Obama é o culpado pela situação no Iraque (Charles Krauthammer) ; Os nossos fabulosos ladrões; Fotos premiadas; Para entender a Guerra Fria; Nelson Rodrigues; Charges

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Nossa, como os articulistas ficaram corajosos e estão metendo o cacete no Lula !  (Não que antes fossem petistas, isto é criação da turma da internet).  Merval, então, só falta chamar o cara de fdp. A Dilma já nem merece mais atenção. É tratada como se fosse uma lavadeira analfabeta que por milagre chegou à presidência. É isso aí. E a cada dia mais um fato sensacional, um atrás do outro, não para nunca. Bilhão prá cá, bilhão pra lá. Só um vice-presidente do Banco do Brasil roubou 3 BILHÕES de reais, isto é, na época, (2011), 1 BILHÃO de dólares. Tudo cash! Tudo nos bancos no exterior! Ninguém, tirando Bill Gates e mais uma dúzia, têm essa liquidez. Todos os bilionários são industriais, banqueiros, empresários que precisam vender o diabo para botarem as mãos em US 1 bilhão. Como é que o Brasil vai sair dessa ? Talvez nunca. Os donos das maiores empresas brasileiras foram para a cadeia como se fosse a coisa mais natural do mundo! Não gritaram, espernearam, suas famílias não foram aos prantos para a rua na hora das prisões, não fizeram declarações indignadas aos jornais, enviaram cartas, ameaçaram processar todo mundo. Nada disso. Todos sabem há décadas que essas ratazanas estão sangrando o país, estão nos roubando dia e noite. Quando você vê um carro sensacional na rua pode saber: a chance do seu dono ser ladrão é de 9 em 10. 

 

 

                                  

 

 

 

 

 

 

Vejam o artigo de Krauthammer.  Como é possível que as pessoas que acreditam em Hillary, Obama, e toda essa corja liberal, possam ser tão tolas ? Os fatos estão diante de todos, fatos realmente, não invenções. Vivemos num mundo dominado pela esquerda que não se preocupa mais em dar um mínimo de veracidade às suas declarações. Tudo é contraditório, tudo carece de lógica, tudo é grotescamente mentiroso.  Quando assisto à CNN tenho nojo. Será que a elite da Humanidade foi assim, tão estúpida, durante 5 mil anos, ou é um fenômeno contemporâneo ? Neste momento, sem dúvida, o caipira do Meio-Oeste americano é mil vezes mais lúcido do que um PhD de Harvard.  Hillary, essa coisa horrorosa, uma mulher absolutamente sem caráter, oportunista, fria, uma mentirosa compulsiva, vai ganhar as eleições americanas. Os Estados Unidos são invadidos por bárbaros hispânicos, seus exércitos extraordinários ficam dentro dos quartéis e não enfrentam seus inimigos que, embora anões, parecem ser gigantes ao redor do mundo, tudo é desmoralização, tudo é “politicamente correto”, tudo virou “racismo”, cresce o controle estatal ( ou seja, o fascismo), no país que já foi absolutamente excepcional.  

 

O ARTIGO: 

 

O que está acontecendo no Iraque é culpa de Obama

A cidade de Ramade cai. O exército iraquiano foge. A grande coalisão anti-Estado Islâmico, com 60 nações, tão proclamada pela administração de Obama não está em lugar nenhum. Em vez disso, é o ministro da defesa do Irã que voa para Bagdá, uma nada sutil demonstração de quem esta no comando – enquanto a campanha aérea dos Estados Unidos se prova inútil e a estratégia dita da América para combater o Estado Islâmico está em queda livre. E fica pior.

 

Os maiores líderes dos estados do Golfo, traídos e amargurados, boicotam ostensivamente a falida Cúpula do presidente Obama em  Camp David. “Nós éramos os melhores amigos da América no mundo árabe por 50 anos“, lamenta o ex-chefe da inteligência da Arábia Saudita.    Note-se: “éramos” e não “somos”.

