janeiro 27, 2012

O Iran quer conversar (?!) ; Juízes honestos; Petrobrás; outros tópicos

- 07:56


Img 27 01 2012 002 O Iran quer conversar (?!) ; Juízes honestos; Petrobrás; outros tópicosImg 27 01 2012 003 O Iran quer conversar (?!) ; Juízes honestos; Petrobrás; outros tópicos

 O tempo vai passando e  Obama não acorda enquanto o telefone grita, ALARME!. IRAN!! BOMBA ATÔMICA!!!”

 

O Irã está pronto para negociar sobre sanções, diz Ahmadinejad” – É mesmo ?  Quantas vezes já ouvimos isso para depois o maluco se levantar da mesa e deixar todo mundo falando sozinho? ( e o esperto conseguiu ganhar mais e mais tempo).  Desta vez ele ainda completou a frase: “Mas, continuaremos com nosso programa nuclear”. 

Estamos sendo tratados como crianças retardadas. Mas Israel está em outro patamar de reflexão, por isso irrita Obambi e até Sarkozy. Para os outros países o Iran com a bomba é uma tremenda confusão, uma catastrófica proliferação das armas nucleares e outros grandes problemas no Oriente Médio, mas nunca uma questão de ver 10%, 20% de sua população morta, um país ameaçado de extinção, mesmo que lute com todas as bombas que fazem parte do seu arsenal. O Iran tem 80 milhões de habitantes, é um país enorme, o décimo sexto do mundo em tamanho, com 1.700.000 quilômetros quadrados. Israel tem 5, 5 milhões de judeus e , pasmem, 20.000 quilômetros quadrados. Deve ser do tamanho de Nova Iguaçu. Sarkozy pode dizer para Obama que Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, é um mentiroso, Obama pode responder: ” E eu, que tenho que aguentar ele toda hora?”. É facil para os dois. Imagino quando a humilhante notícia chegou até Netanyahu. Deve ter reforçado sua convicção de que não pode esperar muita coisa do molequinho que desce saltitante dos aviões abanando as mãozinhas – a não ser que ele seja tremendamente pressionado pelo povo americano. Deve ter ampliado a hipótese de que talvez precise atacar sozinho e esperar a reação americana a posteriori.  E já pensaram se essa gravação ( Sarkozy e Obama não sabiam que os microfones estavam abertos), fosse com Bush ? O mundo viria abaixo. Editoriais de todos os jornais no mundo, inclusive no Bananão: Caipira desastrado, imbecil, etc. Mas… foi  Obama, portanto apenas uma pequena curiosidade.

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Revendo o filme The Witches of Eastwick ,  “As Feiticeiras de Eastwick”,  fiquei com a impressão de que todos os homens do mundo ( talvez com exceção do Papa) gostariam de ser Dary Van Horne, o personagem que Jack Nicholson interpreta no filme. Mas que maravilha de vida, que requinte, que mulheres… Ser o diabo é apenas um pequeno detalhe

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E cada dia surge nova roubalheira no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Agora foram apenas 86 milhões de reais. Juiz quando começa a roubar toma gosto e ainda por cima sabe que vai ser “julgado” por seus amigos, caso o roubo seja levado à “Justiça”. Mais certeza de impunidade impossivel. No que os brasileiros se transformaram? Quem somos nós de fato, tirando esse negócio de sexta economia do mundo, pré-sal e outros docinhos que nos jogam no colo ? Nós temos caráter ?  Cada página do jornal é um roubo diferente. E na sua coluna o Nelsinho Mota, malhando os corruptos, termina assim: ” O que não é justo é a imensa maioria de juízes honestos, que cumprem todos os deveres que sua nobre função exige, ser usada como como escudo por elites corporativas………..” Ora, Nelsinho, o tempo desses clichês já passou há muito tempo. O que se pergunta agora é se dada a oportunidade, quantos dos tais ”juízes honestos” continuarão honestos. A profundidade da corrupção ainda não foi compreendida pelos nossos formadores de opinião, essa é a verdade.

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Os Seals, a elite da Marinha americana, mostraram novamente do que são capazes e libertaram dois reféns que estavam nas mãos de piratas somalianos. Mataram todos eles, exatamente como deveria ser, e não sofreram nenhuma baixa. A notícia é que foi o mesmo grupo que eliminou Bin-Laden. São homens especiais, caráter especial, amor ao seu país, e o que é incrivel:  não podem ser identificados, o que eleva ainda mais suas ações notaveis. Jamais serão famosos. Algum ponto de referência conosco ?

Não deixem de assitir o vídeo de como os russos se comportam com respeito aos piratas: cliquem em cima do nome do artigo:  Os russos e os piratas somalianos (“De como o uso da Diplomacia é o melhor caminho”)- vídeo

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Toda hora aparece alguém na TV dizendo que a Al Qaeda continua sendo uma ameaça para os Estados Unidos. Geralmente é o Secretário de Defesa dos EUA, um assessor de Segurança e muitos outros.  Pouco tempo após o atentado às torres, ou depois da derrota do Afeganistão, não me lembro, o Secretário de Defesa, Donald Rumsfeld ( hoje figura caída em desgraça) disse algo insuperavel que me tocou fundo: A DERROTA DO TERRORISMO NÃO É PARA O NOSSO TEMPO DE VIDA”. Pronto, nada mais é necessário. A colocação foi perfeita e deveriam se referir a ela de vez em quando, ao invés da chatice de ficar nos alertando que o perigo ainda não passou.

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E a Dilma substituiu um milionário, que era presidente da Petrobrás, por uma mulher que também vai se transformar numa milionária. E a vida continua.

 

 

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janeiro 25, 2012

Na hipótese do PT continuar no poder os novos oficiais das Forças Armadas serão petistas,

- 07:56


O blog tem chamado a atenção para a Portaria 1.874-A publicada no DOU em 21 de julho de 2011- Seçã0 2 . Temos enfatizado que se trata do maior movimento estratégico do PT desde a eleição de Lula. Ela “reestrutura” o ensino nas escolas militares. O homem perfeito para a tarefa foi escolhido : Celso Amorim, nomeado Ministro da Defesa. Se Dilma for reeleita, ou Lula voltar, o tempo é suficiente para tornar tenentes e capitães os novos “bolivarianos”, com o inevitavel perigo de que as ordens vindas de cima não sejam obedecidas. Publico abaixo documento que recebi de um coronel. Os destaques em negrito são meus. Sobre o assunto o leitor pode clicar em cima do nome de outros artigos : Já está acontecendo: Portaria 1.874-A que vai colocar o PT nas Escolas Militares Zé Dirceu quer as Forças Armadas petistas, e vai conseguir

Img 25 01 2012 001 Na hipótese do PT continuar no poder os novos oficiais das Forças Armadas serão petistas,

Artigo de Aileda de Mattos Oliveira*

O vocativo usual nos discursos de Getúlio Vargas, “Trabalhadores do Brasil!”, representava uma fórmula positiva de contato político, por tornar emblemático um atributo que expressava a corresponsabilidade do povo com o desenvolvimento do País. Fazia o ditador uma cooptação da sociedade, a fim de manter com ela um ‘diálogo produtivo’, pois, em contrapartida, o povo reconhecia-se um ‘interlocutor’, mesmo que só se restringisse à síntese de suas emoções:”Pai dos Pobres!”, “O Bom Velhinho!” O vocativo getulista incorporava todas as categorias, sem a exclusão discriminatória desta ou daquela profissão, deste ou daquele ofício.

Opostamente, João Goulart, nos seus pronunciamentos, dividia o povo em subclasses de trabalhadores, somente reconhecendo como tais, os sindicalistas, os operários, os metalúrgicos e, da parte hierárquica das Forças Armadas, soldados, sargentos e marinheiros. Era norma, nos seus discursos, exortar esses setores, não para acentuar-lhes a sua importância no desenvolvimento da Nação, mas para desestruturá-la, principalmente por meio da indisciplina na caserna, visando à anarquia e, por conseguinte, à instituição de um regime de força. Pretendia arrebanhar para as suas hostes o proletariado e os militares que considerava suscetíveis de qualquer ato indisciplinar.

Para Jango, essas eram as classes populares. Quanto aos demais trabalhadores contribuintes e empresários que sustentavam economicamente o seu governo, não preenchiam os inflamados discursos, a não ser como alvo de sua ira, insuflado pelo arruaceiro cunhado Brizola. Para ele, agricultores não eram trabalhadores, mas as ligas camponesas, sim.

Eis que se encontra na END um rastro do discurso janguista, discriminador, dissimulado e, como tantos outros trechos, malredigidos (assim mesmo). Numa das passagens referentes a O serviço militar obrigatório; nivelamento republicano e mobilização nacional, diz: “É importante para a defesa nacional que o oficialato seja representado de todos os setores da sociedade brasileira. É bom que os filhos de trabalhadores ingressem nas academias militares. Entretanto, a ampla representação de todas as classes sociais nas academias militares é imperativo de segurança nacional”.

O que mais realça no trecho citado é o “nivelamento republicano”, característica das esquerdas brasileiras de manter fidelidade a pensamentos próprios dos antiquários ideológicos, quando insinua (“É bom, etc..”) que não são filhos de trabalhadores os jovens cadetes em preparo ao oficialato, em outros tempos, e atualmente. Isso já ocorre, senhores redatores, o fato é que desconhecem a origem de considerável parcela de cadetes, provindos de todos os estados do Brasil, mas que lhes fazem pensar, pelos conhecimentos adquiridos nas Academias Militares, pela educação recebida, característica da caserna, serem oriundos da “elite”, da “burguesia”, permanentes chavões da insidiosa esquerda, de cuja agremiação sinistra, muitos, sim, são oriundos das camadas mais bafejadas da sociedade.

O que desejavam imprimir neste falacioso documento, mas evitaram pô-lo às claras, é o ingresso facilitado de filhos de sindicalistas, de sem-terra, de sem-instrução, sem a devida observância de concurso e de outros pré-requisitos indispensáveis à manutenção da hierarquia e da competência do comando. Hierarquia e disciplina são palavras ofensivas aos revolucionários, infelizmente, de posse do governo, de posse do MD. São ávidos pelo “nivelamento republicano”, por baixo.

