O Julgamento

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Khalid Shaikh Mohammed, e mais quatro presos de Guantânamo que participaram dos atentados de 11 de setembro,vão ser julgados em Nova Yorque por uma corte civil. Mohammed, o terrorista mais importante de todos os que foram apanhados ateh agora, é réu confesso de ser o cérebro dos atentados.

Os ativistas de direitos humanos e os liberals  ficaram muito satisfeitos. Eles não queriam de maneira alguma que fosse uma corte militar. Claro, somente na corte civil existe a possibilidade de absolvição, ou de penas reduzidas e  livramento condicional. ” Os liberals frequentemente buscam limitar a ação do governo quando se trata de fazer cumprir a lei ( o caso Miranda, nos anos em que a Corte Suprema era presidida pelo juiz Earl Warren) em questões relacionadas ‘a segurança nacional (oposição ao Patriot Act de outubro de 2001 e ‘a vigilância  interna no país) e naquela vasta e mal definida esfera rotulada de ” regulamentação da moralidade””  Jonah Goldberg.    As firulas técnicas de grandes advogados podem até provar que a terra é quadrada. Lembrem-se do julgamento de OJ Simpson. Pelo exame de DNA a chance de que não fosse culpado era de uma em 5 bilhões, e mesmo assim ele foi absolvido.

A correspondente do Estadão diz que “o julgamento de Mohammed será complicado pelo fato de o detento ter sido submetido 183 vezes à simulação de afogamento, uma espécie de tortura, enquanto estavam em prisões da CIA”. (Só 183 vezes ?  Tem certeza?  ) . O ponto relevante  é que por causa do waterboard  (simulação de afogamento) a confissão não vale na Corte. E vamos assistir a um show de acusações  à CIA e ao sistema de inteligência americano. A defesa deve chamar testemunhas que não podem abrir a boca ou estariam expondo segredos de segurança. É uma loucura de Obambi dar a um terrorista ESTRANGEIRO, aprisionado fora dos Estados Unidos, os mesmos direitos de um cidadão americano, proporcionando ao mundo um circo a favor do terrorismo. Os inimigos dos Estados Unidos vão ficar muito felizes. Mohammed também é acusado de  massacre de civís ; promover atentados em Bali;  e ter sido o autor intelectual da morte do jornalista americano Daniel Pearl, degolado em 2002. Esse último episódio é a quintessência da crueldade. Tudo foi filmado, inclusive o terrivel momento em que Daniel implora por sua vida.

Mohammmed era um dos comandantes da Al Qaeda. Se não for condenado à morte estaremos fazendo papel de bobos quando tiramos os sapatos na revista para embarcar nos aviões.

Obama sabe muito bem que é uma perigosa iniciativa de sua parte criar uma situação extraordinária, nunca vista nos Estados Unidos. Em Tóquio, justificou-se sem perceber a enorme  bandeira escancarada: “Estou absolutamente convencido de que Khalid Shaikh Mohammed será sujeito às mais formais demandas da Justiça. (Quer dizer, ele NÃO ESTÁ convencido) O povo americano insistirá nisso. Meu governo insistirá nisso” . Mas que estranho: “O povo americano insistirá nisso”. O que quer dizer? Pressão do povo sobre a Justiça? Mais estranho ainda é o “Meu governo insistirá nisso”. Como? A única coisa que o governo pode fazer o seu procurador-geral já fez, que é ordenar aos promotores que peçam a pena de morte, e, lá na frente, recorrer da sentença se ele for absolvido, ou se lhe derem uns 15 anos.

A irmã de uma das vítimas do avião que foi jogado contra o Pentágono disse que vai ser uma “farsa grotesca”. “Numa corte aberta será Mohammed que irá comandar o show, debochando de suas vítimas, exultando com o sofrimento das famílias, ridicularizando o juiz, advogados e o sistema judicial. E o pior de tudo: estimulando seus irmãos jihadistas a matarem mais americanos” Ela tem toda a razão. Os Estados Unidos estão dando nova prova de fraqueza com esse julgamento. Seria muito diferente se o massmurder fosse julgado em uma sala isolada, apenas entre homens de uniformes, saindo de lá para um pelotão de fuzilamento. Claro que durante o julgamento nós teremos os pacifistas selvagens com faixas, rostos pintados, camisetas ridículas, cartazes protestando contra as guerras (vai aparecer o chatíssimo “Dêm uma chance à Paz”), e o final é sempre o mesmo, os pacifistas selvagens agridem os policiais.  Pode-se apostar que eles vão dizer que Mohammed é inocente e que a América é culpada.

E o “Deixem-me ser bem claro”, que havia prometido fechar Guantânamo um dia após sua posse, e depois passou a promessa para um ano depois da posse, não vai honrar sua palavra. Agora está percebendo (ou já percebia antes), que Bush tinha razão, e que o melhor lugar do mundo para manter presos desse tipo é exatamente onde eles se encontram, uma ilha longe dos Estados Unidos.   E vários estados americanos não querem saber desses selvagens em suas cidades. E o “Deixem-me ser bem claro” fica negociando para que a Europa aceite as feras. Para que todo esse trabalho ? É melhor aparecer na TV e com um brilhante discurso deixar o dito pelo não dito. Reconhecer que houve um engano, enrolar um pouco, e pronto. Com seu enorme talento vai conseguir fazer da auto-crítica uma vitória grandiosa. A mídia garante o sucesso.

Concluindo:  Obama, viajando pela Ásia, ficou constrangido e se esquivou de responder a um jornalista japonês sobre as bombas em Hiroshima e Nagasaki. Ufa, essa passou perto. O Obama de seis meses atrás imediatamente teria pedido desculpas pelos Estados Unidos haverem evitado a morte de 1 milhão de americanos e vários milhões de japoneses. Ah, mas não perdeu a chance de uma tremenda  reverência para Akihito, o imperador japonês.  Por ser muito alto o gesto  fica ridículo. Ele se curva demais. Na Arábia Saudita parecia que ia beijar as mãos do monarca que financia o terror.  Deveria treinar um pouco mais no espelho. De qualque forma, o gesto provocou uma onda de indignação no Congresso e entre os que perderam parentes lutando contra os japoneses.

se curvou demais
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18 novembro, 2009 às 02:40

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Categoria: Artigos

Comentários (1)

 

  1. Paulo Correa disse:

    Não é segredo que as bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki foram desnecessárias. Pelo caminhar das coisas, o presidente Obama visitará Hiroshima em breve e pedirá perdão pelo terrível ato na tentativa de aliviar a consciência do povo americano. Sorte deles que ainda são capazes de eleger líderes como o presidente Obama, caso contrário os EUA já teriam ido para o brejo nas mãos dos conservadores xiitas, os “consxiitas”, kkk

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