 

Estamos raspando o fundo do baú. Após seis anos de firme e determinada retirada de Obama do Oriente Médio, a permanência da América na região se esgotou. Mesmo assim, a pergunta incessantemente feita pelos vários candidatos presidenciáveis não é sobre esse assunto.

 

Uma pergunta hipotética retrospectiva: vocês teriam invadido o Iraque em 2003 se soubessem naquela época o que sabemos hoje?

 

Em primeiro lugar, a pergunta não é apenas hipotética, mas é uma questão hipotética por si só impossível. Ela se contradiz. Se soubéssemos que não havia armas de destruição em massa, essa mesma pergunta não teria sido levantada.  O pressuposto da Guerra – a base para ir as Nações Unidas, ao Congresso e, sem dúvida à nação – foi a posse pelo Iraque de armas de destruição em massa, violando a condição central para o cessar fogo que finalizou a primeira guerra do Golfo.  Em primeiro lugar, sem armas de destruição em massa, não há hipótese a ser respondida.

Em segundo lugar, a questão “se vocês soubessem na época” implicitamente  identifica a origem e a causa dos desastres acontecidos em 2003. Como se a queda de Ramade fosse predeterminada na época, como se o autor do atual colapso regional fosse George W. Bush.

 

O que é um contrasenso. O fato é que, no fim do mandato de Bush, a Guerra tinha sido ganha. Vocês podem argumentar que o preço daquela vitória foi muito alto. Tudo bem. Nós podemos debater sobre isso ate o fim dos tempos.

Mas o inquestionável é que foi uma vitória. Bush deixou para Obama um sucesso. Medido por quem? Por Obama. Como ele mesmo disse aos soldados em Fort Bragg em 14 de dezembro de 2011, “Nós estamos deixando para trás um Iraque soberano, estável e auto-suficiente, com um governo representativo que foi eleito por seu povo.”  Isso foi, disse o presidente, um “momento de sucesso”.

 

Sucesso que Obama levou a um total desperdício. Com a eleição de 2012 se aproximando, ele escolheu terminar com nossa presença militar no Iraque. Nós não apenas retiramos nossas forças. Nós abandonamos, destruímos ou transferimos nossos equipamentos, depósitos, instalações e bases.

 

Entregamos nossos mais valiosos bens estratégicos, tais como o controle do espaço aéreo do Iraque, que logo se tornou o canal indispensável para o Irã suprir e sustentar o regime de Assad na Síria e consolidar sua influência por todo o caminho para o Mediterrâneo.

 

E mais importante para a tomada de Ramade: nós abandonamos a vasta rede de inteligência que tão trabalhosamente construímos na província de Anbar, sem a qual nossa atual miscelânea de operações lá, torna-se cega e consequentemente fraca.

 

O atual colapso não foi predeterminado em 2003, mas em 2011. Não é o que deveria ser perguntado a Hillary Clinton?  Sabemos que vocês pensam que a invasão de 2003 foi um erro. Mas, o que me dizem do abandono de 2011? Isso não foi um erro?

 

Sra. Secretária: Quando vocês chegaram ao Governo, a Al Qaeda no Iraque tinha sido esmagada e expulsa de Anbar. O governo iraquiano tinha lutado de Basra até a cidade de Sadr e derrotado as milícias xiitas radicais representantes dos iranianos. Mas hoje, essas milícias estão de volta, uma vez mais dominando Bagdá. Sob nosso comando, desistimos de nossa posição como a influencia dominante sobre um “Iraque, soberano, estável e auto-suficiente” – perdendo esta posição gratuitamente para o Irã. Isto não foi um erro? E onde estavam vocês quando isso aconteceu?