Pôs-se em negrito, a conjunção adversativa, cuja função, na estrutura da língua, é a de introduzir um pensamento que se opõe ao anterior. Desta maneira, “Entretanto” desmonta todo o palavrório do período antecedente, por ignorarem um dado gramatical elementar de que um pois ou um porque, antecedido de vírgula, resolveria a questão da lógica semântica. Mesmo assim, permaneceria a acusação de que, com o presente esquema de ingresso nas Academias, não está sendo “imperativo” a segurança nacional, quando, na realidade, esta segurança está sendo postergada pelo governo, único responsável pela impatriótica inércia.

Em continuação ao item citado, e que se refere à “Segurança Nacional”, diz o texto: “Duas condições são indispensáveis para que se alcance esse objetivo [Segurança Nacional]. A primeira é que a carreira militar seja remunerada com vencimentos competitivos com outras valorizadas carreiras do Estado”, o que torna premente o pagamento dessa maravilhosa remuneração, a fim de que ponham em prática, de imediato, a segurança deste território, já que ”vencimentos competitivos” e “segurança”, segundo faz parecer, no documento, são, respectivamente, causa e consequência. Talvez, habituados que estão os componentes deste governo de trabalharem (?) à custa de generosos contracheques, considerem os militares à sua semelhança. Felizmente, ainda se pode dizer que não chegaram a tal deformidade moral.

Pela manutenção dos irrisórios vencimentos dos militares, o que se evidencia, em contraponto a esta veemente afirmação de bons estipêndios, é que tudo ali, naquele ministério, é uma grande mentira, inclusive, a defesa do país. Ou, pode-se entender, por outro lado, que tais vencimentos robustos só sejam pagos quando as Academias Militares forem apenas compostas de sindicalistas, operários, etc., sem concurso ou por cotas, para a segurança do próprio governo petista. Aliás, em várias partes da END essa relação entre “remuneração” e “classe trabalhadora” é enfatizada, na formação das Forças, como neste trecho: “Essa é uma das razões [provir da classe trabalhadora] pelas quais a valorização da carreira, inclusive em termos remuneratórios, representa exigência de segurança nacional.”

Continua o documento mais hipócrita da “história deste país”: “A segunda condição é que a Nação abrace a causa da defesa e nela identifique requisito para o engrandecimento do povo brasileiro”, assertiva que alterou a disposição dos termos, devendo, ao contrário, ser a “Nação” o foco de engrandecimento pela ação de o povo abraçar a ideia de defesa: [“A segunda condição é que o povo brasileiro abrace a causa da defesa e nela identifique requisito para o engrandecimento da Nação.”]

O hábito de encher as bochechas com a palavra “povo” e o desábito de falar em “Nação” levaram os malabaristas da pobre retórica marxista a inverter, no papel, o valor político dos termos, como é de praxe a inversão de valores na escolha de ministros, assessores, nesta doente república.

Até o presente momento não se fez divulgar publicidade institucional do MD nos meios de comunicação, para que o povo “abrace a causa da defesa”, conscientizando-se da necessidade de o Brasil proteger-se. Essa lerdeza de ação governamental resulta da paralítica ideia de que “somos pacíficos”, outra repetição enfadonha, aqui e ali, preenchendo o vazio da escritura mal-alinhavada da END.

Essa ‘conversa’ com a sociedade, também ocorrerá (usa-se, aqui, o tempo verbal preferencial dos redatores), quando os logísticos, os mobilizadores, os estrategistas, enfim, os teóricos do ministério entravado, acordarem do sono irresponsável, próprio dos sem-planejamento. Aí, SERÁ tarde demais!

*Aileda de Mattos Oliveira é Prof.ª Dr.ª em Língua Portuguesa. Articulista do Jornal Inconfidência. Membro da Academia Brasileira de Defesa.

 

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mARIO jORGE DE aSSUMPÇÃO


Não Tenho a menor dúvida de que o governo do PT e imensamentye nocivo ao Brasil.
A dívida interna (1,5 Tri)é maior do que a arrecadação de impostos.É impagavel.
As forças armadas estão sendo sucateadas
e seus melhores quadros estão abandonando a carreira.O Exército está sendo usado como reserva da PM.Os salários estão menores que os da PM numa inversão total da hierarquia.Estamos vivendo uma ditadura partidária onde a corrupção é imensurável.Pobre Brasil….

claudiomafra


Meu caro, sabe de quanto é o salário de um Segundo-Tenente na PM de Brasília ? Se não me engano, mais de 16 mil reais. No blog existe um artigo sobre o assunto. Obrigado pelo comentário

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janeiro 24, 2012

Cidades fantasmas na China – (vídeo) blog: O fim do espantoso crescimento chinês pode estar próximo; A Primeira Guerra Mundial e o que vivemos hoje

- 07:56



O blog tem insistido na tese de que a China, no momento em que não mais conseguir manter baixos salários, mão de obra escrava no campo e começar a pagar obrigações sociais, deixará de ser ” a potência que em breve tempo superará os Estados Unidos”, que é o sonho da esquerda mundial. Inclusive pode-se cogitar se os chinêses já chegaram ao ponto mais alto da curva de crescimento facil. Sem dúvida são os ladrões do século, não se incomodando o mínimo em roubar segredos de patentes, segredos militares, falsificar, praticar dumping, manipular o valor do yuan, exportar quinquilharias de quinta classe, e tudo o mais que sabemos. O regime é de “renovação do comuismo”, o que implica em desrespeito aberto aos direitos humanos - os verdadeiros direitos humanos , e não aqueles fabricados pelo politicamente correto. Os leitores interessados podem, clicando em cima dos títulos, ler meus artigos:Cinco anos na China; A ditadura chinesa que a esquerda adora; Os uigures e eu;     e muitos textos espalhados pelo blog.

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Juízes do Rio chegam a ganhar por mês 150 mil reais.” O que podemos fazer quando o Judiciário deixou de praticar a justiça ? O que nos resta?Quem, o que, poderá corrigir os rumos que levaram o país à completa perda de ética ? Alguma dúvida de que nos tornamos amorais ? Existe no Brasil a dicotomia: poderosos desonestos e povo honesto ?

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A blogueira Yoani Sanchez, que já foi interessante, perdeu-se completamente. Sua prosa poética já está cansando. Pensei que fosse fazer um artigo forte com referência à diferença entre o comportamento do povo cubano e o que aconteceu nos países árabes, mas ficou muito abaixo do que o tema merecia. A imensa humilhação do povo cubano, talvez a completa perda da auto-estima, não mereceu de Yoani uma análise em profundidade. Quer vir ao Brasil, e a essa altura não me interessa o mínimo que consiga, ou não. Estive 4 vezes em Cuba, (entrevistei um dos pugilistas que tentou fugiu no Brasil) gosto muito do seu povo, mas fica dificil defender sua inação, e ao mesmo tempo é de morrer de pena. Clicar em cima do título para ler o meu artigo a respeito de mais um capítulo trágico vivido por um povo escravizado: A queda dos ditadores árabes: humilhação para os cubanos

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Acho importante os leitores saberem que em 1 de julho de 1916, o exército britânico sofreu 60 mil baixas em um só dia. Notem que são as baixas inglêsas, sem contar as alemãs. Quando se dizia nos telegramas “Sem novidades no front” isso queria dizer que haviam se registrado as 5 mil mortes diárias habituais. Em Waterloo, em 1815, a batalha que começou às 11:30 de manhã e foi até às 7 da noite matou 56 mil soldados contando-se os dois lados. Lutava-se pela liberdade, contra os alemães na Primeira Guerra, e contra os francêses em Waterloo. Hoje, essas carnificinas acabaram, são inaceitaveis, e as pessoas devem meditar sobre o fato de que as baixas no número de soldados que combatem durante anos em várias partes do mundo contra a tirania, contra o terror ( Iraque, Afeganistão), mal se aproximam de 2 dias de guerra em 1914/18. Não é para se fazer nenhum escândalo, como pretende a esquerda. O soldado existe para proteger os mais fracos, e é  por isso que americanos, inglêses, francêses, australianos e muitos outros estão lutando. Não leiam essa afirmação como se fosse alguma coisa simplória e fora de moda. Pelo contrário, ela é sofisticada e muito atual. 

Publico abaixo importante artigo do escritor William Boyd sobre a Primeira Guerra Mundial. ( Estadão , 24 de janeiro/2012).

Por quê a 1a. Guerra ainda ressoa (William Boyd)

Na França, moro perto de um vilarejo chamado  Sadillac. Ele não passa de um punhado de casas, um velho castelo, uma igreja e  um cemitério cercado por alguns sítios e vinhedos. O vilarejo provavelmente não  mudou muito desde a Revolução Francesa; sua população está em torno de 100  pessoas. Ao lado do cemitério há um obelisco com o nome de cerca de 30 jovens de  Sadillac que morreram na 1.ª Guerra, 1914-18. É quase impossível imaginar o  efeito dessas baixas em quatro anos nessa minúscula comunidade. Todo ano, às 11  horas de 11 de novembro – a hora e o dia do armistício de 1918 -, os moradores  reúnem-se para participar de uma curta cerimônia em torno do
obelisco.

Em 2014, serão cem anos desde o início da 1.ª  Guerra. No entanto, sua presença em romances, filmes e televisão nunca foi tão  grande – em Downton Abbey na televisão, no filme Cavalo de Guerra de Steven  Spielberg, na minissérie de Birdsongs de Sebastian Faulks e na adaptação de Parade’s End de Ford Madox Ford por Tom Stoppard. O último velho soldado ou  marinheiro morreu e quase todas as testemunhas já se foram, mas a guerra ainda exerce uma influência tenaz na imaginação.

