil. Este não é um argumento a favor da supremacia dos EUA. Não precisava nos avisar. Já sabemos desde o inicio do artigo. Constato apenas que o mundo em transição é mais perigoso e incerto que o da segunda metade do século 20. Puxa, ficamos morrendo de medo, e até deixamos o pequeno problema do terrorismo de lado.

 

A dispersão do poder e o advento de populações mais vocais e assertivas fazem parte do cenário do novo milênio. Essa realidade renovada torna impossível a volta da hegemonia americana na sua encarnação de 20 anos atrás. É muito doida a articulista. Os Estados Unidos tem 11 frotas, ou 11 esquadras. Qualquer uma delas é capaz de derrotar todas as esquadras do mundo SOMADAS. Apesar disso, seria desejável que os EUA, ainda imprescindíveis na determinação do futuro mundial, fossem capazes de acomodar o peso crescente da China, para não aumentarem as incertezas que nos cercam neste mundo desconjuntado, onde ainda teremos de aprender a viver. Nossa, mas que conclusão melancólica, e , face à verdadeira realidade, completamente errônea. Está se despedindo dos Estados Unidos, embora ( que concessão!) ainda os considere “imprescindíveis na determinação do futuro do mundo”.

 

NÃO DEIXEM DE LER O PARÁGRAFO ABAIXO PORQUE É ENGRAÇADÍSSIMO, BOM DEMAIS!!!

Enquanto isso, se você tem negócios na China e carrega segredos industriais, aqui vão algumas medidas de natureza prática. Em suas visitas ao país dos mandarins, lembre-se de deixar o telefone celular e o laptop em casa: alugue outros para uso temporário. Incapacite o Bluetooth dos aparelhos e, na volta, trate de limpá-los. Vigie seu telefone todo o tempo e o desligue durante reuniões. Nunca digite senhas de acesso: você pode carregá-las num pen drive para copiá-las e colar quando necessário. Finalmente, se seu telefone for inspecionado na alfândega chinesa, não torne a usá-lo. Boa viagem e bons negócios. Esse final do artigo é hilário, alguém deveria tê-la avisado. Depois de nos aterrorizar deseja “ Boa viagem e bons negócios”.  Sensacional.

 

Por último: no momento da inevitavel democratização, o território chines vai sofrer pressões irresistiveis para ser desmembrado. Entre outros candidatos à independência teremos o Tibet e  a província de Xingiang.  Agora, vejam só, a Eliana é PhD em Economia pelo MIT, um grande título. Como é que a ideologia faz com que as pessoas fiquem cegas, completamente lelés ?

  

NOTA: Para quem se interessar clique em cima do título dos  meus artigos : Cinco anos na China ;  e  Os uigures e eu

Existem muitos outros a respeito da China, é só ver a lista em Todos os Artigos

16 março, 2012 às 20:30

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Categoria: Artigos

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