 

O Iraque é agora um campo de batalha entre os jihadistas sunitas do Estado Islâmico e os xiitas jihadistas da República Islâmica do Irã. Não há um centro viável. Nos o abandonamos. A retirada unilateral da administração de Obama criou um vácuo para a entrada do pior dos piores.

 

E o dano foi auto-infligido. A situação atual no Iraque, fala David Petraeus, “é, antes de tudo, trágica porque não era para ter mudado dessa forma. O progresso arduamente conseguido do crescimento foi sustentado por mais de três anos.” Façam o cálculo. Foi de 2009 até 2011, os três primeiros anos de Obama. E então veio o desmantelamento. Quando? Os últimos soldados dos Estados Unidos deixaram o Iraque em 18 de dezembro de 2011.

Quer levantar perguntas hipotéticas retrospectivas? Comece nesta data.

 

TRADUÇÃO: Célia Savietto Barbosa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eu não ficaria nem um pouco surpreso que, em 2018, o PSDB e o PT marchassem juntos numa candidatura tipo FHC, vice Pimentel, ou Patrus, ou qualquer outro fdp. Do outro lado o PMDB, é claro.

 

 

 

Para  entender a Guerra Fria em pouquíssimas palavras

 

A partir de 1947, com a casa completamente arrumada, e estimulados pela espetacular vitória sobre Hitler, os comunistas russos acharam que já era hora de conquistar o mundo. Infelizmente para eles os Estados Unidos não estavam dispostos a permitir. Se não fosse por isso a tarefa teria sido facílima para Stalin e suas  500 divisões.  Para se ter uma idéia, a disparidade de forças era tão grande que provavelmente toda a Europa Ocidental se renderia sem dar um tiro.

 

Bem, já que não era possivel dessa maneira, a URSS (Moscou), resolveu:  1)  incentivar rebeliões internas entre diversos países,  principalmente nos subdesenvolvidos, aonde a probabilidade de sucesso rápido era maior 2) disputar eleições onde a conquista pelas armas fosse impossivel, e neste caso estavam nações européias e algumas outras fora do continente europeu, sendo que o Chile é um ótimo exemplo. O plano era simples na teoria:  após serem eleitos democraticamente, os comunistas dariam um fim à democracia, instalando a ditadura submissa às ordens russas.

 

Desta maneira “movimentos revolucionarios” explodiram por todo o mundo,  uma minoria tentando impor sua vontade pela força. Recebiam ordens vindas diretamente da Rússia, e qualquer partido comunista que tentasse ter vida própria era imediatamente condenado e sabotado pelo Politiburo soviético. ****

 

Alguns outros países tentaram o caminho do comunismo chinês (completamente independente do russo), mas foram poucos os que conseguiram. O Cambodja é o melhor exemplo de trágico e passageiro sucesso. A Coréia do Norte não segue a orientação de ninguém, embora dependa da China para muitos aspectos de política externa. O Vietnã é totalmente independente, e, para registro, deu uma surra monumental na China, antes que os chineses, que haviam decidido educá-lo através de uma  “ação punitiva”, percebessem que precisavam entrar com tudo ou teriam o mesmo destino dos americanos. Cuba é um lixo que sobrevive em virtude da covardia e falta de piedade dos liberais americanos, os obamas da vida.

Pois bem, evitar que os guerrilheiros, mesmo sem o apoio popular, tomassem o poder pela força; evitar que um país caísse nas mãos dos comunistas através de um trabalho de sabotagem das instituições democráticas e, evitar que governantes democraticamente eleitos levassem seus países para o comunismo, tornou-se a principal razão de ser dos militares em quase todos os países do mundo.  Explicar o porquê deste comportamento dos soldados faria o artigo ser ainda mais longo, mas podemos dizer  que  basicamente foram educados num radical anti-comunismo. Com a existência de apenas dois super-países, Estados Unidos e URSS, armados de uma maneira que tornava todos os outros inoperantes, sua função guerreira fora das fronteiras tornou-se sem sentido. A tecnologia nuclear havia chegado a um ponto extremo e o “mundo livre” precisava deles apenas ( o que era muito) na proteção de seu próprio povo contra os comunistas nativos.