Para nós, britânicos, as memórias, imagens e histórias de 1914-18 parecem ter uma persistência e um poder que ofusca as da  2.ª Guerra. Sou um exemplo dessa necessidade de revisitar o conflito: meu novo romance será meu terceiro tendo a 1.ª Guerra como eixo. Quando escrevi e dirigi o filme A Trincheira, sobre um grupo de jovens soldados em 1916 aguardando o início da Batalha do Somme, fiquei obcecado com os detalhes corretos: cada divisa gasta de boné e cigarro fumado, cada refeição consumida. Era como seu eu quisesse a verossimilhança absoluta para oferecer uma experiência autêntica e o espectador ficasse em posição de dizer “então foi assim, foi por tudo isso que eles passaram, como eles viveram – e morreram”.

Creio que essa é a chave por trás da persistente obsessão com essa guerra. Para nossa sensibilidade moderna, desafia a credulidade o fato de que, durante mais de quatro anos, exércitos europeus enfrentaram-se numa linha de trincheiras de 800 quilômetros estendendo-se do
litoral belga à fronteira da Suíça. A guerra foi travada também em outras arenas – Galícia, Itália, Bósforo, Mesopotâmia, África Oriental e Ocidental, em batalhas navais em muitos oceanos -, mas é a frente ocidental e a guerra de trincheiras que define a guerra na memória.

Foi uma guerra de desgaste mortífera em que milhões de soldados de ambos os lados chapinhavam na lama de uma terra de ninguém para encontrar a morte nas explosões fulminantes do fogo de metralhadora e artilharia. Ao fim de quatro anos e cerca de 9 milhões de soldados mortos, as duas forças adversárias estavam essencialmente no mesmo pé em que estavam quando começaram.

Poesia. Na França e na Alemanha, os traumas da 2.ª Guerra apagaram em certa medida as memórias da 1.ª. Na Grã-Bretanha, onde quase 1 milhão de soldados morreram, ainda são as imagens das trincheiras do frente ocidental que são mostradas e ressoam no Dia da
Recordação. Uma das razões para isso é, paradoxalmente, a ressonância da poesia. Os poetas da 1.ª Guerra – Wilfred Owen, Siegfried Sassoon, Edmund Blunden, Isaac Rosenberg – são ensinados em quase todas as escolas britânicas.

Consigo me lembrar de um poema terrível de Wilfred Owen, Dulce et Decorum Est, sobre um ataque com gás mostarda, sendo lido em voz alta para nós em sala de aula quando eu tinha 10 ou 11 anos. Os poemas de guerra moldaram nossas primeiras percepções da 1.ª Guerra e eram prontamente reforçados pelas imagens familiares das trincheiras e as histórias de batalhas fúteis e custosas. Intensificando a arte poderosa estava a documentação visual, pois ela foi a primeira guerra amplamente filmada.

Por fim, havia as histórias familiares. Cem anos não é tanto tempo assim. Meu tio-avô Alexander Boyd foi ferido e condecorado na  Batalha do Somme. Seu irmão, meu avô William Boyd, foi ferido um ano depois em Passchendaele, como a 3.ª Batalha de Ypres era conhecida. As lendas e peripécias familiares alimentaram meu interesse na guerra.

Há uma razão mais profunda, talvez, para a guerra continuar nos mobilizando. Ela foi um conflito entre exércitos do século 19 equipados com armamentos do século 20 – daí a carnificina sem precedente. Para colocá-lo num contexto americano: imaginem um oficial do Exército dos Estados Unidos – na faixa dos 50 anos, por exemplo – no front de Argonne em 1918. Como um jovem soldado ele poderia ter lutado, 30 anos antes, na última das guerras contra os índios na expansão para o oeste dos EUA no fim da década de 1880.

Agora, ele se depara com um mundo diferente. As táticas eram do século 19 – avançar sobre o inimigo. Mas o inimigo dispunha de armas de destruição em massa – o campo era dominado por tanques, metralhadoras, morteiro, aviões e gás venenoso. Cerca de 117 mil soldados americanos morreram nos 19 meses de participação dos EUA na 1.ª Guerra – mais de 2 vezes o número de baixas no Vietnã, 20 vezes mais que no Iraque e no Afeganistão. Nenhuma sociedade aceitaria hoje uma contagem de baixas tão horrenda.

No início da Batalha do Somme, em 1.º de julho de 1916, o Exército britânico sofreu 60 mil baixas entre mortos e feridos – em um dia. Foi possivelmente o pior massacre da história militar, de exército contra exército. Há um sentimento muito real de que o mundo moderno – o nosso mundo – nasceu entre 1914 e 1918. Alguma coisa mudou na sensibilidade humana. Os soldados não estariam dispostos a se engajar em tamanha carnificina. Perto do fim da 1.ª Guerra, a tolerância com as normas passadas já começara a acabar. Em 1917, boa parte do Exército francês se amotinou e se recusou a atacar. Eles defenderiam, mas não atacariam.

Os dias de bucha de canhão acabaram para sempre em consequência dessa guerra, o que é mais uma razão para artistas tentarem  repensá-la constantemente. Para citar outro poema, MCMXIV, de Philip Larkin: “Essa mesma inocência, jamais”. Após a 1.ª Guerra, nada no mundo seria como antes.

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janeiro 23, 2012

Minha viagem ao Iran

- 07:56


O reporter desembarca na capital do Iran, Teeran, sem ter o visto para entrar no país. Está jogando com a sorte, porque a informação de que tudo poderia ser arranjado no aeroporto não é confiavel. Seu maior receio é que descubram que ele tem um blog onde frequentemente diz não entender porque as usinas atômicas iranianas ainda não foram bombardeadas, zomba dos aitolás, e comete o maior dos crimes: publica cartoons sobre Maomé. Este país, cujo regime é condenado por quase todo o mundo, está em permanente estado de alerta, enxerga espiões em toda parte, prende gente inocente, e o reporter sabe que esse é o último lugar que deveria visitar. Se o investigam qual sua defesa para as ofensas diárias ? Sem dúvida ele é culpado. O que está fazendo aqui ? Se detesta o regime islâmico porque veio para Teeran ? É um espião da CIA? O melhor que poderia lhe acontecer seria considerarem a sua viagem um desaforo. E tem mais: ele está chegando da Síria, um aliado iraniano, onde entrou disfarçado de turista, por mais estranho que possa ser um turista visitando um país à beira de uma guerra civil.

No aeroporto é tratado com uma grosseria que nunca viu em lugar nenhum. Ordenam que vá de uma sala para outra e sua tensão aumenta porque não sabe se estão procurando seu nome na internet. Finalmente lhe comunicam que vai receber o visto. Troca dólares, e o sujeito o trata como se fosse alguma coisa insuportavel. Quanto mais humilde, pior é a resposta. A relação entre o dolar e a moeda local, o ryal, é de 1 para 10.000. Pela nota de 100 dólares recebeu 1 milhão de ryals. O chofer do taxi também é extremamente hostil, que coisa mais esquisita, a impressão é a de que todos detestam os estrangeiros, ou será que se limitam aos ocidentais ? O carro é veloz, mas o aeroporto deve ser o mais distante da cidade que o reporter já viu, tão longe que deve estar ligado a algum problema militar. A viagem não acaba nunca. Quando finalmente entra em Teeran nada muda, o carro parece que jamais chegará ao hotel, a cidade é imensa. É tão grande que o reporter chega a pensar que nunca esteve num lugar assim. Londres pode ser enorme, mas existem edificios baixinhos, casas, e aqui não, são prédios de 10, 12 andares, e o taxi segue, e já que a gasolina é baratíssima o trânsito é infernal, e as motocas muito mais atrevidas do que no Brasil.
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Quando chega ao Hotel Homa ele paga os baratíssimos 250 mil ryals (25 dólares) combinados no aeroporto, nem olha para a cara do taxista, percebe que pelas suas costas o homem reclama porque não foi dada gorjeta, mas o porteiro uniformizado, a primeira pessoal gentil que encontra, logo pega as malas e o taxista fica falando sozinho. Na recepção não acham a sua reserva, dizem que os quartos mais baratos estão lotados e o empurram para outro, de 210 dólares por noite. A encenação de ser um turista começa: o reporter reclama da agência da África do Sul que não havia dito que as cidades de Isfahan, Shiraz, Persépolis, que são as mais visitadas, belos sítios arqueológicos, são tão longe da capital. É pura verdade. Os turistas viajam de outros países diretamente para esses lugares, deixando Teeran de lado. Por outro lado, começa a ficar claro para ele, cansadíssimo de sua viagem na Síria, e de entrar e sair de aeroportos, que realmente não pode deixar a cidade, alugando taxis, como fez em Damasco. E a solução é ficar passeando por alí mesmo.Por outro lado não pode ficar muito em evidência e para isso suas roupas não ajudam. São as mais ocidentais possiveis e o pior é o tenis branco. Por um momento chega a pensar em comprar sapatos e roupas menos vistosas mas um sentimento de repulsa ao que parece covardia o impede. O quarto do hotel é luxuoso e o tratamento muitíssimo correto. A chave eletrônica é toda escrita em persa e em inglês e leva a marca da Samsung. As grosserias do aeroporto ficaram para trás

Uma surpresa: quando pergunta (apenas por perguntar) se o hotel aceita cartões de crédito a resposta é afirmativa! O que ? Maravilha, mas o recepcionista adverte que apenas na parte da manhã os cartões funcionam. O reporter fica cada vez mais curioso. Com todas as sanções ainda existem os cartões ? E por que só de manhã ? Ele se lembra imediatamente de haver visto na TV, em seu quarto em Damasco, uma entrevista com o presidente da Google, que todo sorridente disse que os iranianos têm um incrivel natural talento para a cibernética e que são verdadeiros hackers. Será que tem a ver com os cartões de crédito? Quanto a haver retirado o seu blog da internet por 5 dias, a ineficácia da medida fica ainda mais clara.

