Sacrilégio no Marco Zero – ( Charles Krauthammer)- uma maldita mesquita ao lado de onde estiveram as torres em Nyorque (5 charges)

(* Discurso feito por Obama em 11 de agosto de 2010, na ocasião do início do Ramadan, os dias sagrados dos muçulmanos)

 

Sacrilégio no Marco Zero –Por Charles Krauthammer

Sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Um lugar se torna sagrado pela extensa crença de que ele foi visitado pelo milagroso ou pelo transcendental (Lourdes, Monte Moriá*), pela presença, uma vez lá, de grande nobreza e sacrifício (Gettysburg), ou pelo sangue de mártires e o sofrimento indescritível de inocentes (Auschwitz).

*Monte Moriá: sítio religioso na parte velha de Jerusalém.

Quando nos referimos ao Marco Zero como um lugar sagrado, o que queremos dizer é que ele pertence àqueles que sofreram e morreram lá – e esta propriedade obriga os vivos a preservar a dignidade e a memória do lugar nunca permitindo que ele seja esquecido, trivializado ou indevidamente apropriado.

É por isso que a proposta da Disney em 1993 de construir um parque temático sobre a história  americana perto de Manassas Battlefield**foi derrotada por uma grande coalizão que temia a vulgarização da Guerra Civil (e foram mais sábios do que eu – na época eu, obtusamente, via pouco prejuízo no empreendimento). É por isso também que a torre panorâmica comercial construida justamente no limite de Gettysburg foi demolida pelo Serviço de Parques. É por isso que a idéia de comportar centros culturais japoneses em Pearl Harbor seria ofensiva, embora ninguém seja contra um centro cultural japonês.

**Manassas Battlefield: em Manassas, Virginia, sítio das duas maiores batalhas da Guerra Civil Americana.

E é ainda por isso que o papa João Paulo II ordenou que as freiras carmelitas deixassem o convento que tinham estabelecido em Auschwitz. Ele não estava de jeito nenhum desvalorizando a sinceridade da missão, de rezar pelas almas dos mortos. Ele estava ensinando a elas uma lição de respeito: Esse não é o lugar de vocês; ele pertence a outros. Por mais pura que seja sua expressão, é melhor deixar que o silêncio reine.

Até o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, que denunciou os oponentes à proposta de construção da mesquita e centro islâmico de 15 andares perto do Marco Zero, de ignorar a liberdade religiosa, pediu aos organizadores da mesquita “que fossem especialmente sensíveis à situação”. Todavia, como o colunista Rich Lowry explicitamente comentou, o governo não tem que dizer às igrejas como conduzir seus negócios, influenciar suas mensagens ou mostrar “sensibilidade especial” a ninguém sobre nada. Bloomberg estava assim inadvertidamente cedendo à reivindicação daqueles que ele condena por se oporem a mesquita, ou seja, que o Marco Zero é sem dúvida diferente de qualquer outro lugar e consequentemente, critérios próprios governam o que pode ser feito lá.

A insinuação de Bloomberg é clara: Se a mesquita proposta fosse controlada por radicais islâmicos insensíveis, ou se desculpando ou celebrando o 11 de setembro, ele não apoiaria a sua construção.

Mas então, por que não? Pelo ponto de vista amplo do prefeito sobre liberdade religiosa, com que direito ditamos a mensagem de qualquer mesquita? Além do mais, do ponto de vista prático, não há garantia de que isso não poderia acontecer no futuro. Instituições religiosas nesse país são autônomas. Quem saberá se a mesquita não irá um dia, acolher um Anwar al-Aulaqi – mentor espiritual do atirador em Forte Hood, e do homem da bomba no Natal, e antigo imã da mesquita de Virginia, que era frequentada por dois dos terroristas do 11 de setembro?

Um Aulaqi rezando na Virginia é um problema de segurança. Um Aulaqi rezando no Marco Zero é um sacrilégio. Ou iria então o prefeito intervir – violando a mesma Primeira Emenda que ele grandiosamente finge proteger contra os opositores da mesquita – e aplicar um veto ao clero da mesquita?

A localização importa. Especialmente essa localização. O Marco Zero é o sitio do maior assassinato em massa da história americana – perpetrado por mulçumanos de uma ortodoxia islâmica particular pela qual eles morreram e em nome da qual eles mataram.

É claro que esta ‘cepa’ representa só uma minoria dos muçulmanos. O Islã não é mais intrinsecamente islâmista do que a Alemanha de hoje é nazista – mas apesar da inocência contemporânea da Alemanha, nenhum alemão de boa vontade pensaria em propor um centro de cultura germânica em, digamos, Treblinka.

Isso  faz você querer saber da boa vontade  por trás da proposta do imã Feisal Abdul Rauf***. Ele é um homem que chamou a política dos Estados Unidos de “um acessório para o crime” de 11 de setembro, e quando recentemente perguntado se o Hamas é uma organização terrorista, ele respondeu, “Eu não sou um político… O terrorismo é uma questão muito complexa”.

*** Trata-se do lider muçulmano que deseja constuir a mesquita no Marco Zero

 

A América é um país livre onde você pode construir o que quiser – mas não em qualquer lugar. É por isso que temos leis de ocupação do solo. Nenhuma loja de bebidas perto de escolas, nenhum centro de nudismo onde ele possa ofender as sensibilidades locais, e se sua casa não obedece aos códigos arquiteturais da comunidade, você absolutamente não pode construir.

Essas restrições são por questões estéticas. Outras são por razões mais profundas de decência e respeito pelo sagrado. Nenhuma torre comercial em Gettysburg, nenhum convento em Auschwitz – e nenhuma mesquita no Marco Zero.

Construam essa mesquita em qualquer lugar menos lá.

O governador de Nova York ofereceu-se para ajudá-los a achar um terreno para que a mesquita seja construída em outro lugar. Se for uma mesquita que realmente esteja procurando construir caminhos e laços, que é a ostensiva expectativa de Rauf para o prédio, a oferta poderia ser aceita.

comentário do blog: Krauthammer está muito contido. É uma maluquice, um acinte, deixar que se construa uma mesquita nesse lugar. E ainda temos o lider muçulmano que deu declarações terriveis sobre a suposta responsabilidade americana no atentado. Feidel está mais para terrorista do que para religioso bonzinho. Aliás, é sempre assim. E os Liberais, como sempre, apoiando tudo que não presta no mundo. ” SALVUM EST SI ROMA PERIT”? Se os Estados Unidos perecem, o que se salva ?


26 agosto, 2010 às 00:13

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Categoria: Artigos

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