 

Geralmente, mas não como regra, os generais que combatiam a subversão eram apoiados pelo governo dos Estados Unidos. Este apoio poderia ser através de armas, consultores militares e inteligência.  É mentira da esquerda que a presença militar americana esteva presente em todos os países ameaçados pelo comunismo. No Brasil, por exemplo, a pesquisa de Marco Sá Correia aponta para a operação Brother Sam, o que seria uma intervenção da marinha americana no episódio do golpe de 1964. Foi alguma coisa que nunca aconteceu, embora se a situação se complicasse imagina-se que poderia ser efetivada, quem sabe, talvez, jamais saberemos. De qualquer forma, o golpe militar de 1964 enquadra-se como um clássico no cenário da Guerra Fria.

 

No caso dos militares assumirem o poder na derrota das forças comunistas o comum era instalar-se uma ditadura, o que é mais do que natural. Não se toma o poder para entregá-lo imediatamente às forças civis que não conseguiram evitar o desastre. Desta maneira, os Estados Unidos prestavam seu apoio aos generais que se tornavam presidentes. É óbvio, de uma clareza que um menino  pode entender, que dentro do contexto da Guerra Fria, onde a URSS tentava -“em sua missão sagrada” –  ganhar o mundo comendo o  mingau pelas beiradas ( a teoria do dominó), os Estados Unidos, e mesmo os povos que viram os comunistas serem derrotados, consideravam um mal menor a incipiente ditadura de direita implantada pelos generais vencedores. Era flagrante a contradição: Os Estados Unidos,  o país mais democrático do globo, eram obrigados a apoiar regimes de exceção, até que o perigo comunista fosse extinto. Com o passar do tempo essas ditaduras perdiam o apoio do povo, e manifestações contrárias a elas se sucediam com constância cada vez maior. Entretando, o risco de uma ressureição do perigo comunista faziam com que os americanos não trocassem o certo pelo duvidoso, isto é, era melhor deixar um povo nas mãos de ditadores corruptos, ou não, violentos, ou não, do que o inferno de um país atrelado à Moscou com o consequente enfraquecimento da posição militar dos EUA no mundo. Alguns presidentes americanos, cujo melhor exemplo é Jimmy Carter, não conseguiram apreender essa realidade, e retiravam perigosamente o apoio americano aos ditadores. Agora um ponto importante :  A experiência mostrava que ditaduras de direita, com poucas exceções,  poderiam cair a curto e médio prazo,  enquanto a ditadura de esquerda, comunista, tendia a ser perpétua.

 

A partir do desenvolvimento das armas nucleares, ficou ainda mais claro para a URSS que um confronto com os Estados Unidos deveria ser  evitado a todo custo porque significaria o fim do mundo, e os comunistas russos acreditavam que a História estava a seu favor, que era uma questão de administrar o tempo com sabedoria, e no final seriam donos do planeta. Por outro lado, pelos mesmos motivos dos russos, os americanos também não queriam o confronto direto. Decidiram não permitir a expansão comunista através da conquista de um país após o outro, da forma já comentada. Na luta armada os russos forneciam munição, assessores militares, e, algumas vezes, como na guerra da Coréia, soldados- pilotos.¨  Com respeito a estes últimos, eles eram proibidos de se comunicarem em russo dentro dos seus aviões, para que não fosse provada a intervenção soviética direta.  Evitar a expansão comunista tornou-se o que os Estados Unidos chamaram de teoria da  “contenção”, ou “teoria do dominó”: cada país que caísse poderia derrubar um outro.