A matéria sobre a Síria ainda não seguiu para o jornal e isso se torna outro problema. O reporter está farto de se deslocar de um lado para o outro e a internet do hotel está tão a mão! Mas ninguém é bobo, o hotel deve ser um dos lugares mais vigiados, talvez a internet também, mas não há o que fazer: é confiar em que os iranianos têm coisas mais importantes para cuidar, e afinal o papel de imbecil que ele fez na recepção do hotel ( um verdadeiro ator) pode ter sido seu passaporte definitivo para a impunidade. Ele  usa alguns truques para disfarçar o tempo que leva escrevendo. Quando pede ao rapaz da internet para imprimir, vem a pergunta:“Imprimir o seu trabalho ?” “Não, não é trabalho, é um relato de viagem para minha ex- mulher que mora na África do Sul”. E além de apagar o que já mandou para o jornal, ainda envia o texto para a cidade do Cabo. Hoje tudo parece um tanto excessivo, mas ele sabe que correu riscos, e não vai deixar que o tempo transforme a realidade passada.

Teeran é tão grande, 15 milhões de habitantes, que o reporter percebe imediatamente que está simplificando o problema do bombardeio das usinas nucleares. Entrar em guerra com esse país é muito mais complicado do que ele imaginava. A ação americana ou israelense precisa ser extremamente localizada, os efeitos colaterais muito bem equacionados e a reação popular deve ser gigantesca. Teeran não é Bagdad, e menos ainda Kabul, que parece uma favela. É muito mais desenvolvida, e em inúmeros pontos ainda guarda semelhança com o Ocidente, que vem dos tempos do Xá, derrubado em 1979 pela revolução islâmica. O que ele sente é que uma maioria, principamente de jovens, está dominada por uma minoria ínfima, os aitolás. Geralmente uma ditadura procura se perpetuar apenas para usufruir do poder, mas aqui trata-se de algo diferente: Os ditadores possuem uma ideologia profunda, e querem modificar toda a maneira de pensar dos iranianos. A diferença entre o que deseja o povo, e o que planejam os seus dirigentes, só encontra paralelo na antiga União Soviética, e seus satélites. Talvez seja ainda maior porque o cinismo ainda não chegou aos aiatolás. Eles realmente acreditam que o país, e o mundo, precisam ser governados segundo o Alcorão. É o marxismo exponenciado por ser algo que vem de Deus, que eles representam na terra
.
Esta não é uma sociedade para apedrejar mulheres até a morte, cortar as mãos de ladrões e outras barbaridades. É óbvio que se trata única e simplesmente das leis impostas por uma república islâmica, da mesma maneira que os talebans no Afeganistão. O reporter, que também esteve naquele país, um lugar extremamente religioso, atrasado e pobre, pôde constatar que o regime seguindo a Sharia, foi odiado pelos afegãos. A expulsão dos talebans trouxe enorme alívio para todos. Muitas mulheres usam a marca registrada do país, a horrivel burka, mas os afegãos não querem que os mulás lhes imponham um modo de vida. Então, os iranianos, esses homens, essas moças, algumas muito bem vestidas, que circulam por Teeran poderiam ser perfeitamente de outro país. Nada em suas feições, em sua maneira de conversar, em seu comportamento, nem de longe sugere que possam apoiar o anacronismo cruel que tornou o Iran famoso. Os retratos dos aitolás estão por toda a parte, mas o reporter esperava ver mais expressões da ditadura pelas ruas da cidade. Não existem soldados, e em muitos lugares, principalmente nas lojas, foi tratado com muita naturalidade.

As mulheres são muito mais vestidas do que na Síria, ou Iraque, e existem em grande quantidade aquelas que andam em bandos, cobertas de preto da cabeça aos pés.Geralmente são as mais velhas, as vovós. A impressão é horrivel, parecem a Morte. Mas também existem as bonitinhas, as moderninhas, algumas lindas, mas, nem pensar em olhar para trás quando elas passam. Quando o reporter pegou um taxi de rua para voltar ao hotel foi uma viagem divertida pelos tremendos finos que os carros tiram uns dos outros e das motos. O rapaz ao volante ria muito, iniciou-se um diálogo com mímica e poucas palavras em inglês. Mas ele deixou de sorrir imediatamente, fechou a cara, quando o reporter apontou para três lindas mulheres e disse beautiful! O limite estabeleceu-se. Vamos brincar, mas nada de olhar para as mulheres dos outros. Esse trajeto do Museu Nacional até o hotel levou 35 minutos e custou 5 dólares, com direito a ver o rapaz bater numa moto, para grande divertimento do “turista” que não conseguia acreditar que fosse possivel chegar ao Homa sem um acidente. O simpatico motorista recebeu 2 dólares de gorjeta, na própria moeda americana. Em Teeran não existe problema em se usar o dolar.

No shopping do Museu Nacional, vendendo réplicas de peças famosas, duas mocinhas fizeram várias perguntas, riram muito e foram extremamente femininas. Um dos bons exemplos de que o recato islâmico – sem dúvida mais forte no Iran – continua muito longe do que desejam os barbudos que tomaram conta do país. O que parece ser uma regra absoluta, ao contrário da Síria, é todas cobrirem as cabeças. Quando o reporter pensou ter visto uma exceção, uma mulher bonita, vestido colado no corpo, e chegou mais perto, descobriu que usava o lenço de maneira diferente, mas ele estava lá.

No aeroporto a bagunça na chamada para embarque foi o ponto de contato entre ele e uma senhora com excelente inglês. Em poucos minutos estava falando mal do regime Começou dizendo que unicamente no Iran chamavam a classe econômica antes da business, e terminou dizendo que seu presidente era totalmente maluco. Criticou a falta de liberdade, sentia-se sufocada pelas regras islâmicas e assim por diante. Disse ter inveja do reporter por morar em um país ensolarado e democrático. O avião tinha o destino de Doha, no Qathar, de onde ela iria para a Arábia Saudita, e ele para a segurança da África do Sul.

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janeiro 22, 2012

A marcha suicida do Partido Republicano nas eleições para presidente continua (Charles Krauthammer)

- 07:56


Img 23 01 2012 001 A marcha suicida do Partido Republicano nas eleições para presidente continua (Charles Krauthammer)

A condenação é simples: o negligente gasto do presidente Obama tem aumentado  perigosamente o débito nacional e, ao mesmo tempo, aumenta o desemprego e deixa  a economia estagnada. Concomitantemente, ele tem aumentado enormemente o espaço  e o alcance do governo através de novos direitos e privilégios e regulamentação opressiva, com taxas maiores por vir (para compensar o gasto sem precedente).

Em 2010, essa narrativa levou os republicanos a um histórico sucesso eleitoral.  Por quase todo tempo em 2011, isso dominou o discurso em Washington. O ar estava cheio de conversas de dívidas: tetos, super comitês, Simpson-Bowles*.  * National Commission on Fiscal Responsibility and Reform. (N. do T.)

O que ele, Obama,  deve fazer? Ele admite que as atuais condições são ruins. Ele sabe que suas maiores iniciativas legislativas  – ObamaCare, o incentivo de aproximadamente um trilhão de dólares, (o rejeitado) comercio de emissões – são impopulares. Se você não pode prosseguir na administração ou política, como você ganha a reeleição?

Criando um assunto inteiramente novo. Empurrando um novíssimo ponto de debate. Mudando o assunto do seu registro e sua ideologia, de débito maciço e um governo se suporpondo a tudo, diretamente para: injustiça e desigualdade. Fazendo da eleição um  referendum sobre qual partido realmente se importa com você, qual partido irá defender os gananciosos ricos que têm pilhado os 99% e roubado a esperança da classe média. Essa imputação também é direta: os republicanos servem de protetores e catalisadores dos plutocratas, os exploradores que têm tido lucro enquanto a America sofre. Eles põem o partido acima da nação, doadores polpudos acima do povo, o poder político acima de tudo.

É tudo um tanto descomplicado, capturar sutilmente o centro maniqueísta do movimento Occupy – culpar os ricos. Mas a real beleza  dessa estratégia é a sua adaptabilidade. Enquanto seu primeiro alvo foi o congresso ‘não-faz-nada’, ‘proteje-os-ricos’, é perfeitamente talhado para adaptar, prover, qualificar os compromissos financeiros do republicano Mit Romney, que está na frente – plutocrata, capitalista, ‘um por cento’.

Obama multiplicou essa contra-narrativa de luta de classes em 6 de dezembro no seu “Teddy Roosevelt” discurso, e não governou um dia desde então. Cada ação, cada proposta, cada burla da Constituição tipo “não podemos esperar” –  tal como concessão de recesso quando o senado não está em recesso – é traçada para convir a essa narrativa de reeleição.

Consequentemente: aonde Obama ostensivamente aponta o dirigente do novo Consumer Financial Protection Bureau? Numa reunião no estado decisivo de Ohio, um cenário favorável para Obama se declarar tribuno da minoria, flagelo dos grandes bancos e de seus guardiões republicanos desalmados. Para as primeiras poucas semanas, a estratégia da inveja de classes teve algum efeito, elevando levemente os números de Obama. Mas a história ainda se arrasta, sofrendo em parte, pela sua associação com uma turba do Occupy que tinha amplamente abusado de sua hospitalidade.

Então, veio a guinada, a mais marcante surpresa política desde o meio termo de 2010: a forçada narrativa da luta de classes democrática de repente ganha vida e legitimidade através dos … republicanos! Newt Gingrich e Rick Perry defendem que capital privado como praticado pela Bain Capital** de Romney, não é nada mais do que capitalismo predador saqueando companhias e sugando-os até secá-los, enquanto destroem casualmente a vida dos trabalhadores.                                                                                                                                                                    ** Firma privada de investimentos. (N. do T.)

Richard Trumka da AFL-CIO*** acena aprovando. Michael Moore quer saber em altos brados se Gingrich roubou de seu pessoal. O ataque a Bain/Romney  instantaneamente muda a campanha de guerra de classes de Obama, de ataque partidário em queixa universal.         ***American Federation of Labor and Congress of Industrial Organizations. (N. do T.)

De repente, a riqueza, práticas e taxas de Romney tomam o centro do palco. E por que não? Se lideres republicanos estão denunciando capitalismo voraz, que enriquece o ‘um por cento’, enquanto empobrece todos os outros, isso não deveria ser assunto mais que importante
numa campanha que ocorre em meio a um tempo de angustia para a economia?

