O que os Liberais não sabem ( Ann Coulter escreve sobre o problema das armas pessoais nos Estados Unidos)

Tendo recentemente culpado Sarah Palin pela  matança perpetrada por Jared Loughner em um shopping em Tucson, os liberais estão agora colocando a culpa nos carregadores de munição de grande capacidade( pentes de alta capacidade). Eles poderiam muito bem prender todos que se chamam “Jared” para prevenir que um crime como esse se repita.

Durante a campanha presidencial, Obama disse: “Não sei de nenhum caçador que se respeite que precise de 19 tiros de qualquer coisa. Você não atira 19 vezes num veado, e se você atirar, não deveria estar caçando”. Seria mais honesto para ele terminar essa sentença após a expressão “caçador que se respeite”.

É tão adorável quando  pessoas da Vanity Fair que não conhecem um pente de balas de grande capacidade, começam a dizer aos possuidores de armas de fogo o que eles deveriam querer e precisar.

De fato, carregadores de grande capacidade colocam o predador como Loughner em desvantagem porque são muito longos, de difícil manejo e difíceis de ficarem ocultos. Pode ser por isso que o tiroteio de Tucson parece ser a primeira farra de matança envolvendo um pente de alta capacidade. Seria mais fácil para Loughner, se ele tivesse levado duas armas.

Por outro lado, para um dono de uma casa que é um atirador medíocre, um pente de grande capacidade poderia ser um salva-vidas.

Mas após cada carnificina, os liberais propõem alguma idéia estranha para “fazer alguma coisa” que invariavelmente envolve infringir algum aspecto de nossos direitos da Segunda Emenda.

A União Americana pelas Liberdades Civis (American Civil Liberties Union/ACLU) não nos deixará colocar loucos em hospitais de doentes mentais e o xerife do condado de Pima, Clarence Dupnik não trancaria Loughner nem depois que ele tivesse várias vezes infringido a lei. Nota do blog: esse xerife teve um papel lamentável no episódio, colocando o criminoso como vítima do “ódio que os republicanos estavam espalhando pelos Estados Unidos”. Ódio contra o governo  Obama.

Numa sociedade aberta, que inclui o xerife Dumbnik e a ACLU, indivíduos insanos podem se tornar assassinos e mutilar de vez em quando. O melhor que podemos fazer é decretar políticas que irão reduzir as taxas de mortalidade quando esses atos de carnificina ocorrerem.

Só há uma política de qualquer tipo que sempre se mostrou eficaz em deter assassinatos em massa: leis de porte de armas escondidas. Num estudo abrangente de todos os incidentes públicos com múltiplos disparos na America entre 1977 e 1999, os economistas altamente considerados, John Lott e Bill Landes descobriram que essas leis eram as únicas que tinham algum efeito benéfico.

E o efeito não foi pequeno. Os estados que permitiam que os cidadãos carregassem pequenos revólveres escondidos tiveram uma redução de 60% nos tiroteios e reduziram as taxas de mortalidade e de ferimentos nesses ataques em aproximadamente 80%.

Quando não há cidadãos armados para interromper assassinos de massa, eles ficam aptos a atirar a vontade, mesmo parando para recarregar suas armas, até que fiquem entediados e parem. Alguns param somente quando seus dedos desenvolvem a síndrome do túnel do carpo.

Considere apenas os tiroteios em escolas – lugares populares para esses assassinos porque muitas escolas são “áreas livres de armas”.  Ou, como esses assassinos as denominam, “áreas de fogo livre”.

Na escola secundária Columbine, dois estudantes mataram 13 pessoas antes de cometerem suicídio. Eles não precisaram de carregadores de grande capacidade porque eles puderam parar e recarregar suas armas.

No tiroteio da escola Amish em 2006 no condado de Lancaster, Pennsylvania, o assassino demente matou cinco garotinhas e depois cometeu suicídio.

Em 1998, dois estudantes no Condado de Craighead, Arkansas, mataram cinco pessoas, inclusive quatro garotinhas, antes de decidirem parar e tentar fugir.

E em 2007, um estudante enlouquecido matou 32 pessoas na Virginia Tech – 30 delas num curto período de tempo em um prédio. Ele não precisou de pentes de grande capacidade porque ele tinha duas armas que foram recarregadas.

Não houve ninguém para pará-lo.

Tiroteios em escolas que foram interrompidos tiveram quase sempre a presença de um cidadão armado nos âmbitos do campus.

Em 2002, um imigrante na Virginia começou a atirar em seus colegas na escola de Direito dos Apalaches, em Grundy. Dois dos colegas buscaram armas em seus carros, forçando o assassino a baixar a arma e permitindo que um terceiro colega o agarrasse.
Três mortos.

Em 2001, em Santee, California, quando um estudante começou a atirar em seus colegas, a escola ativou seu “plano de segurança” – como o diretor depois relatou a CNN – mandando um “supervisor de campo treinado” para conter o assassino.

Possivelmente não imaginando que ele estava em uma zona sem armas, o assassino respondeu atirando no supervisor três vezes. Felizmente, um policial de folga de San Diego portando sua pistola, estava trazendo sua filha para a escola naquele dia. Com a arma, ele parou o assassino e o segurou com dificuldade até que mais policiais pudessem chegar.

Dois mortos.

Em 1997, um estudante na Escola Secundaria Pearl, em Pearl, Mississipi, já havia atirado em varias pessoas e se dirigia para a escola elementar quando o assistente de diretor Joel Myrick pegou uma pistola calibre 45 em seu carro e apontou-a para a cabeça do estudante armado, pondo um fim na matança

Dois mortos.

Em 1998, um estudante em um baile do curso secundário, em um restaurante em Edinboro, Pennsylvania, começou a atirar, e logo o dono do restaurante arrancou a sua arma, o perseguiu e o capturou para a polícia.

Um morto.

Vocês percebem um padrão?

Em resposta a tragédia de Columbine, as escolas adotaram políticas “anti-bullying”; em resposta às de Virginia Tech, e Bay foi proibida a venda de munição online; em resposta ao tiroteio de Tucson, os liberais querem proibir o carregador específico que Loughner usou.

E então o próximo matador virá  com um arsenal diferente e uma motivação diferente, e o único caminho para impedi-lo será um cidadão com uma arma.

4 fevereiro, 2011 às 21:26

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Categoria: Artigos

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