 

A plena intervenção americana com tropas e aviação não precisava ser escondida, pelo simples motivo de que era solicitada pelos governos ameaçados pela sublevação interna, que, como eu já disse, era minoritária e contra a vontade da população. Este é um ponto nevrálgico. A esquerda nunca aceitou que os Estados Unidos enviassem tropas para os países ameaçados. Consideravam os rebeldes comunistas como arautos populares, libertadores, quando de fato eram repudiados pela população. Em muitos casos o país era governado por um ditador, e num primeiro momento o povo poderia sentir admiração pelos comunistas, mas bastava um contato direto ( uma aldeia, uma província que era conquistada),  para que a esperança se transformasse em horror, e por pior que fosse o ditador ficava claro que ele era preferivel aos fanáticos que mostravam uma desumanidade desconhecida até então. A crueldade sempre foi uma das grandes características dos líderes comunistas. Explicar o porquê… novamente, o artigo ficaria ainda maior.

 

Com a queda do império soviético em 1990-91, tudo mudou.  As antigas, esquecidas, maravilhosas repúblicas da Europa Oriental, e muitas outras da Ásia, se libertaram, renasceram. Durante pelo menos uma década os Estados Unidos ficaram tranquilos e sozinhos como único super-poder em todo o globo. Muito poderia ter sido feito aproveitando esse momento extrordinário, não fosse o movimento anti-americano dentro dos EUA, o fascismo Democrata-Liberal. Acredito que no futuro este será um ponto a ser discutido: “A Grande Oportunidade Perdida”.

 

Bem, se nenhum outro inimigo houvesse aparecido no cenário mundial, todos esses ditadores, a maioria corruptos, impopulares,  poderiam ser substituídos através de eleições democráticas. Os Estados Unidos deixariam de ser ”  a polícia do mundo”, a maneira pejorativa (na intenção, embora corretíssima!) como a esquerda se referia aos americanos. Mas logo a realidade se mostrou não tão brilhante, embora muitas vezes melhor do que a da Guerra Fria. Na extinta Yugoslavia explodiram violentos conflitos étnicos. A Europa mostrou-se acovardada, incapaz de resolver o problema, acostumada a viver sob a proteção dos Estados Unidos . Novamente  a força militar americana foi chamada, e a Força Aérea resolveu a questão, salvando milhares de muçulmanos bósnios.

 

****  A antiga Yugoslavia ficou famosa por haver sido o primeiro país a desafiar Moscou e haver conseguido, com sucesso, instalar o seu próprio comunismo- nacionalista.  O guerrilheiro Yosip Broz Tito, que tornou-se mundialmente famoso derrotando os alemães, tornou-se o ditador. Era tão intoleravel uma Iugoslavia independente que Stalin decidiu mata-lo. Fez várias tentativas mal sucedidas. Um belo dia recebe um recado do próprio Tito: ” Deixe de ficar mandando assassinos contra mim, ou eu matarei VOCÊ”.  Sensacional, não ? Pelo sim, pelo não, Stalin achou melhor não pagar prá ver.

 

Tive o privilégio de ver o Marechal Yosip Broz Tito, em uma visita que ele fez á universidade de Brasília. O episódio é inesquecivel porque o campus era coberto de uma camada de pó vermelho, com uns 10 cm de altura, e um colega nosso, Ernani Vilela ( alô Ernani!)  passou em alta velocidade dirigindo o seu fusca pertinho de onde o Marechal se encontrava com sua comitiva. A poeira levantada foi, cataclísmica, todos ficaram imundos, e o Ernani nem parou o carro. Grande Ernani!

 

Alguns outros países tentaram o caminho do comunismo chinês (completamente independente do russo), mas foram poucos os que conseguiram. O Cambodja é o melhor exemplo de trágico e passageiro sucesso.