Agora, desigualdade econômica é um assunto importante, mas a idéia de que ela é a causa de nossos atuais problemas é absurda. Mas, de um golpe, os republicanos conseguiram transformar um ponto de interesse democrático – uma das últimas das últimas tentativas de salvar a reeleição, desviando de seu registro – em um foco central do discurso político da nação.

Quão rápido o espírito de época mudou? Na quarta-feira, o GOP se reuniu novamente para rejeitar o plano de Obama de aumentar em 1,2 trilhões de dólares o teto da dívida. (Apesar disso, na falta de concorrência no Senado, o teto do débito será aumentado). Ninguém notou. Estava na pagina A16 do New York Times. Todos os olhos estão voltados para a Carolina do Sul e para as taxas de Romney.

Isso não é uma conspiração da mídia do momento. Isso é uma manobra do próprio GOP diretamente no terreno de Obama.

O presidente é muito esperto. Mas se ele ganhar nesse outono, esta não será a razão. Será por sorte. Ele não podia ter escolhido adversários mais autodestrutivos.

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janeiro 20, 2012

Falam os militares brasileiros (Cel. Paulo Ricardo da Rocha Paiva) – COMENTÁRIOS DO BLOG

- 07:56


nota do blog:   Este pronunciamento não é novo, mas achei bom publicá-lo. A modernização das Forças Armadas é necessária, porque de uma hora para a outra, -se por milagre tivermos um presidente da oposição, Chavez pega um pedacinho na fronteira, aparece com documentos “históricos” dizendo que é da Venezuela, e assim por diante. (É uma ilusão imaginar que esses tempos já passaram – acontece em todo o mundo a toda hora). .Não temos como reagir. Mas, o que me chama mais atenção, é que o rearmamento brasileiro faz parte do tripé para tornar petistas os nossos militares. Assim: Primeiro compramos novas armas, depois colocamos professores do PT nas Escolas Militares, e por último aumentamos o soldos dos militares. A compra de armas e o aumento do soldo foram adiados ( não por muito tempo) por medo do aumento de gastos e consequente inflação, mas os petistas fizeram no governo Dilma algo muitíssimo mais importante:  Nomearam o fanático Celso Amorim para o Ministério da Defesa. Bem, o que me causa um espanto colossal é que ninguém prestou a menor atenção na Portaria 1.874-A de julho de 2011, que “reestrutura” as Escolas. Fico pasmo com o fato de que passou em branquíssimas nuvens o maior movimento estratégico do PT desde a eleição de Lula., E com as Forças Armadas petistas vamos nos transformar em uma imensa Venezuela.  (O blog tem tratado exaustivamente desse assunto  e vai continuar assim).  É o legado que deixaremos para nossos filhos e netos. De fato, nossa geração é um fracasso completo e total.

13 de Janeiro, 2012 – 13:17 ( Brasília )

Pensamento – As Forças MAMBEMBES da Sexta Potência Econômica

Paulo Ricardo da Rocha Paiva, Coronel de Infantaria e Estado-Maior

 

Alerta, nação indefesa! São dados para registro e cobrança quando o País amargar uma humilhação, com ou mesmo sem combate, pelos “senhores da guerra”. Cidadão converse com os militares, DE QUE MANEIRAO SENHOR PODERIA NOS INFORMAR COMO PODEREMOS FAZER ISSO SE OS OFICIAIS DEIXARAM DE ANDAR FARDADOS PELAS RUAS, AINDA TRAUMATIZADOS COM O QUE SERIA A REPULSA POPULAR AOS GOVERNOS MILITARES POSTERIORES AO DE CASTELLO BRANCO ? TERÍAMOS QUE BATER NAS PORTAS DOS QUARTEIS ? os oficiais e graduados sabem, investigue o percentual dos armamentos e das viaturas em disponibilidade nos quartéis. COMPLETO IRREALISMO.

 

O Ministério da Defesa precisa se impor, metade dos blindados, aviões e belonaves está indisponível, sem condições de combate, todos caducando. Tropas motorizadas ainda estão concentradas no sul, região que carece, sim, mas de tropas/brigadas de infantaria mecanizada. Estudos e levantamentos com uma detalhada radiografia das Forças Armadas, repetitivos, mostrados pelos militares a governantes e políticos, têm alertado sobre a penúria do equipamento, explicitando também as conhecidas distorções na distribuição de efetivos no território nacional, sem que lhes sejam repassados os recursos para transferências e instalações mais do que necessárias.

 

A Brigada de Infantaria Paraquedista é um exemplo: sua mudança para Anápolis/GO, procurando o centro geométrico do País, já virou estória da carochinha. E não basta transferir unidades. Somente se patrulharia razoavelmente as fronteiras se o efetivo ínfimo que temos na Amazônia fosse bem dotado de meios anfíbios e de helicópteros.

 

Dizer, então, que o índice de disponibilidade de meios se alce a “animadores” 70%, isto é estória para inglês ver. Estariam computadas na conta as “viaturas sobre rodas”? Aí fica forte: veículos de autoridades, ônibus de bandas de música, transportes administrativos em geral, seria considerar toda a tralha do “incrível exército de brancaleone”!  Fontes fidedignas dizem que as viaturas que ainda rodam o fazem graças ao excelente nível dos mecânicos e às unidades de manutenção que fazem milagres, mesmo com cortes repetitivos nos parcos recursos provenientes do orçamento da união.

 

Blindados! Que lástima, dos refugos do Vietnã talvez nem 50% das viaturas blindadas de transporte de pessoal estejam ainda serpenteando, pelo menos nas condições ideais de um CHARRUA, protótipo que a MOTO PEÇAS de São Paulo testou e que, se encomendado pelo governo desde1980, já estaria renovado em versões atualizadas. Mas o total dos recursos desviados, das obras do PAC somados aos de alguns “ministérios propinados” do poder executivo, seria bem chegado para manutenir as geringonças de algumas unidades sobre lagartas. Ademais, não falta dinheiro para encomendar à indústria nacional. No painel do “impostômetro” a arrecadação já alcança os 4 (quatro) trilhões de reais. Afinal de contas que oitava potência é esta que não se garante? E há quem diga: somos a quinta. Helicópteros!

 

O Comando Militar da Amazônia dispõe de doze, um piadão  para a grande região norte! Mas as acusações persistem: os militares não patrulham as fronteiras! Defesa antiaérea, perigo! Como garantir as principais fontes geradoras de energia do País? Os mísseis antiaéreos portáteis, hoje, são mais do que necessários enquanto não dispusermos dos três grupos desta artilharia com material de ponta, um para cada hidroelétrica (Itaipú, Tucuruí e, futuramente, Belo Monte). Que o povo exija segurança. A situação é bem mais periclitante do que se pensa: às fontes de energia se somam a Amazônia e ao pré-sal. Em contrapartida, é incrível, o cidadão não se liga, muito menos os governantes, quiçá os políticos: “as usinas constituem alvos prioritários para as grandes potências que cobiçam nossos invejáveis recursos naturais”!

 

E a Marinha, como pode esta Força, considerada a mais bem aparelhada, operar com mais de um terço dos principais equipamentos indisponível? Quem disser que metade dos seus muito poucos navios está no estaleiro erra por pouco. E quanto à aviação naval, como assegurar a posse do pré-sal com irrisórios 23 caças  ultrapassados, destes, quantos estão voando ainda? Com a palavra o Ministro Celso Amorim. E o nosso aeródromo, o São Paulo, a Força Naval já recebeu recursos para fazê-lo sair da Baía de Guanabara em um, simples que seja, exercício no entorno da área pré-sálica?

 

Vou fechar com a FAB, descaso, os caças de interceptação ainda são comprados, uma estória antiga que, deslavadamente, já se arrasta há anos. Lamentavelmente, a 6ªpotência econômica continua à mercê dos membros da “gang dos cinco” para adquiri-los.  Uma cadeira cativa no CS/ONU requer muito mais do que 200 caças obsoletos. Cidadão, pergunte a quem de direito, deste total, quantos ainda estão voando em condições de combater? Talvez um pouco mais do que a metade.  Atenção povo de Manaus, “bombardeios cirúrgicos dos todo poderosos”, a cidade é sede de comando militar de área e está tiranicamente distante da concentração dos comandos aéreos que, de alguma forma,  disporiam de meios, ainda que fragilíssimos, para esboçar alguma reação.

 

O fato é que, se o circo começar, e isto pode ocorrer de repente, ninguém vai querer saber da nossa índole pacífica. Vai importar, sim, para nossa juventude na linha de frente, o poder de dissuasão de que dispõe, não para lutar, mas, sobretudo, para fazer o inimigo desistir da luta. Por isso mesmo fica difícil acreditar que ainda não tenhamos denunciado o vil TNP. Seria bem mais barato, extremamente oportuno e permitiria postergar por prazo mais suave, sem afogadilho, as outras providências, todas baseadas em gastos astronômicos com material bélico de última geração que ainda não fabricamos

 MUITO BEM, CORONEL, MAS O SENHOR NÃO ESTÁ NEM UM POUCO PREOCUPADO COM A MUDANÇA DE ORIENTAÇÃO (PROFESSORES PETISTAS) EM AGULHAS NEGRAS, ESCOLA NAVAL E CAMPO DOS AFONSOS?

 

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paulo ricardo da rocha paiva


Senhor Claudio Mafra
Estamos preocupados sim. Acontece que quando dávamos o murro na mesa, e até pouco tempo dávamos mesmo, éramos tachados de gorilas e prepotentes ditatoriais. Agora, para se pensar nisso novamente, precisamos do povo na rua, dos “cara pintadas” EXIGINDO a nossa participação/intervenção. Quem sabe apareça aí um HELENO, com condições de liderança para botar a casa em ordem, particularmente: no que diz respeito aos “KOZOVOS INDÍGENAS”, que já estão a mostrar as unhas: no que concerne aos “quilombolas”,constituídos hoje em verdadeiras cantões liberados com exclusividade para afro-brasileiros(o tecido social da nacionalidade está em franco processo de desintegração); no que tange ao vil TNP, que precisa ser denunciado o quanto antes para dispormos de meios de dissuasão compatíveis para a manutenção em nossa posse dos incalculáveis e cobiçados recursos naturais de que dispomos. Mas o povo tem que ir para as ruas como foi em 1964. Será que vai ou prefere ver o circo pegar fogo com a comissão da MENTIRA? O Heleno por enquanto está só no “twiter”, mas isso não adianta em nada. Enquanto o homem não se declarar candidatoa ao Senado ou à Câmara Federal ele não vai mobilizar ninguém. E eu pergunto, se não for ele, quem, meu amigo, quem mais? Ñão enxergo ninguém meu irmão!

