Yoani foi dormir. Nós fomos jantar, tomando vinho e falando abobrinhas

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Está faltando raça, coragem, na imprensa brasileira.  Yoani Sanchez, a blogueira cubana mundialmente famosa, várias vezes premiada, considerada uma das cem pessoas mais influentes do mundo pela revista Time, foi proibida de sair de Cuba para  assistir ao lançamento do seu livro, no Brasil . E fica tudo por isso mesmo ? Nenhum editorial forte, violento, daqueles que realmente atingem um governo? Ninguém com vontade de redigi-lo ? Saudades do Carlos Lacerda. E que falta faz o Paulo Francis! Também todos dependem da publicidade da corrupta Petrobras e o seu ninho de ladrões, o fundo de pensão Petrus, e da publicidade do Banco do Brasil e seu ninho de ladrões, o fundo de pensão Previ. Fernando Henrique precisa é convocar a imprensa para deitar falação, e não apenas mandar uma cartinha para o governo, ou embaixada cubana. (Provavelmente deve fantasiar prestígio com Fidel)  A oposição no Congresso tem mais é que retaliar, porque é um desaforo não deixarem a moça sair daquela prisão horrorosa e o nosso presidente ser aliado de Fidel. Que tal um revezamento no microfone, obstruir a pauta de votações, não dar quorum ? Já devem ter se esquecido que existem essas técnicas.

Nesse episódio o nosso Querido Lider é cúmplice fichado e de paradeiro conhecido Deve ter gritado:  “Essa porta-voz das elites não vem!”  Ele gosta é de mandar de volta os boxeadores que tentam fugir de Cuba.

Estamos com um “novo Lula”, que já é o terceiro. Esse último se aliou à corja de neo-ditadores latino-americanos,  apoia genocidas pelo mundo afora ( Sudão, Coréia do Norte e muitos outros), apoia terroristas (sim, porque apoiar o Iran é apoiar terroristas, ou vocês não sabiam?) interfere descaradamente em Honduras, revive aquele antiquéssimo anti-americanismo quando protesta contra as bases na Colômbia e pede explicações aos Estados Unidos pela reativação da 4a.Frota Americana, insinuando que o seu objetivo é roubar o nosso petróleo. Ficou muito poderoso, o nosso ex-metalúrgico. Por causa da sua radicalização é que a vinda de Yoani passou a ter tanto significado.  Ela não vir ao Brasil é uma vitória do nosso governo, não somente uma proibição dos canalhas cubanos.  Não havermos vencido os petistas, e trazido a Yoani, foi uma oportunidade perdida para aumentar nossa combatividade, fazermos justiça, mostrarmos  aos outros países que não concordamos com o que anda acontecendo por aqui, que existimos como oposição a Lula, Fidel, Chavez e camarilha. Mas, talvez estejamos desanimados e cansados de apanhar do Lula, cuja sorte parece não ter fim. Quinze dias após ter ganho as Olimpíadas o helicóptero é abatido!  Mas, pelo menos, ele não é o dono do exército, graças a Deus! Não somos a Venezuela. Os formadores de opinião, com poucas e honrosas exceções, ainda não se deram conta de que não podem viver de meias palavras em suas críticas a esse semi-analfabeto que, escorado na sua espantosa popularidade, está fazendo e acontecendo com esse país, onde o exemplo maior de baderna são seus aliados  e amigos pessoais, os bandidos do MST. Aliás, uma popularidade que depõe contra o povo brasileiro, como disse muito bem o Senador Jefferson Perez na ocasião em que o espertalhão ia ser reeleito. Perez, cheio de indignação, declarou: “ O povo brasileiro é igual ou pior do que os políticos. Não se diga que as pessoas não estão informadas (mensalão) . Elas sabem de tudo, e mesmo assim vão votar no Lula. Por mim podem votar até no Fernandinho Beira-Mar!”

O Supremo Tribunal vai ficar problemático se a Dilma ganhar. Serão, no mínimo, doze anos de indicações do PT. Ainda teremos o mais importante,  o Exército. Mas, se ficarmos inertes, corremos um risco, que por menor que seja, deve ser mencionado. Os nossos militares podem acabar virando esquerdistas, igual ao Itamaraty, porque talvez – eu digo TALVEZ –  já exista uma conspiração em marcha, que começou com o rearmamento das Forças Armadas. Essa cambada de esquerda pode perfeitamente seduzir os militares através das compras de armas que eles desejam, aumentar seus salários, e depois mudar os professores nas escolas militares. Após dez anos, tenentes e capitães- não petistas- serão excecões. Como é que eu sei ? Ora, porque nos meus tempos de estudante, quando fui assessor do ministro da Educação representando a UNE, e coordenador regional da AP (Ação Popular), eu propus exatamente isso. Que Jango começasse por mudar os professores de Agulhas Negras, Campo dos Afonsos, Escola Naval, e depois aumentasse os salários dos militares, além de dar as armas que eles pediam. Juscelino comprou o porta-aviões Minas Gerais pagando uma fortuna, um dinheiro que o Brasil não tinha, unicamente para agradar os militares, que agitavam os quarteis. Ele disse: “Se o preço da democracia é comprar o porta-aviões eu faço esse sacrifício”.