 

Em tempo: Mais tarde, depois da morte de Stalin (1953), e com as revelações estarrecedoras de parte dos seus crimes ( 1956),  vários partidos comunistas se tornaram mais livres, e procuraram uma certa individualidade, embora em última instância sempre fossem dependentes do dinheiro russo, o famoso “ouro de Moscou” que na época, nós, de esquerda, ridicularizávamos. Hoje sabemos que era a mais pura verdade. Entre os partidos que proclamaram sua independência o mais famoso foi o italiano, sob a liderança de  Palmiro Togliatti

 

Cansei, chega.

 

 

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“Qualquer indivíduo é mais importante que toda a Via Láctea”.

“Ainda ontem dizia o Otto Lara Resende: — “O cinema é uma maneira fácil de ser intelectual sem ler e sem pensar”. Mas não só o cinema dá uma carteirinha de intelectual profundo. Também o socialismo. Sim, o socialismo é outra maneira facílima de  parecer ser um intelectual.

“Até o século XIX] o idiota era apenas o idiota e como tal se comportava. E o primeiro a saber-se idiota era o próprio idiota. Não tinha ilusões. Julgando-se um inepto nato e hereditário, jamais se atreveu a mover uma palha, ou tirar um cadeira do lugar. Em 50, 100 ou 200 mil anos, nunca um idiota ousou questionar os valores da vida. Simplesmente, não pensava. Os “melhores” pensavam por ele, sentiam por ele, decidiam por ele. Deve-se a Marx o formidável despertar dos idiotas. Estes descobriram que são em maior número e sentiram a embriaguez da onipotência numérica. E, então, aquele sujeito que, há 500 mil anos, limitava-se a babar na gravata, passou a existir socialmente, economicamente, politicamente, culturalmente etc. houve, em toda parte, a explosão triunfal dos idiotas”.

“Outrora, os melhores pensavam pelos idiotas; hoje, os idiotas pensam pelos melhores. Criou-se uma situação realmente trágica: — ou o sujeito se submete ao idiota ou o idiota o extermina”.

“Eu amo a juventude como tal. O que eu abomino é o jovem idiota, o jovem inepto, que escreve nas paredes “É proibido proibir” e carrega cartazes de Lenin, Mao, Guevara e Fidel, autores de proibições mais brutais”.

“Com o tempo e o uso, todas as palavras se degradam. Por exemplo: — liberdade. Outrora nobilíssima, passou por todas as objeções. Os regimes mais canalhas nascem e prosperam em nome da liberdade”.

“Ah, os nossos libertários! Bem os conheço, bem os conheço. Querem a própria liberdade! A dos outros, não. Que se dane a liberdade alheia. Berram contra todos os regimes de força, mas cada qual tem no bolso a sua ditadura”.

“Como a nossa burguesia é marxista! E não só a alta burguesia. Por toda parte só esbarramos, só tropeçamos em marxistas. Um turista que por aqui passasse havia de anotar em seu caderninho: — ‘O Brasil tem 100 milhões de marxistas'”.

“Hoje, o não-marxista sente-se marginalizado, uma espécie de leproso político, ideológico, cultural etc etc. Só um herói, ou um santo, ou um louco, ousaria confessar publicamente: — “Meus senhores e minhas senhoras, eu não sou marxista, nunca fui marxista. E mais: — considero os marxistas de minhas relações uns débeis mentais de babar na gravata”.

“No Brasil, o marxismo adquiriu uma forma difusa, volatizada, atmosférica. É se marxista sem estudar, sem pensar, sem ler, sem escrever, apenas respirando”.

“Marx roubou-nos a vida eterna, a minha e a do Otto Lara Resende. Pois exigimos que ele nos devolva a nossa alma imortal”.

“As cartas de Marx mostram que ele era imperialista, colonialista, racista, genocida, que queria a destruição dos povos miseráveis e “sem história”, os quais chama de “piolhentos”, de “anões”, de “suínos” e que não mereciam existir. Esse é o Marx de verdade, não o da nossa fantasia, não o do nosso delírio, mas o sem retoque, o Marx tragicamente autêntico”.