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janeiro 19, 2012

O nosso ministro de Relações Exteriores corta macarrão com faca; Obama, o fracote na presidência americana

- 07:56


E o nosso ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota, é mesmo um grosso, um belo exemplar do PT no poder. Não adianta o verniz que recebeu em dois anos de curso no Itamaraty. Falta-lhe uma educação mínima, quanto mais ”diplomacia”.  Provavelmente corta macarrão com faca. Ofendeu de todas as maneiras, provavelmente com a maior satisfação, o seu colega inglês, William Hague. Não teve nem a cortesia que se espera de um anfitrião. Fez questão de pontificar sobre o PIB brasileiro ser superior ao da Inglaterra, embora reconhecesse que o nivel de vida de lá é melhor. (Seria um caso de hospício se não fizesse essa distinção. A Inglaterra é um país altamente civilizado enquanto o Brasil tem a Dilma como presidente). Depois, mostrando o caráter totalitário tanto do PT, quanto de toda a esquerda brasileira ( Fernando Henrique deve pensar a mesma coisa), disse que apoia a soberania argentina sobre as ilhas Falklands, que por estas bandas é chamada de Malvinas. Aos nossos democratas esquerdistas pouco importa a opinião de quem mora lá desde 1833. O sentimento ridículo de latino-americanidade é mais importante. Que se dane o que pensam os ilhéus. Quando da fracassada iniciativa de tomar as ilhas na marra, toda a esquerda brasileira ficou ao lado dos torturadores , do bêbado general Galtieri que colocou as Falklands ” sob a proteção argentina”. Não se conhece o número de suicídios dos moradores ao receberem a notícia de que ao invés de cidadãos britânicos dalí para a frente seriam torcedores do Boca Juniors.

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Eu fico dois meses fora do Brasil e quando volto só leio notícias de juízes roubando. Sem querer bancar o profeta, sempre chamei a atenção para o estranho fenômeno que seria todos no país roubarem menos os ilustres magistrados. Claro que não poderia ser assim. Um belo dia explodiu, e agora a imprensa não larga mais o osso. E quando torna-se norma a Justiça vender sentenças é dificil dizer se ainda existe espaço para o poço ser ainda mais fundo. O que mais pode acontecer ? Pessoas fotografadas, filmadas, fugindo com malas de dinheiro pelas pistas dos aeroportos enquanto os jatinhos aguardam com as portas abertas e os motores ligados ? Na balbúrdia algumas malas se abrem e as notas saem voando. Não é uma boa cena para caracterizar este país ? Poderia fazer parte de um documentário em preto e branco.

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Obama, o fracote na presidência dos Estados Unidos, enviou secretamente uma carta para o Lider Supremo do Iran, o Aitolá Alihamenei. Especula-se sobre se foi sua intenção provocar deliberadamente novos ataques de risos no velho aitolá, e na sorte conseguir fazer com que morra engasgado. Além de procurar outra vez o famoso “diálogo sem pré-condições” que havia prometido durante a campanha, ele teria pedido para os iranianos não fecharem o estreito de Ormuz. Todas as suas cartas secretas são imediatamente reveladas pelos carinhas, que adoram mostrar o papel de trouxa dos Estados Unidos. Alguns afirmam que Obama também teria pedido o drone de volta! Isso mesmo, o avião não tripulado que caiu e foi exibido em todo o mundo, em mais um dia de humilhação para o seu governo. Arrebente logo com as usinas atômicas dos demônios, seu pulha!  Foram tantos os erros que esgotou-se o tempo para saber se vão ter, ou não, a bomba. Reduzir a pó as usinas é a única maneira de recuperar o prestígio americano que está em queda livre desde que um racista raivoso,  filhote querido do reverendo Wright assumiu a presidência dos EUA.

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janeiro 18, 2012

Mais um ato de masoquismo: Comentando um artigo do New York Times sobre o problema Irã – Israel-EUA

- 07:56


Artigo do famoso Roger Cohen  ( os comentários do blog seguem em azul, no texto)

Um embaixador israelense perguntou recentemente a um embaixador americano que
trabalha na Europa o que seria possível fazer para melhorar as péssimas relações
entre o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu e o presidente Barack Obama. Ele
respondeu: “Digam obrigado de vez em quando”. Uma frase de efeito muito boba

O embaixador americano sugeriu ainda: “De vez em quando, perguntem ao
presidente se há algo que vocês possam fazer por ele. Isso está implícito em todas as discussões sobre o problema iraniano. O primeiro ministro israelense não é um estúpido. E, acima de tudo, não se
intrometam em nossa estratégia eleitoral”. Bem, Obama é um péssimo presidente em relação à Israel, um amador tentando entender o antiquíssimo problema entre Israel e seus vizinhos árabes. De fato, ele tinha 6 anos de idade quando aconteceu a famosa, fundamental, Guerra dos Seis Dias. Até hoje nenhum presidente americano deixou de viver intensamente esse conflito, que modificou de maneira radical o panorama no Oriente Médio e tornou-se a base para toda discussão a respeito das fronteiras israelenses.  Obama “ouviu dizer”. Para os israelenses não interessa sua reeleição. Muito melhor um Republicano, principalmente Mitt Rommey que disse : ” Se Obama for reeleito o Iran terá a bomba atômica – se eu for eleito não terá.” Desde priscas eras que países intrometem-se na politica interna uns dos outros procurando melhorar sua própria posição. A observação é ingênua, espantosa, partindo de um embaixador. O Brasil intrometeu-se em Honduras, Chavez em todos os lugares possiveis dentro da A. Latina, os EUA armaram os talebans contra os russos e assim por diante.

A resposta seca reflete a fúria de Obama provocada por uma série de coisas: o
fato de Netanyahu passar por cima dele ao dirigir-se ao Congresso controlado
pelos republicanos, onde é extremamente mimado;  Ingenuidade do articulista. Netanyahu está tratando dos altos interesses de Israel, de fato, da própria sobrevivência de Israel e procurar o Congresso é um caminho óbvio para melhorar a posição do seu país dentro dos Estados Unidos. A expressão “mimado” é tola, mesmo levando-se em contra problemas de tradução.,a ingratidão do premiê
israelense pelo extraordinário apoio americano – até mesmo com o veto de uma
resolução contrária aos assentamentos na ONU, no ano passado, e à aspiração
palestina a um Estado próprio -;  Outra tolice. O premier poderia ser grato por uma surpresa: a Rússia ficar do lado israelense, ou a China, ou algo realmente inesperado. Netanyahu sabe que o apoio americano à Israel vai muito além do que pensa a atual administração americana. Ele sabe que o veto foi exercitado porque  Obama sente-se ameaçado em sua reeleição por causa da opinião pública historicamente favoravel à Israel, pela pressão do lobby judaico e assim por diante  ; * e as táticas de Netanyahu que refletem sua
convicção de que Obama terá um único mandato; isso é pura especulação do articulista, as pesquisas de opinião ainda colocam Obama na frente por uma pequena diferença,  e a recusa em suspender pela
segunda vez a construção de assentamentos para o bom andamento das negociações
de paz. Israel está sendo governado por um governo direitista, que sabe que quanto mais trunfos tiver em mãos mais facil será uma negociação que lhe seja favoravel. Assentamentos em certos lugares podem modificar inteiramente a posição palestina PARA PIOR, e Netanyahu não perde tempo com o que o mundo considera justo ou não. Sabe que o sentimento anti-semita está espalhado por todo o planeta, e não está muito disposto a ficar com medo e se encolher, enquanto pode conquistar mais espaço físico. O medo é o trauma israelense, como o blog já disse várias vezes. Querem ficar longe dele. Preferem o risco de uma atitude temerária ao risco de serem novamente covardes. Esse é o vetor principal de toda a política israelense em um governo que não seja de esquerda.

Gostaria de acrescentar mais um conselho a Netanyahu, se é que ele está
preocupado com seu relacionamento conflituoso com Obama – e deveria estar, pois
os israelenses têm consciência da importância dos Estados Unidos e talvez não
estejam inclinados a reeleger um homem que envenenou as relações com Washington. O articulista não sabe de nada. Sempre houve, por baixo dos panos, um imenso conflito entre Israel e os Estados Unidos. O veneno não vem de agora. O governo americano sempre inibiu as intenções guerreiras de Israel. Para citar apenas dois exemplos: Quando Israel, França e Inglaterra tomaram o canal de Suez, que havia sido nacionalizado por Nasser em 1956, os USA ORDENARAM que as três potências se retirassem imediatamente, o que foi feito na hora. Quando Israel foi atacado pelos árabes em 1973, Nixon ordenou que Israel não exterminasse o Primeiro Exército Egípcio, já completamente cercado, porque a humilhação prejudicaria futuros planos de paz. Kissinger deu o recado em tons duros para a premier israelense Golda Meier e ficou marcado para sempre como um judeu não judeu. São muitos os exemplos. Gostaria de me fixar apenas no seguinte: Os EUA nunca vendem armamentos para Israel sem antes medirem se o país vai ficar poderoso demais diante de seus vizinhos. Só isso basta.
O meu conselho é: não ataque o Irã este ano. Nossa, mas que arrogância! Netanyahu nem deve ter dormido direito. Se o conselho fosse de Kissinger tenho certeza de que ele o analisaria cuidadosamente. Aliás, acredito que o primeiro-ministro provavelmente se aconselha secretamente com o antigo e excepcional Chefe do Departamento de Estado ( que acaba de publicar um monumental livro sobre a China).