O que mais perturba é que a vinda de Yoani só dependia da vontade do Lula. No atual relacionamento Brasil-Cuba, ou melhor, em vista da importância do Brasil para a esquerda na América Latina, um pedido de Lula para Fidel seria alguma coisa importantíssima, quase uma ordem: “precisa ser feito”. Muito improvável que fosse negado. O nosso esperto presidente posaria de independente, de libertário. Mas aí é que reside o problema. Ele não está precisando de nada que exija algum sacrifício de sua parte. Com 80% de aprovação só faz o que gosta. Por isso não telefonou para Fidel. E deve ter sido advertido pela dupla Amorim e Samuca, os palhaços sinistros do Itamaraty, de que a vinda da moça prejudicaria a sua imagem junto aos novos ditadores latino-americanos. Os dois diplomatas estão trabalhando muito na disputa entre Lula e Chavez pela liderança dessa turma. E quando lhe explicaram quem é a Yoani, ele deve ter cuspido no melhor tapete do palácio.

O Plenário do Senado Federal não tirou uma posição oficial a respeito da vinda da Yoani. Eu me enganei na pequena nota no último artigo. (Fui na onda de pessoas que não apuram o que publicam) . Houve manifestação favoravel de alguns senadores, entre eles,  Eduardo Suplicy, Marconi Perillo e Demóstenes Torres.  Foram atos isolados, e o Executivo não tomou conhecimento.

E temos a figura de uma mulher.  E o seu blog recebe 4 milhões de cliques por mês! Mas será que ninguém nesse país tem vergonha?  Quer dizer que a moça não veio, Lula não teve nenhum problema, e assunto encerrado. Fez-se um debate no lançamento do seu livro, o que foi bom, mas certamente insuficiente para o tamanho da violência. Violência do Lula. Não era apenas de debate que se precisava,  mas de disposição para manifestos, abaixo-assinados, comícios,uma oposição parlamentar revezando-se no microfone, infernizando o governo, retirando-se do plenário. Tudo isso por causa da Yoani? Essa fúria toda? Sim, exatamente. Há muito tempo que não vejo nada tão emblemático, já que nos acostumamos até aos saques e invasões do MST. Foi uma causa muito mal aproveitada.

Pensem um pouco, que se a Dilma ganhar, e o Lula voltar em 2014,  nós poderemos repetir a Venezuela. Por que não ? Desgraça só acontece com os outros ? Não podemos nos comportar “com o otimismo dos dois porquinhos imprudentes”. Honduras está lutando até o desespero para escapar dessa e, vejam, os Estados Unidos, até ontem, se posicionaram ao lado dos que desejam a ditadura. Tudo pode acontecer. E, meus amigos, quando os tanques vierem para a rua, não os tanques de hoje, os tanques de alguns anos a frente, todos nós vamos ficar desesperados, do mesmo jeito que os venezuelanos.

Eu estava na residência do embaixador brasileiro, em Pequim, no momento em que Lula se preparava para assumir a presidência, pela primeira vez.  Além dos diplomatas, estavam presentes o adido militar do exército e mais alguns convidados. Fazendo uma brincadeira, eu disse muito sério para o adido, que estava do outro lado, bem na minha frente: “Coronel, nós confiamos nos senhores nesse momento tão importante, tão grave para a nacionalidade. Confiamos nos senhores para a defesa da nossa Constituição!” Espanto geral. O embaixador,  muito bem humorado, achou graça, e o coronel, de início tenso, levantou-se , apertou a minha mão, e entrou na brincadeira: “Pode ficar certo que estaremos atentos”. Risos de alívio, e descontração para todos. A embaixatriz, que estava entrando naquele exato momento para dizer que o jantar estava servido, pegou no ar as minhas palavras, deu meia volta, e sumiu apavorada. Pois é isso.Temos que manter contato com os militares, de todas as maneiras que pudermos.  A Escola Superior de Guerra foi convidada para o lançamento do livro da Yoani ? O Clube Militar ? O Clube Naval?  Pois é. Eles precisam saber que nós os respeitamos, que nós queremos ouvi-los, desejamos compartilhar idéias. Não podemos deixa-los isolados nos quarteis. Não é educado, e carece de bom senso. Lembrem-se de que para eles “o soldado é o requinte do cidadão”. E, de fato, na teoria o soldado existe para proteger os mais fracos. Essa é a sua missão. Não vamos menospreza-los. E também não vamos permitir que possam vir a ser enganados pelos que chegaram ao poder pelo voto e pretendem acabar com ele.

Deixamos passar um momento precioso com a Yoani. Um momento de afirmação. Não queremos que o presidente da república ponha seus planos, suas amizades comunistas, acima das liberdades que prezamos. Fernando Henrique também é culpado. Leiam o meu artigo “Cuba, a última esperança”, que trata da próxima morte de Fidel. Nele eu falo no abraço apertado, suspiro dobrado, dado por FH em Fidel, na ONU. Absolutamente fora de propósito, a não ser para o próprio Fernando Henrique, que se colocou acima do Estado que representava.

Quinta- feira de noite Yoani ficou pensando no lançamento do seu livro e no quanto seria bom estar tomando champagne e jantando conosco, em algum lugar do lindo Rio de Janeiro. Então, ela saiu do computador e foi para seu quarto dormir. Que bando de mariquinhas nós somos! Alguém se levantou para dizer que eu estou errado?

Yoani002

2 novembro, 2009 às 19:42

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Categoria: Artigos

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