“O mundo é a casa errada do homem. Um simples resfriado que a gente tem, um golpe de ar, provam que o mundo é um péssimo anfitrião. O mundo não quer nada com o homem, daí as chuvas, o calor, as enchentes e toda sorte de problemas que o homem encontra para a sua acomodação, que aliás, nunca se verificou. O homem deveria ter nascido no Paraíso”.

“Nas velhas gerações, o brasileiro tinha sempre um soneto no bolso. Mas os tempos parnasianos já passaram. Hoje, ferozmente politizado, ele tem sempre à mão um comício”.

“Entre o psicanalista e o doente, o mais perigoso é o psicanalista”.

“É preciso ir ao fundo do ser humano. Ele tem uma face linda e outra hedionda. O ser humano só se salvará se, ao passar a mão no rosto, reconhecer a própria hediondez”.

“A Rússia, a China e Cuba são nações que assassinaram todas as liberdades, todos os direitos humanos, que desumanizaram o homem e o transformaram no anti-homem, na antipessoa. A história socialista é um gigantesco mural de sangue e excremento”.

“Tão parecidos, Stalin e Hitler, tão gêmeos, tão construídos de ódio. Ninguém mais Stalin do que Hitler, ninguém mais Hitler do que Stalin”.

“Vocês se lembram da fotografia de Stalin e Ribbentropp assinando o pacto nazi-comunista. Ninguém pode esquecer o riso recíproco e obsceno. Se faltou alguém em Nuremberg — foi Stalin”.

“Havia, aqui, por toda parte, “amantes espirituais de Stalin”. Eram jornalistas, intelectuais, poetas, romancistas. Outros punham nas paredes retratos de Stalin. Era uma pederastia idealizada, utópica e fotográfica”.

“Sou um pobre nato e, repito, um pobre vocacional. Ainda hoje o luxo, a ostentação, a jóia, me confundem e me ofendem”.

“Hoje, o sujeito prefere que lhe xinguem a mãe e não o chamem de reacionário”.

“Em muitos casos, a raiva contra o subdesenvolvimento é profissional. Uns morrem de fome, outros vivem dela, com generosa abundância”.

“O povo é um débil mental. Digo isso sem nenhuma crueldade. Foi sempre assim e assim será, eternamente”.

“O marido não deve ser o último a saber. O marido não deve saber nunca.”

“Dinheiro compra tudo. Até amor verdadeiro.”

“O Brasil é um elefante geográfico. Falta-lhe, porém, um rajá, isto é, um líder que o monte”.

“Toda oração é linda. Duas mãos postas são sempre tocantes, ainda que rezem pelo vampiro de Dusseldorf”.

“O grande acontecimento do século foi a ascensão espantosa e fulminante do idiota”.

“Hoje, a reportagem de polícia está mais árida do que uma paisagem lunar. O repórter mente pouco, mente cada vez menos”.

“Daqui a duzentos anos os historiadores vão chamar este final de século de “a mais cínica das épocas”. O cinismo escorre por toda parte, como a água das paredes infiltradas”.

“O socialismo ficará como um pesadelo humorístico da História”.

“Subdesenvolvimento não se improvisa. É obra de séculos”.

“As grandes convivências estão a um milímetro do tédio”.

“Todas as vaias são boas, inclusive as más”.

“O presidente que deixa o poder passa a ser, automaticamente, um chato”.

“Não gosto de minha voz. Eu a tenho sob protesto. Há, entre mim e minha voz, uma incompatibilidade irreversível”.

“O adulto não existe. O homem é um menino perene”.

“Em futebol, o pior cego é o que só vê a bola. A mais sórdida pelada é de uma complexidade shakespeariana. Às vezes, num córner bem ou mal batido, há um toque evidentíssimo do sobrenatural”.

“A coisa é a seguinte: escrever para mim, muito mais do que uma decisão profissional, é um destino. Escrever é o meu destino! Não é um caso de opção. Eu só tinha esta opção, uma vez que nasci assim”.