Netanyahu sente-se tentado a bombardear o Irã nos próximos meses para
frustrar o impenetrável programa nuclear desse país e – apesar do apelo de
Obama, na quinta-feira, e das mensagens do secretário da Defesa americano, Leon
Panetta – não garantiu aos Estados Unidos que não o fará. Claro! Ele jamais poderia dizer o contrário, da mesma forma que Israel nunca disse se tem, ou não, a bomba atômica! Isso me lembra um debate entre o presidente Ford e o candidado Jimmy Carter. O mediador fez uma pergunta que logo foi respondida depressinha pelo pateta Carter. Ford disse simplesmente: ” Eu não posso responder. Sou o presidente dos Estados Unidos e minha posição nesse assunto não pode ser revelada”.

Vários fatores, iranianos e americanos, impelem Netanyahu a agir rapidamente.

Em primeiro lugar, a convicção de Israel de que o Irã está perto de um ponto
irreversível em sua busca de vários elementos – do enriquecimento de urânio aos
mecanismos necessários para a construção de uma ogiva nuclear. O que
intensificou estas preocupações foi o início do enriquecimento nas instalações
subterrâneas de Fordo, nas proximidades da cidade de Qom, assim como o tom
belicoso do Irã em resposta à ameaça de sanções contra seu setor petrolífero.

Em segundo lugar, o cálculo político dos EUA. Um ataque israelense poucos
meses antes das eleições americanas, em novembro, seria desastroso para Obama.
Ele não teria condições de expressar sua revolta, considerando a influência do
lobby pró-Israel, o importante voto dos judeus na Flórida e o apoio
extraordinário que um bombardeio israelense receberia do adversário republicano
- provavelmente Mitt Romney.

Por outro lado, se Obama conseguisse um segundo mandato, teria a
possibilidade de assinalar seu desagrado se Israel resolvesse agir por conta
própria. *Como aumenta a convicção de que Obama deverá ganhar, estas
considerações têm muito peso em Jerusalém. O autor está se contradizendo brutalmente. Lá em cima ele escreveu : “e as táticas de Netanyahu que refletem sua convicção de que Obama terá um único mandato” (Coloquei em letras vermelhas)

Drama. Netanyahu já se definiu como o homem que está entre o Irã e a bomba.
Politicamente um falcão, ele tem um pendor pelo dramático. Nestas questões,
Israel já agiu por conta própria uma vez, quando bombardeou uma instalação
nuclear na Síria, em 2007.

A esta altura, os detonadores americano e israelense parecem distintos.
Panetta afirma que “a posição definitiva dos EUA em relação ao Irã é: não
desenvolva a arma nuclear”. Enquanto isso, os israelenses consideram inaceitável
a irreversibilidade da capacidade nuclear, mesmo que a arma não esteja sendo
construída. Os israelenses sabem , como de resto todo o mundo, que a arma ESTÁ SENDO CONSTRUÍDA. Em que planeta vive o articulista ? O perigo se oculta nesta discrepância.

Não vá para lá, Netanyahu. Seria um erro terrível. Escolher entre os Estados
Unidos e o Irã é uma idiotice. O primeiro é uma grande potência e um amigo
fundamental. O outro é uma sociedade violenta, inflamável, que trabalha num
programa nuclear há dezenas de anos e cujo aliado regional mais próximo, a
Síria, está na beira do abismo. Nossa, outra vez, em tom paternal, o autor está aconselhando o primeiro-ministro israelense, sem conhecer nem um centésimo das informações que este possui, vindas do Mossad e da CIA. Está explicando para ele que” o Iran é uma sociedade violenta,inflamavel, que trabalha num programa nuclear há dezenas de anos e cujo aliado regional mais próximo, a Síria, está na beira do abismo”. Puxa, ninguém nunca havia pensado nisso! É inacreditavel. Esse artigo está correndo o mundo, inclusive foi comprado pelo Estadão. Acabei de voltar do Iran e da Síria e devo saber mais sobre o que está acontecendo nesses dois países do que o formidavel articulista. Vou reclamar no jornal! 

O sonho de Israel é que os EUA se encarreguem do ataque, mesmo que seja um
ataque conjunto – uma das razões pelas quais Israel rejeita esclarecer suas
intenções. Mas que novidade! Claro que Israel deseja um ataque conjunto. Quanto à esclarecer suas intenções já expliquei lá atrás. Israel não vai explicar nada além do que ja fez. Resta saber se consegue atacar sozinho, como antigamente, mas essa sim, é uma incógnita, já que as usinas atômicas podem estar protegidas além da tecnologia israelense. Não havendo uma provocação exorbitante do Irã, como o bloqueio do
Estreito de Ormuz, isso não ocorrerá antes de novembro. O profeta!

Em um ano eleitoral, e o fato de o serviço de inteligência americano estar
convencido de que o Irã ainda não está construindo a bomba, Obama não permitirá
que os preços do petróleo cheguem às alturas e o mundo muçulmano dê início a um
novo surto de revolta contra os EUA. Em grande parte, sua presidência tem se
dedicado precisamente em sair da guerra e abrandar a hostilidade israelense.

Netanyahu afirmou no fim de semana que, “pela primeira vez”, via certa
hesitação no Irã em consequência das sanções. Mas também pediu “uma clara
afirmação” de que os EUA “recorrerão às armas”, caso as sanções fracassem.
Enquanto isso, seu vice-primeiro-ministro resmungava que as sanções americanas
foram decepcionantes.

Agora um monte de asneiras sinistras, um cenário terrivel, que não vou comentar porque já estou cansado de tanta mediocridade: Os fatos são os seguintes: um ataque de Israel uniria o Irã. Desencadeando
sua fúria, isolaria a república islâmica por uma geração, consolidaria o regime
sírio, radicalizaria o mundo árabe em um momento de delicada transição, atiçaria
o Hezbollah na fronteira do Líbano, encorajaria o Hamas, colocaria em perigo as
forças americanas na região, espalharia o terrorismo, levaria os preços do
petróleo às alturas, provavelmente desencadearia uma guerra regional, ofereceria
uma tábua de salvação para o Irã no momento em que a Europa estaria decidida a
parar de comprar o seu petróleo, acrescentaria um persa à vendetta árabe contra
Israel, e, na melhor das hipóteses, só conseguiria atrasar as ambições nucleares
iraniana em apenas um par de anos.

Parecem perspectivas promissoras? Dentro em breve, o general Martin Dempsey,
comandante do Estado-Maior Conjunto dos EUA, visitará Israel. Será bom que
Netanyahu ouça, tire o dedo do gatilho iraniano, e entenda que o destino de
Israel depende mais de Ramallah do que de Teerã. / TRADUÇÃO DE ANNA
CAPOVILLA  Deus me livre, o que somos obrigados a aguentar, nós os que obrigatóriamente precisam ler jornal

 

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janeiro 17, 2012

O maior sniper de toda a história americana ( entrevista com o “Seal” considerado o maior “atirador-certeiro” dos EUA)

- 07:56


Nota do blog: Antes do artigo (entrevista) de hoje, gostaria de mais uma consideração sobre o que publiquei ontem. Eu disse que os articulistas se preocupam muito pouco com o comportamento de outros exércitos, mas quando se trata da tropa americana a indignação por algum ato contrário aos estabelecidos pela convenção de Genebra ( e pelos próprios Estados Unidos) é hipócrita e escandalosa. Lembrei-me que já contei, em algum lugar no blog, o que aconteceu quando os russos invadiram Berlim, durante a 2a. Guerra Mundial *. O estupro foi ignorado pelos comandantes, marechais Zhukov e Chuikov, e pelo próprio Stalin, que fez piada a respeito do crime**. De noite procedia-se a caçada das berlinenses. Um pesadelo que os comunistas trataram de fazer com que caisse imediatamente no esquecimento. Bem, na parte da Alemanha ocupada pelas tropas bárbaras foram 2.500 milhões de estupros, com 10 mil suicídios, 150 mil mulheres infectadas e milhares sendo abandonadas pelos maridos. A fonte de onde consegui os números é o livro ” A Batalha de Berlim” do renomado historiador Antony Beevor, mas o fato é muito conhecido. ENQUANTO ISSO, no lado americano, os raríssimos casos de estupro foram levados para a corte marcial e os soldados fuzilados.

* A invasão se deu com 3 milhões de homens, precedida por um fogo de barragem de 20 minutos, considerado o maior estrondo da história da humanidade

** ” Os nossos rapazes deram muita alegria para as velhotas alemãs”

 

Entrevista traduzida da FOX NEWS, programa de Bill O’Reilly, THE FACTOR, o de maior audiência de toda a tv americana nos últimos 10 anos no segmento de noticiário. 

BILL O’REILLY, ANFITRIÃO: No segmento “História pessoal” desta noite, o comandante Chris Kyle, um SEAL* da marinha americana é, oficialmente, o mais letal atirador de elite na história do exército americano. O comandante está lançando um livro novinho em folha chamado “American sniper”, que registra sua surpreendente historia no Iraque. Eu falei com ele a noite passada.
* Sea, Air, and Land Teams da Marinha dos Estados Unidos – comandos, tropa de elite (N. do T.)

(INICIO DO VIDEOTAPE)

O’REILLY: Então, comandante, eu li seu livro. Muito divertido. Eu o recomendei para a minha audiência. Acho que vão gostar dele. Primeiramente, você disse que derrubou Jesse Ventura no chão com um soco. Agora você não menciona o seu nome, mas todo mundo sabe quem ele é. Número 1, o que aconteceu?  Você nocauteou ele? nota do blog: Jesse Ventura, ex-governador de Minnesota, é um louco, o rei das teorias de conspiração. Frequentemente toma posições anti-americanas.

CHRIS KYLE, EX-ATIRADOR DE ELITE DA MARINHA: Bem, eu o nocauteei.

O’REILLY:  Porque? Porque você faria isso com Ventura?

