1) Um tremendo insulto aos militares vai passar em branco; 2) Bolsonaro

 

É sempre bom ouvir o Bolsonaro, mas ele se engana no seguinte: Terroristas do passado, sequestradores, assassinos em nome de alguma causa, podem assumir a presidência de um país. É normal. Exemplo: Nelson Mandela. Mas, o ponto em que Bolsonaro tem toda a razão, é que na apuração do que aconteceu, tendo-se uma anistia bilateral, uma comissão precisa ser constituída por integrantes dos dois lados, ou torna-se uma farsa ridícula. E Dilma, que roubou, assaltou, matou (?), sequestrou, não pode ,ela mesma, nomear os 7 integrantes da Comissão da Verdade. É absurdo. É um escárnio. Mas, com um Congresso cujos integrantes na sua imensa maioria só pensam em arrumar um jeito de roubar, esse assunto não tem a menor importância. Teria, se os militares fossem fortes, como no passado, e deixassem claro que não concordariam em serem enxovalhados por causa de uma minoria ínfima que na repressão passou dos limites. E vamos deixar de mentiras: Essa ditadura brasileira foi a mais light que a América Latina já conheceu. Podia-se quase tudo em termos de crítica aos que estavam no poder.

Aqueles que se interessarem podem clicar em cima do título dos meus artigos para melhor informação:  

Crimes contra o Estado ;   Meu encontro com o presidente Castello Branco;   Quem será o heroi que vai dizer que o golpe de 1064 foi necessário? ( ou, como serão os militares, hoje ?)

Por último: O embaixador brasileiro citado por Bolsonaro, Sérgio Vieira de Melo, foi o responsavel pela sua morte e pela morte de muitos outros funcionários da ONU, em Bagdad. Sérgio, um anti-americano fanático, bem itamaratyano, dispensou a proteção das tropas americanas que guardavam o edifício. Provavelmente não aguentava ver os soldados do país que odiava. Bem, sem a proteção os terroristas explodiram o prédio com um carro bomba que avançou e não encontrou mais as barreiras de concreto para impedi-lo. A imprensa brasileira escondeu o fato e ele foi glorificado.

 

COLUNA DE DORA KRAMER – O Estado de S.Paulo – 9 DE MARÇO

                                      NÃO É FORÇA, É JEITO

Falta de aviso não foi. Mas, pela maneira como o governo federal atua para tentar conter a onda de contrariedades que há um ano se avolumam em sua base partidária, a presidente Dilma Rousseff e companhia ainda não captaram a essência da mensagem. Basta ver que na quarta-feira, exatamente na hora em que no Senado o PMDB dava consequência prática ao protesto assinado por 70% da bancada na Câmara, rejeitando uma indicação da presidente para a Agência Nacional de Transportes Terrestres, Dilma discutia a liberação de verbas para acalmar a tropa.

Vamos trocar   “JEITO ” por “jeitinho” Fica melhor, em vista do final do parágrafo, essa frase desmoralizante para as Forças Armadas. A colunista passa assim, de passagem, com essa gravíssima abordagem da crise militar. “…para ACALMAR a tropa” É extremamente ofensivo. Digamos, para acalmar a boiada. Melhor ? A tropa se acalma, ou se vende, numa questão gravíssima que afeta a honra dos militares pela simples ” liberação de verbas” . Que verbas ? Se for a verba para aumento de salário seria caso de processo. Se for verba para rearmamento também não deixa de ser ofensivo. Acho que algum general deveria perguntar para a articulista o que ela quis dizer, pedindo a publicação da carta em sua coluna. Se as Forças Armadas se respeitam essas coisas não podem passar em branco. Alguns limites se impõem. Essa coluna é das mais divulgadas em todo o País.

Bem, se por acaso os Manifestos foram apenas fogo de palha e o conformismo e o jogar a toalha são as verdadeiras Forças Armadas, então até logo, vamos seguir em frente, com o Lula já se lançando como candidato para fechar o círculo de mais 8 anos e conviveremos até o fim com a cafajestagem, a cafonice, o mau gosto, o grotesco. 

 

Em tempo:  Novamente no Senado americano o problema de Guantânamo. Senadora republicana inquirindo general de 4 estrelas é informada que 28% dos selvagens detidos naquela prisão voltaram ao combate depois de libertados. Dois deles são líderes no Yemen e no Afeganistão. Tá bom ?  

 

 

9 março, 2012 às 00:09

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Categoria: Artigos

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