“Eu não sou ninguém para dizer certas coisas, mas o bom no brasileiro é que ele, sem saber de nada, diz coisas horrendas”.

“O brasileiro é um sujeito que gosta de fazer farra, é um desses que, em pleno velório, põe a mão na viúva”.

“O que atrapalha o brasileiro é o próprio brasileiro. Que Brasil formidável seria o Brasil se o brasileiro gostasse do brasileiro”.

“O carioca é esse sujeito fascinante só na base dos defeitos que tem”.

“Diga-se de passagem que eu considero o brasileiro o maior sujeito do mundo. O europeu já está esgotado. O europeu tem na casa dele pires de mil anos. Escadas de mil anos. Tudo é velho pra burro. Já com o brasileiro é inteiramente diferente”.

“É trágica a falta de imaginação da paisagem no país desenvolvido. O desenvolvimento é burro, ao passo que o subdesenvolvimento pode tentar um livre, desesperado, exclusivo projeto de vida”.

“Tudo passa, menos a adúltera. Nos botecos e nos velórios, na esquina e nas farmácias, há sempre alguém falando nas senhoras que traem. O amor bem-sucedido não interessa a ninguém”.

“Nós, da imprensa, somos uns criminosos do adjetivo. Com a mais eufórica das irresponsabilidades, chamamos de “ilustre”, de “insigne”, de “formidável”, qualquer borra-botas”.

“As entrevistas das estagiárias têm uma virtude rara: nunca saem”.

“A grande vaia é mil vezes mais forte, mais poderosa, mais nobre do que a grande apoteose. Os admiradores corrompem”.

“O brasileiro não está preparado para ser “o maior do mundo” em coisa nenhuma. Ser “o maior do mundo” em qualquer coisa, mesmo em cuspe à distância, implica uma grave, pesada e sufocante responsabilidade.

“Há na aeromoça a nostalgia de quem vai morrer cedo. Reparem como vê as coisas com a doçura de um último olhar”.

“Ou a mulher é fria ou morde. Sem dentada não há amor possível”.

“O homem não nasceu para ser grande. Um mínimo de grandeza já o desumaniza. Por exemplo: — um ministro. Não é nada, dirão. Mas o fato de ser ministro já o empalha. É como se ele tivesse algodão por dentro, e não entranhas vivas”.

“Está se deteriorando a bondade brasileira. De quinze em quinze minutos, aumenta o desgaste da nossa delicadeza”.

“O boteco é ressoante como uma concha marinha. Todas as vozes brasileiras passam por ele”.

“O jovem tem todos os defeitos do adulto e mais um: — o da imaturidade”.

“A mais tola das virtudes é a idade. Que significa ter quinze, dezessete, dezoito ou vinte anos? Há pulhas, há imbecis, há santos, há gênios de todas as idades”.

“Em nosso século, o “grande homem” pode ser, ao mesmo tempo, uma boa besta”.

“O artista tem que ser gênio para alguns e imbecil para outros. Se puder ser imbecil para todos, melhor ainda”.

“Acho a velocidade um prazer de cretinos. Ainda conservo o deleite dos bondes que não chegam nunca”.

“Sem sorte, não se chupa nem um chica-bom. Você pode engasgar com o palito ou ser atropelado pela carrocinha”.

“Só acredito nas pessoas que ainda se ruborizam”.

“O rico e o pobre são duas pessoas. O soldado protege os dois. O operário trabalha pelos três. O cidadão paga pelos quatro. O vagabundo come pelos cinco. O advogado rouba os seis. O juiz condena os sete. O médico mata os oito. O coveiro enterra os nove. O diabo leva os dez. E a mulher engana os onze.”

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 Political Cartoons by Glenn McCoy

 

 

 

Political Cartoons by Gary McCoy

 

 

23 junho, 2015 às 02:09

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Categoria: Artigos

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