KYLE: Foi em 2006. Foi no ano que perdemos nossos dois primeiros SEALs no Iraque. Voltamos para casa. Perdemos nosso último cara justamente antes de voltar para casa. Tivemos o funeral num bar SEAL lá no Colorado, e ele estava lá. Ele estava lá para um discurso numa cerimônia inicial de graduação.

O’REILLY: Por que ele era um SEAL, não é?

KYLE: Sim.

O’REILLY: Ele era um SEAL da marinha. Então, ele estava falando mal da guerra, é isso?

KYLE: Falando mal da guerra, falando mal do Bush. Falando mal da America.

O’REILLY: E você se ofendeu?

KYLE: Eu realmente achei isso um problema. A família estava lá. Eu pedi a ele que, por favor,  diminuísse o tom, que nós não queríamos aborrecer os membros da família de Michael Mansoor.

O’REILLY: O que foi morto?

KYLE: Sim, senhor. E ele ganhou a Medalha de Ouro. Ele pulou numa granada e salvou todo mundo que estava lá.

O’REILLY: Mas, eu quero ser claro. Ventura não estava atacando ele afinal, criticando ele verbalmente.  Ele não estava apenas criticando a coisa como um todo, no geral?

KYLE: Sim, senhor. Até que ele disse que nós merecemos perder uns poucos caras.

O’REILLY: Ele disse que nos merecemos perder – nós, os Estados Unidos …

KYLE: Não, ele disse, “Vocês, vocês todos merecem perder uns poucos caras.”

O’REILLY: Os SEALs da marinha?

KYLE: Estou assumindo que ele estava dizendo aquilo para mim.

O’REILLY: Ele não estava bêbado?

KYLE: Não, senhor. Eu nunca o vi com uma bebida na mão, de jeito nenhum.

O’REILLY: Então, logo que ele disse, “Vocês merecem perder alguns caras”, você o apagou?

KYLE: Sim, senhor.

O’REILLY: Ele revidou?

KYLE: Ele caiu, os tiras estavam lá. Eu escapei correndo.

O’REILLY: Você correu?

KYLE: Sim, senhor.

O’REILLY: Eles te prenderam?

KYLE: Não senhor. Eu tenho um chefe, meu superior, que sempre dizia, bata e corra.

O’REILLY: Agora se eu te fizer uma pergunta difícil, você vai me bater esta noite?

KYLE: Não.

O’REILLY: Ok. Certo. Agora, outra coisa no livro é que lhe são creditadas 150 mortes certificadas, o que significa que você, como atirador de elite, tirou a vida de 150 caras e alguém viu isso, testemunhou isso. Assim, você é o mais letal atirador de elite na história dos Estados Unidos, e você tem as medalhas que provam isso. Cinco Estrelas de Bronze, duas Estrelas de Prata e tudo aquilo. O que me choca, no entanto, é que você considerava essas pessoas que você estava matando, os iraquianos que você estava matando, abre aspas, fecha aspas, “selvagens”.

KYLE: As pessoas que eu estava matando. Não apenas  iraquianos.

O’REILLY: Porque você considerava os inimigos uns selvagens?

KYLE: Por causa das ações deles. A maneira como eles viviam o dia-a-dia, pela violência que eles cometiam contra soldados americanos, as decapitações, os estupros de pessoas inocentes em vilas e cidades onde eles entram apenas para intimidar. Eles vivem metendo medo no coração das outras pessoas, e pessoas civilizadas não agem dessa forma.

O’REILLY: Você era tão eficaz no Iraque que eles ofereceram vinte mil dólares pela sua cabeça. Se algum deles tivesse te matado, eles pagariam vinte mil dólares a essa pessoa. Você acredita que eles te consideravam um selvagem?

KYLE: Estou certo que eles me consideravam. Honestamente, eu não sei, e eu realmente não me importo.

O’REILLY: Então você estava comprometido em matar essas pessoas por que você, em seu coração, acreditava que elas mereceriam morrer?

KYLE: Eu não estava assim tão comprometido a matá-las como eu estava – tinha um compromisso de  assegurar que todos os membros que estavam lá a serviço, americanos ou aliados, voltassem para casa.

O’REILLY: Mas como um atirador, seu trabalho é matá-las, não feri-las, não prende-las. Você tem que ter uma certa mentalidade para ser um atirador. Vocês as esta matando.

KYLE: Eu as estou matando para proteger meus companheiros americanos.

O’REILLY: E você gostava disso? Você gostava do trabalho. No livro – você sabe, a sua mulher não queria que você fizesse isso. Ela queria que você ficasse em casa. Você voltou, quantas vezes você voltou?

KYLE: Quatro vezes.

O’REILLY: Quatro vezes. Você gostava de matar esses caras. Você nunca pensou nisso?

KYLE: Bem, quer dizer, não é problema apagar alguém que quer ver os seus companheiros mortos. Afinal, isto não é um problema.

O’REILLY: Você nunca, olhando para trás agora, nunca tem remorsos e tudo mais sobre qualquer coisa que você tenha feito?

KYLE: Sim, eu tenho. Pelas pessoas que eu não pude salvar.

O’REILLY: Os americanos que você não pode salvar, ou as forças aliadas?

KYLE: Os americanos, os iraquianos locais, qualquer um que eu vi sofrendo violência e que eu não pude salvar.

O’REILLY: Este é o seu remorso?

KYLE: Sim, senhor.

O’REILLY: Você não teve estresse pós-traumático ou qualquer coisa assim, por ter matado tantos seres humanos? Isto não te persegue?

KYLE: Nenhum de meus problemas vem das pessoas que eu matei.

O’REILLY: Isso é muito fascinante. E é por isso que eu quero que as pessoas leiam o seu livro, por que se elas lerem, se lerem o seu livro comandante, “American Sniper”, elas vão entender o que é de verdade uma guerra. Por que eu penso que muitos de nós não entendemos do que realmente se trata uma guerra.

KYLE: Eu quero dizer que guerra é o inferno. É definitivamente – Hollywood fantasia sobre isso e faz com que isso pareça legal. É – a guerra é muito desagradável.

O’REILLY: Mas eles precisam de rapazes como você para ganhar.

KYLE: Definitivamente, você tem que se convencer e não pensar neles como seres humanos. Você tem que vê-los como – é por isso que eu usei o termo ‘selvagens’.

O’REILLY: Selvagens.

KYLE: Com certeza.

O’REILLY: Certo. Tudo bem, comandante. Muito obrigado. Agradecemos a sua presença aqui.

KYLE: Obrigado por me convidar.

 

Tradução: Célia Savietto Barbosa

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janeiro 16, 2012

O editorial lavagem cerebral do Estadão

- 07:56


O editorial do Estadão mete o pau nos Estados Unidos. O título : ” Ultraje no Afeganistão”. É a respeito do vídeo que mostra alguns marines urinando em cima de cadáveres dos civilizados e simpáticos talebans. Já faz parte visceral da psique dos jornalistas esse esquerdismo mal disfarçado, que pode repudiar Lula e o PT, mas não abre mão da raiva incontrolavel por tudo o que seja americano. Todas as barbaridades cometidas por outros exércitos, sejam ocidentais, ou não, passam batido, sem nenhum destaque. Mas, quando se trata do formidavel império que possue o mais alto padrão moral jamais visto em toda a História não se pode perdoar nenhum deslize, nada, mesmo que o mau comportamento represente um número desprezivel, absolutamente insignificante, dos seus soldados.

 

O editorialista cita um preso em Guantânamo que redigiu um artigo, “Meu pesadelo em Guantânamo”, como se a história fosse a mais pura verdade. Claro, já que foi publicado na bíblia dos Liberais, o New York Times, por quê não acreditar no filho da puta ? Foge completamente ao raciocínio lógico imaginar-se que o tratamento em Guantânamo seja desumano, “infame”, como afirma o Estadão. Esse é o lugar mais fiscalizado do mundo, não estivesse o governo americano nas mãos de um Democrata,  e ainda mais de um radical, que é Obama. Os presos são tão perigosos que o mentiroso que disse que fecharia a prisão no primeiro dia do seu mandato, para depois adiar por um ano, e depois para nunca mais, não conseguiu uma solução que agradasse aos seus princípios liberais e aos de seus eleitores, sem colocar em risco a segurança americana. Desistiu de falar no assunto, e vamos esquecer que Bush, o amaldiçoado, tinha, como sempre, TODA a razão. Assisti um vídeo onde um desses animais (sem querer ofender os animais, que respeito muito) provoca um problema: passa fezes em todo o seu rosto. Coloca-se o problema: os soldados precisam entrar e limpá-lo, mas o risco é que o mustafá arranhe quem aparecer na sua frente o que causaria uma infecção nojenta. E o vídeo é inteiramente uma propaganda a favor de fechar Guantânamo, um vídeo contra os americanos!

 

Muitos desses demônios foram libertados ( o que o jornal não diz), e novamente entraram em combate, sendo que 3 foram mortos e vários feitos prisioneiros novamente. Esse é o completo non sense. O soldado americano precisa derrotar o mesmo inimigo duas vezes.  O blog já tratou do assunto em vários momentos, apresentando  números e estatísticas, mas sem a menor pretensão de convencer os que sofrem da fantástica lavagem cerebral anti-americana que remonta à aliança de Stalin com Churchill e Roosevelt contra Hitler. Esse é um assunto interessantíssimo que vai ser resolvido pela História, mas em um espaço de tempo que está longe, muito longe dos nossos dias.

 

Sim, os soldados tiveram um comportamento que denigre a elite militar americana, o Corpo de Fuzileiros Navais. Sem dúvida irão para a corte marcial, e o jornal do Bananão não precisa ridiculamente dar conselhos ao governo americano: ” Washington deve cumprir logo, por motivos políticos, o dever moral de punir os envolvidos com todo o rigor dos códigos militares.” Só não entendi a preocupação com os “motivos políticos”. Redação confusa. Acredito que o articulista quis dizer que a guerra é justa, portanto precisa ser preservada em termos políticos. Será ? Dessas cabeças comprometidas com o absurdo a confusão é a regra.

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