Vargas Llosa – o inteligente sem lucidez, a TV Al Jazira elogiada, os imigrantes muçulmanos querem sair da Europa e voltar para seus países de origem (!!!)

As demonstrações populares no Egito trouxeram outra vez a exaltação à juventude. Vargas Llosa, e um monte de articulistas liberais, fazem o culto do “os jovens estão sempre certos.” Nelson Rodrigues dizia que os jovens possuem todos os defeitos dos velhos, sem a experiência desses.  Eu acho que ser jovem garante impunidade para fazer burrices. Tudo isso a propósito do que aconteceu no Egito. Llosa e os idiotas articulistas do NYTimes insistem em que a chancela da juventude que ocupou as ruas do Cairo é garantia de que o futuro do Egito passa longe de ser dominado pelo maldito islamismo radical. Ó insensatos! Em 1979, no Iran dizia-se a mesma coisa. Os jovens foram para as ruas, queriam a derrubada da ditadura do Xá, aliado incondicional dos USA, e Jimmy Carter logo achou que o país iria se transformar numa democracia, esfregou as mãos de contente, e o que vimos está aí, um monstrengo que regrediu para a Idade Média, um lugar onde se enterram as mulheres até a cintura e as apedrejam (com pedras pequenas) até a morte. Vargas Llosa diz : ” Precisaríamos ser cegos, ou preconceituosos para não perceber que o motor secreto desse movimento é um instinto de liberdade e de modernização”. Obrigado, grande Vargas Llosa, está nos iluminando o caminho que se mostrava nebuloso e enigmático. Muito bem, deve ser isso mesmo, mas de uma hora para a outra vamos para eleições livres, e ganham os mais organizados, os mais aguerridos, ou seja, a Irmandade Muçulmana, e toda essa conversa fiada sobre  liberdade vai para o beleléu.  O Egito passa a depender do Exército para não se transformar em outro Iran, e daí entramos em nova ditadura, os colunistas vão berrar que as eleições precisam ser respeitadas. Lembram-se do Hammas ganhando honestamente na Palestina ? É isso. O que vai acontecer no Egito eu não sei, mas o irritante é a mídia insistir em que a Irmandade Muçulmana não é um perigo real.

Um outro articulista harvardiano Stephen M.Walt, analisando quem perdeu e quem ganhou na revolução egípcia, escreve sobre a “vitoriosa” emissora de TV Al Jazira : ” Com cobertura 24 horas de causar vergonha a boa parte da mídia ocidental… Sua capacidade de transmitir aquelas imagens por todo o mundo árabe… a Al Jazira pode ter se destacado como uma força revolucionária ainda mais potente”.. blá, blá, blá. Alguém precisa contar ao luminar que a Al Jazira transmite em árabe, seus repórteres falam árabe, ela está situada no Oriente Médio, e… é realmente preciso dizer mais alguma coisa ? Não há como comparar sua capacidade de se integrar em um tipo de reportagem que tem tudo, absolutamente tudo a ver com ela, com o que pode ser feito pelas mal vistas emissoras ocidentais. Essas têm seus repórteres estuprados como foi o caso da linda loura de olhos azuis, Lara Logan, da CBS. Lara, evidentemente não falava árabe, não sabia como pedir socorro, e tudo o que se pode imaginar. E esse artigo idiota mereceu uma página inteira do Estadão no domingo, 20 de fevereiro! Uma professora do curso primário mostraria para seu pequeno aluno que elogiar a Al Jazira nessa circunstância não é justo, não é inteligente. 

Em outro artigo, de Timothy Garton Ash (colunista e escritor), o Estadão colocou o título : “Árabes da Europa querem retornar” e como sub-título : ” Mudanças em suas terras natais os estimulam a voltar, apesar de gostarem da vida que levam em solo europeu”. Pelo amor de Deus! Querem mesmo retornar ? Se fosse verdade haveria festa dia e noite em todos os países europeus que não suportam mais esse muçulmanos que transformaram o continente na Eurábia. Reparem nessa pérola: apesar de gostarem da vida que levam em solo europeu“.Nossa, então a terra natal deles deve ser um paraíso! É dureza aguentar tanta burrice.

Quase simultâneamente foram para a televisão o presidente Sarkozy, a chanceler Angela Merkel, e o primeiro-ministro David Cameron, isto é, as vozes da  França, Alemanha, e Inglaterra, para declararem abertamente, claramente, com todas as letras, que o multiculturalismo, a bandeira liberal europeia com respeito aos imigrantes muçulmanos faliu, não existe, é uma bobagem. Multiculturalismo na verdade representa a não assimilação, representa o estado muçulmano dentro dos diversos países da Europa. Os sinônimos para essa palavra são : a proliferação como ratos, a violência, o totalitarismo dentro de países democráticos, a perseguição à mulher, o apoio ao terrorismo, e assim por diante. Acima de tudo: o desejo de dominação do Islã sobre o Ocidente.

Quem acredita em jornal é maluco.

 

20 fevereiro, 2011 às 18:51

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Categoria: Artigos

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